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25 de fev. de 2022

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14 de jan. de 2022

Repercutimos a Edicação 13/01/22 do Ex-Blog do Cesar Maia - PESQUISA INÉDITA MOSTRA QUE ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO É FATO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DO PAÍS PARA OS BRASILEIROS! (Marlen Couto – O Globo, 09)

 



PESQUISA INÉDITA MOSTRA QUE ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO É FATO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DO PAÍS PARA OS BRASILEIROS!

(Marlen Couto – O Globo, 09) Em meio à ampliação do debate na sociedade sobre racismo e desigualdade racial, a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888, foi apontada como fato mais importante da História do país pelos brasileiros. Pesquisa inédita encomendada pelo Observatório Febraban ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) mostra que a assinatura da Lei Áurea foi citada como primeira resposta de 31% dos entrevistados, ao serem questionados sobre os momentos mais significativos do Brasil.

Prestes a completar 200 anos, a independência, em 7 de setembro de 1822, aparece na segunda posição, com 18% de preferência. Em seguida, com 8%, estão a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889; o fim da ditadura militar, que levou à redemocratização do país, em 1985; e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Outros momentos recentes, como a Operação Lava-Jato, o Plano Real, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor e a implementação do Bolsa Família, também aparecem com destaque.

Para o sociólogo Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe, fatores estruturais, como a alta proporção de negros na população brasileira (54%, de acordo com o IBGE), e conjunturais, como o fato de o combate ao racismo ter se consolidado como uma agenda no Brasil e no resto do mundo nos últimos anos, ajudam a explicar a importância atribuída ao momento histórico:

— De um lado, é sabido que o Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão, e isso tem significado para a população negra. Do outro, entrou para a agenda global a discussão sobre os efeitos perniciosos da desigualdade racial. Isso foi muito forte em 2020 e 2021.

Os dados indicam ainda que a abolição da escravidão foi mais citada pelos mais jovens, com 18 a 24 anos. Nesse grupo, o percentual chega a 40%, ante 25% na população acima de 60 anos. Não há diferença tão significativa nos recortes por escolaridade e renda.

Professor de direito internacional e direitos humanos na FGV, Thiago Amparo destaca que, apesar da permanência do racismo cotidiano, institucional e estrutural no país, o Brasil tem passado por um processo de amadurecimento e difusão do debate racial, puxado por intelectuais e ativistas negros e negras.

— O Brasil, diferentemente de muitos países latino-americanos de língua espanhola, não pensa profundamente sobre seu processo colonial. Isto faz com que, no Brasil, o dia da independência seja mais um feriado do que efetivamente um momento de reflexão sobre legado colonial em nossas instituições. Em paralelo, o debate sobre abolição ferve, em parte pela constatação do protagonismo negro na abolição, em parte pela ideia de uma abolição inconclusa, posto que racismo permanece no país.

Fatos mais lembrados
1º - Aboliação da Escravidão, 1888
2º - Independência do Brasil, 1822
3º - Proclamação da República, 1889
4º - Redemocratização pós-Ditadura, 1985
5º - Impeachment Dilma Rousseff, 2016
6º - Operação Lava-jato, 2014-2021
7º - Implantação do Real, 1994
8º - Criação do Bolsa-Família, 2003
9º - Impeachment Fernando Collor, 1992
10º - Golpe de 1964 e o regime militar
A conexão com o presente e a relação com as lutas políticas da atualidade têm mais impacto na percepção do passado do que a compreensão do processo histórico, avalia o historiador e diretor da Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), Renato Franco:

— A questão racial no Brasil permanece como um problema em aberto, diante da timidez das políticas públicas de inclusão que outorgam uma cidadania incompleta aos descendentes de escravizados. Por sua vez, o fortalecimento dos movimentos sociais e a ascensão das políticas de cotas nas universidades têm contribuído para repropor a pauta racial, especialmente entre os mais jovens.

Apesar de figurar entre os momentos históricos mais lembrados, 59% dos brasileiros ouvidos informaram não saber do bicentenário da independência.

O comportamento e memória dos brasileiros em relação à data se diferencia das experiências de outros países, como os Estados Unidos. Um levantamento da empresa de pesquisas americana Gallup mostrou em 2001 alto interesse da população do país nas celebrações: 76% informaram que pretendiam participar de celebrações familiares, e 66% informaram que pretendiam exibir uma bandeira do país.

