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20 de mai. de 2026

Reforma Agrária Popular é saída para crise climática e fome, diz Stedile em entrevista. Créditos MST

Reforma Agrária Popular é saída para crise climática e fome, diz Stedile em entrevista.

Créditos MST



15 de set. de 2025

Reforma Agrária é cuidar da natureza


 


Reforma Agrária é cuidar da natureza


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🌿 Que iniciativa inspiradora! 

O acampamento Dom Tomás Balduíno, em Formosa/GO, está mostrando como a reforma agrária pode ser uma força regeneradora para o meio ambiente e para a soberania alimentar. 

Dentro do Plano Nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, as ações vão muito além da produção agrícola — elas são um verdadeiro cuidado com a terra e com o futuro.


📌 Destaques do projeto:

- Formações sobre proteção e recuperação de nascentes, essenciais para garantir água limpa e preservar ecossistemas locais.

- Criação de um viveiro de mudas nativas do Cerrado, fortalecendo a biodiversidade e promovendo reflorestamento consciente.

- Coleta de sementes para recuperar áreas degradadas, uma ação que une conhecimento tradicional e práticas sustentáveis.


Créditos MST


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17 de ago. de 2024

LFS Assuntos Rurais - A questão agrária na Amazônia - Por José Raimundo Trindade

LFS Assuntos Rurais - A questão agrária na Amazônia - Por José Raimundo Trindade


A Amazônia constitui a maior área de expansão do capital agrário nacional, sendo que os elementos da questão agrária e da renda fundiária obtida nesta região são fatores para análise do atual ciclo de acumulação brasileiro


Créditos A Terra é Redonda, leia mais: https://aterraeredonda.com.br/a-questao-agraria-na-amazonia/ 





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A questão agrária na Amazônia

Por JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE: A Amazônia constitui a maior área de expansão do capital agrário nacional, sendo que os elementos da questão agrária e da renda fundiária obtida nesta região são fatores para análise do atual ciclo de acumulação brasileiro

12 de mar. de 2024

Comunicado n° 33/2024 - MST --- A Reforma Agrária e os Projetos em Disputa - por Bruno Malheiro

Comunicado nº 33/2024

 São Paulo, 12 de Março de 2024

A Reforma Agrária e os Projetos em Disputa

por Bruno Malheiro

Estimados amigos e amigas,

 

Compartilhamos um belo estudo transformado em palestra, do prof. Bruno Malheiro da Unifesspa, Marabá/PA, demonstrando os prejuízos do modelo do agronegócio, sobretudo na Amazônia.

 

https://drive.google.com/file/d/1imWBJPi_WJiHsX72P9bQk41vCdFofDNA/view?usp=sharing

 

Bom estudo a todos/as

 

Abraços,

Secretaria Nacional

30 de nov. de 2018

É a raposa tomando conta do galinheiro - Sogro de Nabhan Garcia comprou 67 mil hectares de terras indígenas no Mato Grosso nos anos 80

Sogro de Nabhan Garcia comprou 67 mil hectares de terras indígenas no Mato Grosso nos anos 80

Fundador da UDR, antigo aliado de Bolsonaro será vice-ministro de Assuntos Fundiários; ele é genro de Alcides Parzianello, que adquiriu na região de Tangará da Serra (MT) uma área do tamanho do Bahrein, em terras da etnia Paresí

Por Leonardo Fuhrmann


O sogro do secretário de Assuntos Fundiários do futuro governo Jair Bolsonaro (PSL) comprou, nos anos 80, 67 mil hectares de terras indígenas em Diamantino e Tangará da Serra (MT). De Olho nos Ruralistas constatou que o fazendeiro Alcides Juraci Parzianello, falecido em 2014, esteve envolvido em uma controvérsia judicial que se arrastou até 2016, com acusações de invasão de propriedade, má-fé e calote.

Presidente da União Democrática Ruralista (UDR), o genro de Parzianello – Luiz Antonio Nabhan Garcia – comandará a secretaria responsável pelos assuntos diretamente relacionados à propriedade de terras. Ele é um crítico da reforma agrária  e das ocupações promovidas por movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo a futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), a secretaria terá status de Vice-Ministério.

Alcides Parzianello adquiriu em 1983 a Fazenda Santa Tereza, de 75 mil hectares, na região dos municípios de Diamantino e Tangará da Serra, no norte do Mato Grosso. A propriedade com o nome de uma freira carmelita e uma área do tamanho da Ilha da Madeira, em Portugal, foi o pivô de uma saga jurídica que durou mais de trinta anos.

