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A execução de projetos estratégicos do Exército brasileiro está ameaçada por causa dos cortes orçamentários, alerta o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Segundo ele, o que mais preocupa é o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron). Planejado para ser implantado ao longo de dez anos, os investimentos começaram há dois anos, mas dos R$ 10 bilhões previstos, apenas 7,2% foram aplicados até agora.
Antonio Cruz/Agência Brasil - 8.9.15
Villas Bôas, do Exército: "se tirarmos mais um real, as empresas vão ter de descontinuar projetos"
O Sisfron vai monitorar quase 17 mil quilômetros (Km) de fronteiras, 27% do território nacional e quando estiver em pleno funcionamento não ficará restrito às Forças Armadas. A ferramenta, desenvolvida para coibir especialmente o tráfico de drogas e armas por meio de um sistema de inteligência de comando e controle e integração de operações, também estará à disposição da Polícia Federal, secretarias de Segurança Pública dos estados, Força Nacional de Segurança Pública, além de órgãos ambientais, de vigilância sanitária e de defesa indígena.
"Temos 17 mil quilômetros de fronteiras com países produtores de cocaína e maconha. A Polícia Federal estima que 80% da criminalidade urbana está ligada direta ou indiretamente à droga. Aqueles arrastões que nós vimos no Rio de Janeiro, no último fim de semana, aqueles meninos que estão ali furtando um celular ou alguma outra coisa, com certeza é para trocar por droga. Temos que pensar seriamente nessa questão do narcotráfico. É um problema seríssimo, que está sem visibilidade. Estão descoordenados os órgãos federais que têm responsabilidade sobre isso", disse o general Villas Bôas, ao participar de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado na quinta-feira (24).
Além do Sisfron, outros projetos estão atrasados. O de defesa cibernética deveria ter ficado pronto no ano passado, mas agora tem previsão para 2017.
“Para vocês terem uma ideia, na Copa do Mundo foram neutralizados 756 ataques cibernéticos contra os sistemas que estavam sendo utilizados diretamente. No Brasil, ocorre, mais ou menos, 1,6 milhão de ataques a sistema cibernético por ano; 51% são contra sites do governo. Temos aí 25 empresas envolvidas, vamos proporcionar segurança de rede, visando proporcionar a capacitação para setores cibernéticos e visando, principalmente, a segurança das infraestruturas críticas. O setor elétrico, por exemplo: vocês imaginam um blecaute no País provocado por um ataque ao sistema elétrico?”, disse o militar.
Os projetos que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Defesa também foram afetados. O Sistema Proteger, com um déficit de R$ 200 milhões, é um deles, disse o general. Ele é uma espécie de Sisfron para todo o território nacional, de proteção de infraestruturas estratégicas.
"Estamos no limite"
Cortes ameaçam projetos estratégicos do Exército, afirma comandante. Apesar das dificuldades, o comandante do Exército destacou que ministro da Defesa, Jaques Wagner, tem se esforçado para reduzir o impacto desses cortes sobre a pasta e que tem demostrado muita sensibilidade às questões que envolvem a área.
Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 26.5.15
Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) é um dos projetos ameaçados
“A solução para isso foge à esfera do Ministério da Defesa, está acima disso. Se me perguntarem qual seria a solução, diria que estamos no limite. Se tirarmos um real desses projetos as empresas vão ter que descontinuar os projetos. Então, a solução me parece que foge, extrapola, a questão financeiro-orçamentária. Há que se buscar [uma alternativa]. Não foi dado calote porque os contratos vêm sendo renegociados. E acho que temos que partir para novas renegociações”, admitiu o general Villas Bôas.
Ele acrescentou que as renegociações, para que haja novos créditos, novos financiamentos, precisam envolver outras esferas, além do governo, como as empresas e federações, como a da Indústria de São Paulo (Fiesp).