Professora de História da UFF, Janaína Cordeiro pesquisou a celebração feita pela ditadura militar, em 1972, quando a independência completou 150 anos. Ela afirma que o grito do Ipiranga pode ter menos apelo na população do que a abolição por ter sido construído “de cima para baixo” — o país, que já abrigava a corte portuguesa desde 1808, passa a se organizar como uma monarquia que tinha Dom Pedro I como imperador.

A pesquisadora ressalta que a data tem lugar de destaque na tradição nacional, mas precisa ser suscitada pelos agentes públicos e pela sociedade civil, o que não tem acontecido no governo federal:

— Bolsonaro convocou manifestações no 7 de setembro, mas mesmo naquele momento não foi capaz de associar significado histórico à data, o que evidencia um desprezo pela História que não foi comum mesmo em governos autoritários.

No ano passado, após uma série de críticas pela falta de planejamento de ações para o bicentenário, o secretário especial da Cultura, Mario Frias, anunciou uma linha de crédito de R$ 600 milhões para as celebrações.

A historiadora Rosa Maria Araújo, diretora do Arquivo Geral do Rio e integrante de um grupo de trabalho para as comemorações do bicentenário na cidade, acrescenta um outro dado à discussão: os impactos da instabilidade política e das crises econômica e sanitária têm “apagado” a data. A pesquisa do Ipespe mostra que, para os brasileiros, são justamente a saúde, a educação e o combate à fome que devem receber uma maior atenção em 2022, assim como o desemprego e o custo de vida.

— Há uma concorrência com a Covid, que está solapando o Brasil do ponto de vista sanitário, economicamente e socialmente — diz Rosa Maria Araújo.

Turbulências na relação do Executivo com o Legislativo, como os dois impeachments, e acontecimentos que ainda resvalam no cotidiano político e eleitoral atual, caso da Lava-Jato, também são lembrados — no caso da saída de Dilma Rousseff e da operação que notabilizou o hoje presidenciável Sergio Moro, os impactos são visíveis no cenário em curso de 2022. O impeachment de Dilma tem o dobro das primeiras menções que o de Collor e é mais lembrado por entrevistados com ensino fundamental, o que indica que pode ter mais peso para a base que ajudou a elegê-la. O fim da ditadura é mais citado entre brasileiros com ensino superior.

O cientista político Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Observatório da Democracia, chama a atenção ainda para o destaque da redemocratização entre os períodos históricos com maior importância:

— A população brasileira volta a se preocupar com a questão da democracia. Ao mesmo tempo, temos grupos diferentes achando coisas diferentes, o que se expressa num quadro polarizado.

A pesquisa ouviu 3 mil entrevistados, de 19 a 27 de novembro de 2021, nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento do Ipespe também mediu a percepção dos brasileiros sobre símbolos nacionais que melhor definem ou representam o país e sua população. A fé é apontada como a principal característica positiva dos brasileiros — para 30% dos entrevistados, é o primeiro traço citado em uma pergunta com múltiplas respostas. Já a natureza é citada como o aspecto que melhor define o Brasil. 


Créditos Ex-Blog do César Maia

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7 de dez. de 2021

Repercutimos os Fatos CNN - 07/12/2021

 

Terça-feira, 7 de dezembro de 2021

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir hoje e amanhã para decidir, pela última vez no ano, sobre a Selic. O encontro acontece em meio à alta disseminada dos preços na economia. A taxa básica de juros da economia está atualmente em 7,75% ao ano — o maior nível desde setembro de 2017. A expectativa do mercado aponta para nova alta de 1,5 ponto percentual, o que levaria a taxa a 9,25% ao ano.

Taxa Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir hoje e amanhã para decidir, pela última vez no ano, sobre a Selic. O encontro acontece em meio à alta disseminada dos preços na economia. A taxa básica de juros da economia está atualmente em 7,75% ao ano — o maior nível desde setembro de 2017, quando estava em 8,25% a.a. Expectativa do mercado aponta para alta de 1,5 ponto percentual, o que levaria a taxa a 9,25% ao ano. Em sua última reunião, o Copom também sinalizou que poderia anunciar nova alta de mesma magnitude da anterior, de 1,5 ponto percentual. O comitê também voltou a alertar para a deterioração no balanço de riscos relacionados ao futuro do arcabouço fiscal atual.