O processo tramitou no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, onde mora a família Parzianello, e foi iniciado pelos herdeiros de Waldemar Zwicker Filho, responsável pela venda das terras. Alcides Parzianello morreu ao longo do processo e seu espólio passou a responder à ação.

Nabhan Garcia é casado com a médica Maria Angela Parzianello Nabhan Garcia, sócia dele em uma consultoria de Presidente Prudente (SP). Ela é filha de Alcides Parzianello. Somente a área da fazenda incidente em terras indígenas abrange um território do tamanho de Bahrein, ou de Singapura.

PARZIANELLO LEVOU, MAS NÃO PAGOU

A família de Zwicker pedia na ação inicial o cancelamento da compra sob o argumento de que o valor acordado não foi pago. E solicitava indenização pelo período em que não pôde usar as terras. Parzianello alegava não ter feito o pagamento por ter descoberto que 89% da gleba estava compreendida nas reservas indígenas: 22.442 hectares da Terra Indígena Pareci e 44.703 hectares da Terra Indígena Utiariti. O território indígena foi delimitado em 1982 e homologado em 1991, oito anos após a conclusão do negócio.

Os dois territórios são ocupados por indígenas da etnia Paresí. A TI Pareci foi reservada como área indígena por um decreto de outubro de 1968 e outro de junho de 1983. A TI Utiariti também foi declarada indígena duas vezes: em novembro de 1983 e abril de 1986.

Embora as demarcações de terras indígenas já existissem antes da Constituição de 1988, foi definido nela o atual modelo demarcatório, que reconhece áreas para pesca, coleta e caça, além do aldeamento.

Os herdeiros de Zwicker também acusaram Parzianello de invadir uma gleba de aproximadamente 10.906 hectares que não fazia parte do negócio. Essa área, segundo eles, estaria na posse legítima de Zwicker, em via de regularização junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os autores da ação estimavam o prejuízo em R$ 10 milhões.

Quem representou a família dos réus no processo foi Marco Antônio Parzianello. Ele alegava que Zwicker vendeu uma fazenda da qual não tinha o domínio. No Tribunal de Justiça, a ação terminou com o provimento parcial dos pedidos da família de Zwicker, com a condenação ao pagamento de parcelas atrasadas do negócio. As terras não demarcadas permaneceram sob a posse da família Parzianello, pois a Justiça considerou que elas faziam parte do negócio.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em junho fazendeiros e associações indígenas por causa da produção – ilegal – de soja transgênica em terras indígenas, entre elas a TI Pareci.

FAMÍLIA DE NABHAN TEM TERRAS EM SP E MS

Quando foi candidato a deputado federal pelo PTB, em 2006, Nabhan Garcia declarou à Justiça Eleitoral quase 1.500 hectares de terras em Nova Ubiratã (MT), nas Fazendas Barro Preto e Atlântica. Elas foram declaradas por R$ 3,3 milhões, quase a metade de seu patrimônio na época, de R$ 7 milhões.

Na região de Nova Ubiratã, um grupo de fazendeiros ligados ao Sindicato Rural de Paranatinga tenta evitar a demarcação da Terra Indígena Roro-Walu, território tradicional da etnia Ikpeng. A área em estudo fica nos municípios de Feliz Natal, Paranatinga, Gaúcha do Norte e Nova Ubiratã.

Essa identificação foi iniciada em 2005 e suspensa por liminar da Justiça em 2016. O processo de demarcação só foi retomado há dois meses, em setembro, quando o Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1) derrubou a liminar.

O sindicato afirma representar 50 fazendeiros com terras dentro do território indígena. Alega que no território em análise estão 40 mil hectares de produção de grãos, além de uma área destinada à pecuária. Na região ficam uma parte do Parque Nacional do Xingu e outras duas terras indígenas demarcadas: uma delas, a Marechal Rondon e Bakairi; a outra, a Hoohi, ambas em processo de estudos.

Paulista de Presidente Prudente, Nabhan Garcia também afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser dono de pouco mais de 366 hectares em Sandovalina, no interior paulista. No Mato Grosso, era sócio da Larissa Agropastoril, uma empresa de extração de madeira. E, em São Paulo, da Ipezal Agropecuária. Naquela época ele informou a seguinte profissão ao TSE: músico.

Atualmente, segundo a Folha, Nabhan Garcia é dono de fazendas de soja, milho e algodão no Mato Grosso, e de plantio de eucaliptos e pecuária no Mato Grosso do Sul – onde, em Campo Grande, atua a família Parzianello, com a Fazenda Canta Galo.