“Talvez na área fiscal se possa renegociar isso, fazer algumas renegociações para que as empresas não percam essa capacidade [de execução dos projetos], mas acho que estamos vivendo uma ameaça, sim, de nós perdermos todo esse capital que conseguimos”, afirmou. IG / Blog do Capitão Fernando
À distância do VP Temer o Comandante do Exército o Gen Ex Villas Boas Foto Exclusiva DefesaNet- Ademir Almeida
Nelson Düring Editor-chefe DefesaNet
O presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), visitou Dourados (MS), na manhã de quinta-feira, para conhecer o Projeto Estratégico do Exército Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON).
Temer desembarcou no município de Dourados por volta das 9h30 e do aeroporto Francisco de Matos Pereira seguiu até a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada – Brigada Guaicurus – onde assistiu a palestras sobre o funcionamento do sistema. Na 4ª Bda C Mec foi recepcionado pelo comandante, General-de-Brigada Rui Matsuda.
A comitiva do presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), estava boa parte do Alto-Comando do Exército Brasileiro:Gen Ex Villas Boas, Comandante, Gen Ex Etchegoyen, Chefe do EME, Gen Ex Paulo Humberto César de Oliveira Comandante Militar do Oeste e ouros comandantes.
Cabe ao Vice-Presidente a coordenação do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado em junho de 2011, quando o governo federal passou a integrar as ações dos diversos ministérios e os poderes públicos locais nas áreas de fronteira.
O Gen Bda Matsuda fez uma apresentação do SISFRON ao VP Michel Temer e comitiva.
“O sistema é uma coisa extraordinária. Acho que a tecnologia aqui implantada está sendo usada para cada vez mais aumentar a segurança nas fronteiras. Recentemente várias operações foram realizadas, mas operações episódicas, como Ágata e Sentinela. Agora ela é permanente, preserva a soberania nacional e combate a criminalidade”, comentou Temer.
Após a entrevista coletiva, Michel Temer conheceu equipamentos utilizados no monitoramento e combate a ações ilícitas e sobrevoou parte da região de fronteira com o Paraguai. Logo em seguida, retornou para São Paulo, onde cumpre agenda, segundo a sua assessoria de imprensa.
O SISFRON
O SISFRON foi inaugurado no seu primeiro módulo em novembro de 2014, em Dourados, como piloto do projeto que visa monitorar toda a área de fronteira terrestre do país, num investimento total previsto de R$ 12 bilhões, em várias etapas de implantação.
No Mato Grosso do Sul, os recursos investidos foram de aproximadamente R$ 900 milhões, implantando o sistema ao longo dos 600 quilômetros de fronteira do Estado.
O centro do sistema, uma central de comando e controle instalada na sede da Brigada Guaicurus, monitora todas as ações ou operações desenvolvidas pelos militares na faixa de fronteira e gerencia possíveis ordens do comando para deslocamento de tropas, entre outras atividades de segurança.
Dezenas de viaturas militares blindadas ou não estão equipados com modernos meios de comunicação de voz e vídeo conectados a um moderno centros de controle, com acesso a computadores que estão conectados não apenas à sala de monitoramento dentro da Brigada, como também a satélites que detalham posicionamento e produzem imagens mais amplas.
Os militares que trabalharão em ‘terra’, assim como aqueles que estarão em helicópteros, possuem equipamentos de câmera de última tecnologia e registram toda a ação. Esses dados são transmitidos ‘ao vivo’ para as centrais de monitoramento e comando que armazenam os dados para definir estratégias futuras ou para definir movimentações imediatas durante as operações, como perseguição a criminosos, por exemplo. São utilizados ainda radares e sensores que identificam movimentações suspeitas e também aeronaves não tripuladas.
Após a explanação sobre o SISFRON parte da comitiva e autoridades do Exército realizou um sobrevvo na área coberta pelo sistema.
Tensas Relações
Medidas de segurança surpreendentes foram impostas pela segurança da comitiva do Vice-presidente. Além de manterem afastados os jornalistas e em dado momento tornando estes prisioneiros, o que causou uma revolta dos profissionais ali presentes.