Eleições de 2022
Ainda faltam mais de nove meses para as eleições de 2022, mas o mercado financeiro, que gosta de se antecipar, já começa a discutir seu candidato preferido. Ao longo das últimas semanas, a CNN conversou com integrantes influentes do mercado, como CEOs, economistas-chefes de bancos e presidentes de instituições financeiras, além de analistas de mercado e casas de análise. Com a eleição ainda distante, as fontes preferiram não se identificar. O economista-chefe de um grande banco diz que o mercado está dividido entre os que se decepcionaram com o atual presidente Jair Bolsonaro e os que têm medo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que não tem hoje é o quadro de quatro anos atrás, quando o mercado não pestanejava em relação a Bolsonaro, disse ele. Hoje já há um receio de que ele se torne um presidente populista. Um ponto crucial é a definição do vice-presidente, que pode tanto favorecer Lula, quanto um candidato de terceira via – opção que seria o "sonho de consumo" do mercado, mas por ora parece pouco factível.

Variante Ômicron
A Ômicron, nova varirante do coronavírus,  já foi detectada em pelo menos 50 países. Identificada pela primeira vez em Botsuana, no sul da África, a cepa foi denominada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma variante de alta transmissibilidade. Desde o anúncio de sua descoberta, em 25 de novembro, países de todo o mundo se mobilizaram rapidamente para amenizar os impactos da nova variante. No Brasil, até o momento, já são seis casos registrados, com três no estado de São Paulo, dois no Distrito Federal e um no Rio Grande do Sul. Os cientistas ainda buscam esclarecimentos sobre a nova variante, principalmente no que diz respeito à eficácia das vacinas atuais contra ela, sua transmissibilidade e letalidade. O que as autoridades dos países têm feito, por enquanto, é endurecer as restrições determinadas para a pandemia, incentivar a vacinação e, em alguns casos, fechar as fronteiras para evitar a disseminação da variante. A CNN reuniu as medidas e declarações de cada uma das nações que já detectaram pelo menos um caso da nova cepa.

Emendas de relator
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retomada da execução dos recursos das emendas de relator. Na decisão, a ministra disse que devem ser observadas as regras de transparência aprovadas no Congresso Nacional recentemente. Weber justificou que há "potencial risco à continuidade dos serviços públicos essenciais à população, especialmente nas áreas voltadas à saúde e educação". "A necessidade de proteger a continuidade dos serviços públicos prestados à comunidade em geral – como via permanente de acesso das pessoas aos seus direitos básicos e às condições de existência digna – tem orientado a jurisprudência desta Suprema Corte", justificou. A ministra argumentou, ainda, que suspender a execução dos recursos públicos não constitui o principal objetivo da ação, mas, sim, garantir a melhor aplicação desta verba.

Investimentos
Os fundos imobiliários de papel se tornaram uma oportunidade para os investidores que buscam rentabilidade em meio à instabilidade e percepção de risco. Esses fundos são aqueles que aplicam em ativos de renda fixa, ou seja, títulos de dívida que possuem sua remuneração atrelada a uma taxa predefinida. De acordo com o levantamento da Teva Indices, esses títulos renderam 4,5%, entre janeiro e 15 de novembro. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) desacelerou em novembro, ficando praticamente estável, com leve alta de 0,02%, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). No mês anterior, a alta havia sido de 0,64%. Já o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 1,25% em outubro ante 1,16% no mês anterior. No ano, o indicador acumula alta de 8,24% e, em 12 meses, de 10,67%. A taxa básica de juros teve sua sexta alta consecutiva em outubro, a 7,75% ao ano. Com isso, o Brasil passou a ter maior juro real do mundo, segundo o ranking feito pela Infinity Asset Management.

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"Redução do preço do combustível na bomba não deve chegar a 20%"

Para Edmilson Moutinho, economista e professor da USP, parte da redução do valor internacional do petróleo deve ser revertida no Brasil pelo represamento de preços que a Petrobras tem praticado.
Os primeiros indicadores sobre a gravidade da Covid-19 causada pela variante Ômicron são "um pouco animadores", mas é muito cedo para tomar uma posição clara sobre se ela pode causar doenças graves, disse o médico Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos. (Clique para assistir)

Créditos CNN

6 de dez. de 2021

Repercutimos o Informativo Reserva pró-Ativa 044 - 06/12/21 - Créditos Exército Brasileiro


 


DEFESA & SEGURANÇA - 

Repercutimos o Informativo Reserva pró-Ativa 044 - 06/12/21 - Créditos Exército Brasileiro. 

Acesse: https://capitaofernandodefesaeseguranca.blogspot.com/2021/12/repercutimos-o-informativo-reserva-pro.html 




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