CPI DA TERRA PEDIU INDICIAMENTO DO RURALISTA

Em 2005, o relator da CPMI da Terra, João Alfredo (PSOL-CE) pediu o indiciamento de Nabhan Garcia por porte ilegal de armas e contrabando. Durante a comissão, o ruralista e a UDR foram investigados sob a acusação de organizarem milícias privadas na região do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista, com o objetivo de intimidar o MST.

O relatório foi derrubado pelo plenário da comissão e substituído por um alternativo, elaborado pelo ruralista  Abelardo Lupion(PFL-PR), próximo do futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e cotado para ser seu subchefe. A bancada do agronegócio na CPMI da Terra criminalizou o MST e conseguiu evitar a quebra do sigilo da UDR.

Nabhan Garcia disse na semana passada não saber qual será o orçamento para a democratização do acesso à terra. “Pode ter certeza de que será muito menor, mas muito menor de todo o dinheiro que foi gasto nessa favelização agrária do Brasil”, afirmou.

“Reforma agrária até hoje no Brasil foi uma vergonha, uma afronta à própria democracia”.



Link da matéria:

1 de ago. de 2018

ENTREVISTA JOÃO PEDRO STEDILE AO JORNAL DO BRASIL

ENTREVISTA JOÃO PEDRO STEDILE AO JORNAL DO BRASIL  

?Defendemos a Constituinte?


BERNARDO DE LA PEÑA
blp@jb.com.br

Líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra (MST), o economista João Pedro Stédile está na linha de frente pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele prevê que, se impedirem a candidatura de Lula, a crise política vai se tornar ainda mais aguda. “Ninguém sabe no que vai dar”, adverte. Nesse quadro, Stédile aponta uma saída para além da eleição: “Nós, dos movimentos populares,  somos defensores de uma Assembleia Constituinte”.

O senhor acha que a candidatura do ex-presidente Lula ainda é viável?

A candidatura do Lula não é viável, é necessária. O Lula se transformou no simbolo da classe trabalhadora, na única porta de saída que temos para enfrentar a grave crise econômica, social, ambiental e política que o Brasil está vivendo. O Lula é o único que galvaniza essas energias populares para, com a vitória dele, provocar um clima de debate de um novo projeto para o país, para solucionar os graves problemas que temos como nação, como povo e como classe trabalhadora. Nenhum outro conseguiria fazer isso no curto prazo. Por isso que se a burguesia, através de seus capitães do mato, no que hoje se transformou o Judiciário, impedir a sua candidatura, estaria cometendo um crime de “lesa pátria”, porque vão agudizar ainda mais essa crise pelos próximos quatro anos, e ninguém sabe no que vai dar.  

Outros candidatos de esquerda, como Ciro Gomes, ou Manuela D?Ávila, ou Guilherme Boulos, não poderiam cumprir esse papel?

Temos diversos candidatos, como estes citados, que têm personalidade e índole de esquerda, são nacionalistas, mas não estamos julgando as pessoas, nem seus propósitos. Temos de considerar quem galvaniza as energias populares, e nenhum deles, por sua  história e pelo comportamento das massas, tem essa síntese. Então o Lula não é mais do PT, não é da esquerda. O Lula se transformou numa simbiose com a classe trabalhadora, com os mais pobres do Brasil.

Mas jogar toda essa responsabilidade em cima de um nome, de uma pessoa, não significa uma certa contradição com esse trabalho de organização das massas?

Não, porque essa simbologia política  faz parte da psicologia social, em quem o povo acredita. Já no campo da política, da organização do povo, aí de fato não é suficiente a eleição do Lula. Nós, como setores organizados da classe, seríamos contraditórios se só colocássemos nossas energias nas eleições. A eleição é para abrir a porta e as  nossas energias têm de ser para organizar o povo. É por isso que no bojo da Frente Brasil Popular, que reúne 88 movimentos e partidos, estamos multiplicando, em todo o país, uma metodologia de trabalho de base de organização do povo, que estamos chamando de Assembleia do povo, uma forma  de ir lá e falar com o povo. Hoje, mais de 600 cidades já se engajaram nesse processo, que é ir de casa em  casa. Aprendemos com os evangélicos. A assembleia se resume numa pergunta: “quem é responsável pela crise?” 

Lula não seria responsável por uma parcela dessa crise? O senhor mesmo disse que ele compôs com a burguesia e as oligarquias?

Sabemos que foi um governo de conciliação, mas tenho de reconhecer que aquele momento foi aquém das nossas realizações.  Precisamos de uma reforma política de fundo. Nós, dos movimentos populares, somos defensores da Assembleia Constituinte.