O oficial-general que esteve maior tempo com o presidente foi o anfitrião, Gen Bda Rui Matsuda, Comandante da 4ª Bda C Mec.
Com a criação do Comando Militar do Norte, em 2013, o Exército Brasileiro passa a trabalhar, dentre outros projetos, com a criação da 22a Brigada de Infantaria de Selva, com enfase no emprego da Força ao combate a delitos transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e crimes ambientais,às operações de GLO, exploração ilegal de recursos naturais, dentre outros.
Brasília 02/05/2014 - A Marinha do Brasil passou a contar com mais duas novas embarcações para suas ações sociais e de patrulhamento na região do Pantanal.Leia mais
Campo Grande – O Centro de Operações do Comando Militar do Oeste (COp/CMO) sediou, de 31 de março a 4 de abril, a 1ª Reunião de Trabalho do ano de 2014 para a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) no País.
Representantes do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército, do Tribunal de Contas da União e da empresa SAVIS, contratada para a instalação de equipamentos tecnológicos na faixa de fronteira, participaram de palestras e apresentações sobre a situação atual do Projeto no CMO. Ainda como parte do evento, os participantes acompanharam de perto a realidade do SISFRON na região de Mato Grosso do Sul, com visitas às instalações nos municípios de Dourados, Amambai, Iguatemi, Mundo Novo, Ponta Porã e Bela Vista.
Pensado inicialmente em 2011, o projeto começou a ser implantado em 2013 na área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, na cidade de Dourados (MS), subordinada ao CMO. São aproximadamente 650 quilômetros de faixa de fronteira, entre Mundo Novo e Bela Vista, sob a responsabilidade da 4ª Brigada. A previsão é de que, em dez anos, o SISFRON seja totalmente implantado no País, aumentando a vigilância a uma faixa de 16.886 quilômetros de fronteiras terrestres que separam o Brasil de 11 países vizinhos e se estendem por dez Estados, compreendendo 27% do território nacional. Créditos EB
Especialistas brasileiros da Av Ex passam experiência à Bolívia
O Exercito da Bolívia está em processo de ativação da sua aviação de asa rotativa. Uma comitiva de 04 oficiais do Exército Brasileiro esteve naquele país amigo, com a finalidade passar experiências sobre a recriação da Aviação do EB e a sua evolução até os dias atuais, bem como dimensionar uma possível missão naquele país composta por especialistas brasileiros. Leia mais
O Exército Brasileiro será contemplado com 2 lanchas tipo LPR 40, recentemente adquiridos do estaleiro colombiano Cotecmar, como parte da Estratégia Nacional de Defesa.
Estas primeiras embarcações serão destinadas ao Exército Brasileiro para o reforço do patrulhamento de rios na região Norte do país, a serem empregadas no SISFRON. Outras duas lanchas contratadas junto ao mesmo estaleiro devem ser entregues no começo de 2014 e serão utilizadas pela Força Naval.
A aquisição das quatro lanchas faz parte de acordo firmado pelos ministros da Defesa do Brasil e da Colômbia, que visa fortalecer a cooperação mútua em Defesa, com ênfase na proteção da Amazônia.
O mais arrojado projeto de vigilância das fronteiras brasileiras, desenvolvido pelo Exército Brasileiro, esteve em debate na Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, na sexta-feira (25), durante a palestra proferida pelo General de Brigada Elias Rodrigues Martins Filho. Trata-se do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
O piloto do estratégico projeto do Exército brasileiro, que tem por objetivo aumentar a vigilância e a proteção das fronteiras brasileiras, já vem sendo desenvolvido em Dourados (MS) e está previsto para ser instalado em sua totalidade até 2025, na área de 16.886 quilômetros que se estende por dez Estados brasileiros e faz divisa com 11 países. Leia matéria completa