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12 de jul. de 2024

8 de Janeiro - General usou estrutura da Apex para negociar joias nos EUA, conclui investigação

8 de Janeiro - General usou estrutura da Apex para negociar joias nos EUA, conclui investigação.

Créditos CNN.


General usou estrutura da Apex para negociar joias nos EUA, conclui investigação

Apuração interna aponta que Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tirou foto de esculturas do acervo da Presidência na sede em Miami

Para a Apex, Lourena Cid tinha "comportamento desviante" em relações às funções atribuídas a ele
Para a Apex, Lourena Cid tinha "comportamento desviante" em relações às funções atribuídas a eleDivulgação/Alesp

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) concluiu que o general da reserva Mauro Lourena Cid usou o escritório de Miami para negociar joias do acervo da Presidência da República.


CNN entrou em contato com a defesa do general sobre as conclusões da agência, mas até o fechamento da reportagem não recebeu resposta.

Os resultados da apuração interna da Apex, que começou em abril do ano passado, foram obtidos pela CNN.

Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, chefiou o escritório da Apex em Miami entre 2019 a 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

A Apex afirma que a foto em que o general aparece no reflexo de uma escultura de palmeira foi tirada dentro do escritório de Miami e com celular corporativo.


A obra de arte, segundo as investigações da PF, foi negociada nos Estados Unidos, mas não houve venda, já que a peça não tinha todos os componentes de ouro.


“A partir do relatório da Polícia Federal, foi possível concluir que, às 10:39 da manhã de 4 de janeiro de 2023, já demitido mas ainda nas dependências do escritório da Apex, ele usou o celular funcional para compartilhar fotos das joias e objetos de arte do acervo atribuído ao ex-presidente”, diz a Apex.

A foto foi enviada em janeiro de 2023, data posterior à saída do general da Apex, em dezembro de 2022.

Relatos à comissão da agência indicam ainda que Lourena Cid resistia em devolver o notebook e celular coporativos, mesmo após deixar o cargo na Apex em Miami. Os equipamentos foram devolvidos em 17 de janeiro e 7 de fevereiro, respectativamente.

“Na devolução do celular, seus dados foram apagados, de forma irregular, por um servidor do EA [Escritório Apex] Miami na presença de outros. (..) Em ambos os casos, foi contrariado o procedimento padrão de devolução e apagamento dos dados de equipamentos da ApexBrasil, que devem ter sua integridade atestada e seus dados apagados por uma empresa prestadora de serviços de tecnologia contratada da Agência. Seu passaporte oficial com visto de trabalho vinculado à ApexBrasil jamais foi devolvido”, diz a apuração interna.

A agência concluiu ainda que a presença de Lourena Cid no escritório, depois da saída dele do cargo, “contou com algum tipo de apoio ou omissão de funcionários”.

As presenças do general no escritório com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, um de seus filhos e da esposa dele, Gabriela Cid, em janeiro de 2023, também foram relatadas à comissão.

Em agosto de 2022, o general ainda recebeu o corretor Cristiano Piquet nas dependências da Apex.

Nas investigações da PF, Piquet aparece como responsável por transportar a mala com a escultura de palmeira a pedido do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

“Depoimentos revelaram ainda a frequência de pessoas alheias aos negócios da ApexBrasil no gabinete do GM [general manager, cargo de Lourena Cid], sem registro em agenda”.

Visita a acampamento golpista

Além do desvio do uso do escritório, o relatório ainda diz que Lourena Cid com outros dois funcionários “feriram normativos” da agência ao visitar o acampamento golpista, no QG do Exército, em Brasília, em dezembro de 2022. As viagens foram pagas com verba da Apex.

A comissão ainda relata que Lourena Cid “manifestava repetidamente aos funcionários sua convicção de que, mesmo depois de eleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tomaria posse e de que ele, Cid, continuaria em seu cargo”.

Desvios de função

Para a Apex, Lourena Cid tinha “comportamento desviante” em relações às funções atribuídas a ele. O relatório descreve que funcionários próximos ao general prestaram servições pessoais “inclusive na residência de Lourena Cid na cidade, em claro desvio de função”.

O documento também informa que a gestão se “afastou das atividades de negócios” que são próprias da agência e dizem que o general não fez proposições ou capitação de investimentos para o país.

De acordo com a comissão, entre os agravantes do comando de Lourena Cid na Apex-Miami está a condição de “anexo consular” dada ao escritório.

Com esse título, os dirigentes do escritório conseguem beneficios e imunidades concedidas a diplomatas.

Conclusão

O relatório da Apex será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Polícia Federal (PF) para a análise de possíveis crimes.

Segundo a Apex, “novas providências poderão ser tomadas após a continuidade do processo de apuração e responsabilização, inclusive o desligamento de colaboradores”.

A diretoria da agência também está com uma intervenção em Miami para “avaliar todos os aspectos de sua funcionalidade operacional e negocial e propor completa reestruturação. Este trabalho encontra-se em fase de conclusão”.

Sobre o status de anexo consultar, a direção pediu ao Ministério das Relações Exteriores para rever essa condição do escritório de Miami.

A comissão afirmou que fez “16 oitivas individuais e o exame de ampla documentação” desde 2 de abril.


4 de set. de 2023

Mauro Cid sabia que joias eram “de interesse público”, apontam mensagens - créditos CNN

 Créditos CNN


Mauro Cid sabia que joias eram “de interesse público”, apontam mensagens

Conversa entre ex-ajudante de ordens e ex-chefe da Secom indica conhecimento das regras para venda de presentes

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, durante depoimento à CPI do 8 de Janeiro na Câmara Legislativa do DF
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, durante depoimento à CPI do 8 de Janeiro na Câmara Legislativa do DFTon Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Clarissa Oliveira

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tinha ciência de que as joias recebidas pelo ex-presidente em viagens oficiais seriam itens “de interesse público”. É o que mostra a troca de mensagens entre Cid e o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten.

A informação foi revelada pela coluna de Juliana Dal Piva, no UOL, e confirmada por Wajngarten à CNN.

Em mensagens trocadas em 5 de março deste ano, Cid também reproduziu trechos da Lei 8.394, de 1991, que determina regras para a gestão do acervo documental da Presidência. E sublinhou trechos da regra que determinam que a União deve ter preferência de compra, em caso de venda dessas peças.

O teor das mensagens dificulta a argumentação apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro a respeito da venda dos presentes no exterior.

A tese dos advogados do ex-presidente é que a lei de 1991 permite a venda dos itens, sobrepondo-se, por exemplo, ao acórdão do Tribunal de Contas da União que endureceu as regras sobre o assunto.

Para a defesa do ex-presidente, teria havido apenas uma falha administrativa, pelo fato de a venda não ter sido comunicada para que fosse dada prioridade de compra à União.

Vídeo — PF aguarda diligências no exterior para confirmar confissões de Cid

Créditos CNN

1 de set. de 2023

A cara de pau não tem limites! Jair Bolsonaro questiona competência do Min STF Alexandre de Moraes, no Inquérito das Jóias, mas pede ao mesmo Juiz o acesso à inquirição do Mauro Cid

A cara de pau não tem limites! 


Jair Bolsonaro questiona competência do Min STF Alexandre de Moraes, no Inquérito das Jóias, e não vai a oitiva da PF. 


Entretanto, esse mesmo arrolado, pede ao citado Ministro, acesso à inquirição do outro arrolado, o Mauro Cid!!! 

Cara de Pau Master!!! 


Leia mais: https://capitaofernandodireito.blogspot.com/2023/09/a-cara-de-pau-nao-tem-limites-bolsonaro.html