O que Lula pensa a respeito? 

O Lula até agora era relutante. Dizia que se convocar a Assembleia Constituinte ganha a direita. Mas nós contra argumentávamos: a simples convocação de uma Assembleia Constituinte, dentro de alguns  parâmetros, sem financiamento de campanhas, garantindo candidaturas democráticas. Só isso vai criar uma ebulição política.  Mas na última visita que fiz a Lula, na quinta-feira passada, ouvi pela primeira vez dele: “Companheiro Stédile, a política está uma podridão. Estou convencido. Nós, ganhando o governo, temos que convocar uma Assembleia Constituinte no primeiro ano”. Falei  para ele: Lula, isso é sério, hein? Posso falar publicamente? E ele: “Tudo que você ouviu de mim pode  tornar público”. Esse é um capítulo urgente.

Como o senhor avalia a experiência do orçamento participativo?

O orçamento participativo envolvia milhares de pessoas no debate, foi importante como experiência de cidadania, mas só influia sobre 3% do orçamento, porque 97% já  estavam comprometidos com os bancos ou com a folha de pagamentos. Foi uma grande experiência de cidadania, mas precisamos fazer uma reforma política de fundo.

Qual o conceito atual de burguesia? São os grandes capitalistas?

Isso mesmo, os grandes capitalistas. Os bancos andam para quem vai ser eleito. Quem manda hoje no mundo são os bancos. E eles operam por fora dos Estados. Então, haverá nas próximas décadas a necessidade de ser construído outro Estado que  não sabemos ainda como vai ser. 

E isso acontecerá pelo voto?

Sim, não necessariamente com eleições de quatro em quatro anos, mas através da mobilização popular. Através da participação ativa dos movimentos sociais. A democracia não pode se resumir ao voto.

Como anda o MST?

Anda bem. O que está mal é a reforma agrária, que está parada no mínimo há cinco anos. Já no primeiro mandato da Dilma o governo não fez nada. Nos dois anos de Dilma e mais dois de agora não houve mais nenhuma desapropriação. Fecharam o MDA e o Incra virou balcão de negócios do partido do Paulinho da Força. 

Vocês foram acusados de destruir  uma fazenda. É verdade? 

Correntina, na Bahia, nova fronteira  agrícola da soja, tem uma fazenda de um grupo japonês de dez mil hectares. Passaram a plantar soja irrigada. Pegaram água do córrego, faltou água na cidade de 30 mil  habitantes, um mês, outro mês. Um geólogo revelou que a culpa era da empresa. Na missa, o padre disse que a culpa era do japonês. A cidade inteira foi lá e arrebentaram o sistema de irrigação. Nem existe MST na região. Aí o Francisco Graziano Neto, ex--presidente do Incra na época do Fernando Henrique e hoje secretário particular dele, botou no blog dele, com uma foto fantasiosa de nossa bandeira, e disse que aquilo lá era crime do MST. Foi a versão que ficou. 

Quem produz pode temer o MST?

Na época da Constituinte, propusemos um acordo. Se quisessem poderiam por na   lei: até 1500 hectares, intocável, não nos interessa, mas acima de 1500 hectares, toda área que produzir abaixo da média da região, o governo tem de desapropriar.

16 de jul. de 2018

Vejam as ideias de um fascista: ex-capitão do exercito, sr Bolsonaro, que quer ser presidente do Brasil. E resposta do jornalista Leonardo Sakamoto sobre as declarações de Jair Bolsonaro.


Vejam as ideias de um fascista:  ex-capitão do exercito, sr Bolsonaro, que quer ser presidente do Brasil. E resposta do jornalista Leonardo Sakamoto sobre as declarações de Jair Bolsonaro.


Bolsonaro defende PM por massacre em Carajás

Pagina da Uol 

Em visita a Eldorado do Carajás, no sudoeste do Pará, o pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu ontem os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrida em abril de 1996 na região.

Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado do Carajás, onde os semterra foram mortos – dez com tiros à queima-roupa – por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.

“Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer”, disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

A passagem de Bolsonaro pelo Pará foi marcada pela defesa de temas de interesses dos produtores. Na noite anterior, em jantar com um grupo de fazendeiros e policiais, em Marabá, Bolsonaro disse que, se eleito presidente, vai tirar o Estado do “cangote” dos ruralistas, “segurar” as multas ambientais e aumentar a repressão a movimentos do campo.

“Não vai ter um canalha de fiscal metendo a caneta em vocês”, disse o pré-candidato.

