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4 de fev. de 2020

Brasil e EUA assinam memorando de entendimento para cooperação em energia nuclear

Brasil e EUA assinam memorando de entendimento para cooperação em energia nuclear

2020-02-04 15:25:08丨portuguese.xinhuanet.com
Rio de Janeiro, 3 fev (Xinhua) -- Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira um memorando de entendimento em energia nuclear que busca estreitar a cooperação e avanços em áreas como a segurança nuclear, informaram fontes oficiais.
O acordo foi assinado pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) e o Instituto de Energia Nuclear dos Estados Unidos (NEI, na sigla em inglês) durante o Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos.
Durante o evento, que contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, e do secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette, foi assinada também uma carta de intenções entre a estatal brasileira Eletronuclear e a norte-americana Westinghouse, especializada em energia nuclear.
O documento entre ambas as empresas busca estreitar a colaboração para garantir a renovação de licenças e a operação de longo prazo da central nuclear brasileira Angra 1, podendo ampliar seu prazo de vida de 40 a 60 anos.
Já o acordo entre a associação brasileira e o instituto americano busca avanços em áreas como segurança nuclear.
"A indústria americana de energia está pronta e animada para trabalhar com o Brasil", afirmou Brouillette. Segundo o secretário, o diálogo também incluiu temas regulatórios.
Brouillette defendeu mais clareza nas regras e mais transparência e ressaltou a modernização na legislação brasileira sobre energia.
"Continuaremos a apoiar esses esforços de todas as formas que pudermos", disse o secretário e acrescentou que os acordos assinados são um passo significativo para aumentar a presença e os investimentos dos Estados Unidos no setor nuclear brasileiro.
Por sua vez, o ministro de Energia do Brasil destacou que a cooperação entre os dois países "visa criar um melhor ambiente de negócios para investimentos no setor de óleo e gás, tanto no comércio internacional ou para a realização de leilões que temos realizado com previsibilidade aqui no Brasil".
Para Bento Albuquerque, Brasil e Estados Unidos têm muito a cooperar por terem se tornado exportadores líquidos de petróleo recentemente. "Procuramos, nessa parceria com os Estados Unidos, reduzir as incertezas que possam, por acaso, existir nos leilões."
A colaboração entre Brasil e Estados Unidos no fórum incluiu ainda a experiência americana com o shale gas, ou gás de xisto, atividade que o governo brasileiro quer começar a realizar, segundo o ministro.

31 de jan. de 2020

Brasil quer crescer sem OPEP: remodelação do mercado de petróleo à vista?

Uma plataforma petrolífera perto do Rio de Janeiro
Laura Korobkov

Brasil não se unirá à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e tem intenções de aumentar drasticamente a produção de petróleo.
Trata-se de um grande golpe para os membros da OPEP+ que já concederam uma parcela significativa no mercado petrolífero aos produtores dos EUA e Noruega. Se o Brasil aderir a esta expansão, as novas reduções de fornecimento não vão servir de nada.
O Brasil quer se encaixar entre os cinco maiores exportadores de energia até 2030 e aposta em investimento privado para aumentar a produção de petróleo e gás, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Créditos Sputnik, leia matéria: https://br.sputniknews.com/opiniao/2020013115078774-brasil-quer-crescer-sem-opep-remodelacao-do-mercado-de-petroleo-a-vista/