“Direitos humanos é a pipoca, pô.”

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenciável. “Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora é direto: procuramos um presidente que não nos atrapalhe e não nos persiga”, disse.

“Quando o senhor se tornar presidente, vê o que fará com essa gente da Funai, do Ibama, do Ministério Público, que não respeita a propriedade privada”, afirmou.

Ainda ontem, Bolsonaro foi para a cidade vizinha de Parauapebas. Em frente a uma portaria do Complexo de Carajás, uma das maiores regiões mineradores do País, ele discursou ao lado de uma família de índios da região.

“Os índios e os afros são brasileiros como nós”, disse. “Eles não querem ser latifundiários, mas cidadãos. Se quiserem arrendar suas terras, vão arrendar. Se quiserem vender, vão poder vender.”

Bolsonaro promete liberar garimpo em terras quilombolas.

Link da matéria:


Bolsonaro promete liberar garimpo em terras quilombolas

Pré-candidato do PSL afirmou que irá levar 'progresso' para indígenas


Em evento em Parauapebas, no interior do Pará, o presidenciável  Jair Bolsonaro, do PSL, prometeu na manhã desta sexta-feira que, se for eleito, vai levar “progresso” a aldeias  indígenas  e permitir que quilombolas abram garimpo  em terras demarcadas ou até mesmo possam vendê-las.

No evento, que contou com centenas de simpatizantes, Bolsonaro declarou que os indígenas têm o desejo de se “integrar à sociedade”, diz a publicação.

“No meu governo, o progresso vai entrar nas terras indígenas, como vai entrar nos quilombolas também. O quilombola que quiser garimpar na sua terra, vai garimpar. Se quiser vender sua terra, vai vender também. O que a comunidade indígena quer é se integrar cada vez mais à nossa sociedade”, afirmou, diz O Globo.

Veja matéria completa: 



Bolsonaro defende os assassinos dos 19 executados em Eldorado dos Carajás

Por:Leonardo Sakamoto


O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, defendeu os policiais que participaram do Massacre de Eldorado dos Carajás no exato local dos 19 assassinatos nesta sexta (13). ''Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST, gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer'', disse Bolsonaro no registro do repórter Leonencio Nossa, do jornal O Estado de S.Paulo.

O Brasil desmemoriado talvez não se lembre do que foi o massacre, o horror sentido país afora e a vergonha internacional que isso nos causou. Para quem se lembra, a imagem de um político atacando os sem-terra mortos em seu memorial como parte de uma estratégia de campanha para ganhar espaço na mídia, buscar votos de certos fazendeiros e policiais e receber chuvas de likes de gente desinformada soa como ignomínia.  Visitei o memorial pelos mortos diversas vezes. Deveria ser um local de reflexão sobre nossa ignorância, não um espaço para que ela aflorasse.

Dito isso, não vale perder tempo criticando marketing eleitoral de mau gosto. Mas sim explicar o que foi Eldorado dos Carajás e suas consequências à população para a qual Eldorado dos Carajás não significa nada. Pois a certeza da impunidade deixada pelo massacre segue produzindo filhos em toda a Amazônia. Por exemplo, em maio do ano passado, não muito longe dali, dez trabalhadores rurais sem-terra foram executados pela polícia no que ficou conhecido como o Massacre de Pau d'Arco.

O que foi o massacre?
O Massacre de Eldorado dos Carajás foi o palco da execução de  19 sem-terra e deixou mais de 60 feridos em uma ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a rodovia PA-150, no Sudeste do Pará, no dia 17 de abril de 1996. Um mês antes, a fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), havia sido ocupada por mais de 1,2 mil famílias sem-terra. No mês seguinte, um grupo com mais de mil pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começa uma marcha para Belém a fim de pedir a desapropriação da área e sua destinação à reforma agrária, obstruindo a rodovia. Duas pessoas foram condenadas por reprimir com morte a manifestação: o coronel Mario Colares Pantoja (a 228 anos) e o major José Maria Pereira Oliveira (a 154 anos), que estavam à frente dos policiais.

O massacre se fez apenas com duas pessoas? 
Os responsáveis políticos na época, o então governador Almir Gabriel (que ordenou a desobstrução da rodovia) e o secretário de Segurança Pública, Paulo Câmara (que autorizou o uso da força policial), nunca foram processados. Outros 142 policiais militares que participaram da matança foram absolvidos. Isso sem contar que as denúncias de fazendeiros locais que teriam dado apoio para a ação policial ficaram por isso mesmo.

O massacre foi algo novo no Pará?
Se fossemos contar todos os casos anteriores de sindicalistas, trabalhadores rurais, camponeses, indígenas cujos carrascos nunca foram punidos no Pará, teríamos o maior post de todos os tempos. Por exemplo, na década de 80 e 90, os fazendeiros resolveram acabar com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, no Sul do Pará, e assassinaram uma série de lideranças. Foram a julgamentos, houve condenações, fuga de pistoleiros, mandantes que viveram em paz até a sua morte natural. A certeza da impunidade pavimenta a tortura e a violência contra trabalhadores e populações tradicionais no Pará. Periodicamente, lideranças sociais são agredidas e mortas na Amazônia. Alguns casos são mais conhecidos e ganham mídia nacional e internacional – como as mortes da irmã Dorothy Stang (em fevereiro de 2005, em Anapu) e das lideranças extrativistas Maria e Zé Cláudio (em maio de 2011, em Nova Ipixuna). Mas a esmagadora maioria passa como anônima e é velada apenas por seus companheiros. Mudanças positivas têm acontecido na Justiça no Pará graças à sociedade civil, à imprensa e a promotores, procuradores e juízes que têm a coragem de fazer o seu trabalho, mesmo com o risco de uma bala atravessar o seu caminho. Mas tudo isso é muito pouco diante do notório fracasso em garantir a dignidade daqueles que lutam com melhores condições de vida até o presente momento.

Um massacre gera filhos?
Muitos. Por exemplo, uma ação conjunta das Polícias Militar e Civil do Pará, em maio do ano passado, levou à morte de nove homens e uma mulher no município de Pau d'Arco. Segundo o governo do Estado, os policiais estariam cumprindo mandados de prisão de acusados de assassinar um segurança de uma fazenda, mas a Comissão Pastoral da Terra afirma que foi uma execução em uma ação de despejo. Os policiais tem sido soltos e presos em uma gangorra judicial desde então. Pau d'Arco tem o mesmo cheiro e gosto que Eldorado dos Carajás. Mas repercutiu bem menos dentro e fora do país. Não por conta dos nove mortos a menos, mas pelo  massacre de 1996, que não recebeu devida Justiça, ter aberto uma porteira para outras ocorrências. Como as nove pessoas que foram assassinadas em uma área próxima a um assentamento em Colniza (MT), município que faz divisa com os Estados do Amazonas e Rondônia, em abril de 2017. Dois foram mortos a facadas e sete com tiros de calibre 12 por pessoas encapuzadas, de acordo com sobreviventes. Pegue diferentes matérias sobre os assassinatos no campo. Verá que é só trocar o nome dos mortos, do município (às vezes, nem isso) e onde foi a emboscada para serem a mesma matéria. As mesmas desculpas do governo, os mesmos planos de ação parecidos, as mesmas reclamações da sociedade civil, os mesmos grupos sendo criados para debater e encontrar soluções. Pode-se prender um ou dois. Mas as condições que fizeram Eldorado dos Carajás estão aí produzindo vítimas. De novo. E de novo. E de novo.


O massacre foi algo isolado?
As mortes no campo são resultado de um modelo de desenvolvimento concentrador e excludente, que fomenta a grilagem de terras e a especulação fundiária. E está pouco se importando com o respeito às leis ambientais, por que acredita que o país tem que crescer rápido, passando por cima do que for. Esse modelo explora mão de obra, chegando a usar trabalho escravo a fim de facilitar a concorrência (desleal) e o dumping social em cadeias produtivas cada vez mais globalizadas (o Pará é o Estado com maior incidência de trabalhado escravo: dos 52.766 libertados, entre 1995 e 2017, 13.211 (25%) estavam lá, a maior parte na pecuária bovina). Tudo com a nossa anuência, uma vez que consumimos os produtos de lá alegres e felizes com nossa ignorância, elogiando algumas marcas e empresas que – ao contrário de nós – não estão imersas em ignorância.

O massacre feito por policiais é apenas culpa do poder público?
A pergunta é: quem comanda o quê? Há uma relação carnal que se estabelece entre o público e o privado na região amazônica. O detentor da terra exerce o poder político, através de influência econômica e da coerção física. É frequente, por exemplo, encontrar policiais que fazem bicos como seguranças de fazendas por conta da baixa remuneração de sua atividade. Em outros casos, as tropas públicas ficam diretamente a serviço de particulares. Sabe qual a chance de trabalhadores rurais que solicitam a destinação de terras griladas para a reforma agrária ou de comunidades tradicionais que exijam a devolução de terras roubadas terem o mesmo sucesso que grandes proprietários que pedirem a desocupação de terras? Anos atrás, grandes proprietários rurais e suas entidades patronais chegaram a demandar intervenção federal no Pará uma vez que o poder público local não estava sendo célere – em sua opinião, claro – para garantir reintegrações de posse de terras (muitas das quais, com sérios indícios de grilagem). Se fossem trabalhadores pedindo isso, o ato seria encarado como um levante e reprimido à bala.



A quem interessa que massacres no campo continuem acontecendo?
Não é de hoje que as regiões de expansão agropecuária e extrativista da Amazônia e do Cerrado vivem uma situação  de conflito deflagrado. O Estado brasileiro tem sido incompetente para prevenir e solucionar crimes contra a vida no campo e há uma situação clara de conflito deflagrado. Mortes no campo não são de hoje, mas há muitos produtores rurais e extrativistas gananciosos que estão com sangue nos olhos. Sentem-se fortalecidos por verem no atual governo federal um aliado para suas demandas. Tem sido um bom negócio para ambas as partes: eles garantem a manutenção de Michel Temer (inclusive com a concessão de votos para livrar seu pescoço das denúncias de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça) e, em troca, ganham perdões bilionários e apoio para sua pauta de retorno ao feudalismo. Querem mudar as regras da demarcação de territórios indígenas, suprimir ainda mais a proteção ambiental, ''flexibilizar'' as regras para a implantação de grandes empreendimentos, enfraquecer  o conceito de trabalho escravo contemporâneo, atenuar a punição para as piores formas de trabalho infantil. E, principalmente, desejam manter sob seu domínio a terra que, muitas vezes, grilaram da coletividade ou roubaram de comunidades tradicionais. Passando bala em quem estiver no meio do caminho, em alguns casos. Qual o município mais violento do Brasil? Rio de Janeiro, com seus 40 mortos por 100 mil habitantes? Não, Altamira, no Pará, com seus 107 mortos por 100 mil habitantes.

Em tempo: Um grupo de homens armados atacou um acampamento com dez famílias de trabalhadores rurais no município de São João do Araguaia, próximo à Marabá, no Estado do Pará, em maio deste ano. Encapuzados, chegaram às margens do rio Araguaia, onde elas estavam acampadas, em duas caminhonetes com pistolas, revólveres e escopetas. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra, adultos e até bebês foram vítimas de uma sessão de tortura por quase uma hora. ''Os adultos foram espancados a golpes de paus, facões e coronhadas. As marcas ficaram espalhadas pelos corpos dos trabalhadores. Os pistoleiros dispararam suas armas próximo do ouvido de duas crianças gêmeas de três meses de idade para aterrorizar sua mãe. Atiraram em redes com crianças dentro, além de derrubarem e pisotearem crianças no chão. Uma das mães que estava grávida, que também foi pisoteada e teve sangramento'', afirma nota da Comissão Pastoral da Terra. No acampamento, havia crianças entre três meses e dez anos de idade.

Malditas crianças, canalhas e vagabundas.

Link da matéria:

21 de dez. de 2015

Primeira turma exclusiva para assentados da reforma agrária se forma em veterinária na Universidade Federal de Pelotas/RS

Jaqueline Silveira
Dos assentamentos de reforma agrária para os bancos escolares da universidade e, finalmente, com o diploma de um curso superior em mãos. A história é de 45 formandos do curso de medicina veterinária da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e começou há cinco anos, depois de superados alguns obstáculos.
Na tarde da última sexta-feira (17), ocorreu a formatura dos estudantes que fazem parte da 1ª Turma Especial de Medicina Veterinária, uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a (Ufpel), por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O curso foi uma reivindicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e os estudantes são provenientes de assentamentos de seis Estados: além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
“Não é só uma conquista individual, mas uma conquista da classe trabalhadora”, resumiu Cristina de Fragas, 28 anos, formanda do assentamento da antiga Fazenda Annoni, localizado em Pontão, região norte do Estado.
O convênio entre a Ufpel e Incra foi assinado em 2007, mas o curso só iniciou no primeiro semestre de 2011, depois de enfrentar a resistência de entidades ruralistas de Pelotas que temiam uma “invasão de sem-terra” na cidade e, ainda, uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Na época, o MPF tentou barrar o curso, alegando que a criação de uma turma exclusiva com filhos de assentados da reforma agrária, além de ferir o princípio da gestão democrática da instituição de ensino e a própria autonomia universitária, acarretaria em tratamento diferenciado aos estudantes, em detrimento de todos que não pertencem “a esta minoria” e que se encontrem em situação semelhante. A batalha judicial chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que se posicionou, no final de 2010, a favor da abertura do curso.
Convênio para implantação do curso foi firmado em 2007, mas as aulas só começaram em 2012 devido a resistências e uma batalha judicial. Foi um preciso um novo vestibular para completar a turma |Foto: Divulgação Pronera
Convênio para implantação do curso foi firmado em 2007, mas as aulas só começaram em 2012 devido a resistências e uma batalha judicial. Foi um preciso um novo vestibular para completar a turma |Foto: Divulgação Pronera
Em 2011, as aulas começaram, entretanto foi preciso fazer um novo vestibular para completar as 60 vagas – a seleção havia ocorrido em 2007. Representante da Coordenação Pedagógica do curso de Medicina Veterinária pelo Pronera, Tiago Cassol afirmou que o currículo foi o mesmo aplicado pela Ufpel aos estudantes do curso regular e que o programa do governo federal não teve nenhuma interferência. Até o início do 5º semestre, informou Cassol, a carga horária era organizada de forma que os alunos pudessem ficar 70 dias em sala aula e 60 dias desempenhando atividades acadêmicas e pesquisa prática nos assentamentos de onde são provenientes. A partir do 5º semestre, com o começo das aulas nos laboratórios, os estudantes permaneceram no campus da faculdade.
Nos cinco anos do curso, os alunos ficaram em um alojamento mantido pela Ufpel, de acordo com o convênio, e faziam as refeições do Restaurante Universitário (RU). A turma começou com 60 alunos, mas 45 receberam o diploma na última sexta-feira. Isso porque os estudantes não podem reprovar nas disciplinas e os que tiveram problemas de desempenho acabaram excluídos do curso. “O curso tem início e fim determinado. Quem não atingiu a nota é automaticamente excluído”, explicou Cassol.
“Fizemos uma força-tarefa para que ninguém ficasse para trás, foi um trabalho coletivo”, recordou Cristina, ajuda entre os estudantes com mais dificuldades com o objetivo de evitar a exclusão do curso de Medicina Veterinária.
Com o canudo na mão, boa parte dos estudantes voltará para seus assentamentos contribuir com o trabalho|Foto: Leandro Molina
Com o canudo na mão, boa parte dos estudantes voltará para seus assentamentos  para contribuir com o trabalho|Foto: Leandro Molina
Com o canudo na mão, boa parte dos estudantes voltará para seus assentamentos para contribuir com o conhecimento adquirido nos cinco anos de faculdade. Há, segundo o representante da Coordenação Pedagógica do curso, uma carência de médicos veterinários nos assentamentos e uma grande demanda de trabalho na área. “Essa é a orientação e, além de serem camponeses, eles têm esse diferencial”, destacou Cassol, sobre o fato de conhecerem a realidade de suas comunidades e somarem, agora, o conhecimento técnico. “A gente está se formando para contribuir com as famílias assentadas”, completou Cristina, que planejava dividir o trabalho com a realização de um mestrado.
De Bituruna, cidade do Paraná que faz divisa com Santa Catarina, Jucélio Batista, 35 anos, vai voltar para o assentamento de sua cidade para ser o médico veterinário responsável pela agroindústria de beneficiamento de mel. “Foram cinco anos de luta e a ideia é contribuir de volta com o movimento. E tem lá uma demanda específica: precisa de um profissional responsável”, contou ele, na véspera da formatura, sobre os futuros planos em Bituruna. De uma família de 10 irmãos, Batista é o primeiro a se formar num curso superior. A maioria dos estudantes, segundo ele, não teria condições de fazer o curso, em virtude das condições financeiras, não fosse a oportunidade de uma turma especial.
Dezenas de familiares assistiram à conquista alcançada pelos estudantes provenientes de assentamentos de seis Estados|Foto: Leandro Molina
Familiares assistiram à conquista alcançada pelos estudantes provenientes de assentamentos de seis Estados|Foto: Leandro Molina
A primeira turma homenageou o ex-deputado Adão Pretto (in memoriam), o escolhendo como patrono. “Foi feita uma discussão na turma e ele foi escolhido por toda a história no movimento”, justificou Cassol. Adão Pretto foi um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e completaria 70 anos neste ano. Ele morreu em fevereiro de 2009.
Em breve novos médicos veterinários devem ser disponibilizados nos assentamentos, já, desde 2013, 60 alunos frequentam a Ufpel. Eles fazem parte da segunda turma especial. Em outros Estados há turmas especiais para filhos de assentados em cursos como o de Agronomia, em Goiás.