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12 de dez. de 2019

DEFESA & SEGURANÇA: Navio da marinha brasileira encontra destroços compatíveis com avião chileno desaparecido

DEFESA & SEGURANÇA:
Navio da marinha brasileira encontra destroços compatíveis com avião chileno desaparecido.
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12 de set. de 2019

MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA CHILENA AO GOLPE DE ESTADO DE 11 DE SETEMBRO DE 1973

MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA CHILENA AO GOLPE DE ESTADO DE 11 DE SETEMBRO DE 1973

Há 46 anos, numa manhã de 11 de setembro, a artilharia aérea desabou sobre o Palácio Presidencial do Governo Chileno. Ao largo do país, projéteis de todo tipo ceifaram a democracia chilena, mutilaram seu povo, abortaram uma tentativa de libertação nacional. Usadas indevidamente, as forças armadas e de segurança foram instrumentadas para o crime político, para a tortura sobre mentes e corpos, para violar a Constituição republicana.

Seu corolário foram as delegacias abarrotadas, os campos de detenção e concentração, as salas de tortura, o bombardeio de bairros, a fim de carreiras profissionais, as perseguições a militares legalistas, a relegação de opositores, os crimes sexuais, o exilio de milhares de cidadãos, o desmanche de famílias, os fuzilamentos sumários e os quase 5000 mortos e desaparecidos listados até o presente.

Emulando os crimes de lesa-humanidade praticados até então na Bolívia, no Brasil e Uruguai, o regime ilegal chileno antecipou a barbárie que seria logo depois praticada na Argentina, com o beneplácito e reconhecimento oficiais dos governos norte-americanos. Por detrás do espanto que provocaram, estas violências foram a estrada aplainada para novos projetos econômicos, batizados de neoliberais, que renovaram a espoliação do trabalho e da natureza na América Latina, centenária vítima da associação de suas castas predadoras com poderes exteriores. As fardas realizaram o serviço sujo para o enriquecimento dos enfatiotados poderosos de turno.

Um total ainda impreciso cifra entre 120 e 150 o número dos cidadãos brasileiros sequestrados naquele setembro transandino, em campos de detenção que se espalharam da nortista Arica à Temuco sulina, com maiores concentrações em Concepción e na capital Santiago. Submetidos a diversos tipos de tortura, ombrearam com bolivianos, uruguaios, argentinos e diversas outras nacionalidades na resistência e energia solidária, mantendo no alto o nome da cada uma dessas nações, ante o delito orgânico e planejado, que incluía interrogatórios e sevicias dirigidos por repressores de seus próprios países.

Em seu trabalho de Memória, Verdade e Justiça, o Comitê Carlos de Ré tem contribuído para plasmar a memória do exílio dos cerca de 6000 brasileiros no Chile, assim como sua resistência e solidariedade, pondo acento constante na comovedora solidariedade com que foram acolhidos ao refugiar-se ali. Produzindo atos públicos, emitindo boletins, realizando pesquisas acadêmicas, entrevistas com exilados, busca em acervos jornalísticos e pessoais, oferecendo entrevistas a meios de comunicação, produzindo filmes para redes sociais, cruzando dados dispersos, disponibilizando material audiovisual para uso público, publicando livros, participando de eventos no Chile, tem procurado manter viva a ideia de solidariedade entre nossos povos.

Os mais significativos destes materiais têm como destino os acervos do Museo Nacional de la Memória y Derechos Humanos, o Memorial del Estadio Nacional, e a Casa de Memória José Domingo Cañas (ex casa de Theotonio). Fruto desta comunhão de laços de amizade, o Comitê é referido nas alocuções oficiais de 2015 e 2017 no Estádio e no Museu, pela voz de seus diretores Sra. Wally Kunstmann e Francisco Estevez.

No Estádio Nacional do Chile, cerca de 120 brasileiras e brasileiros padeceram sob o tacão do opróbio. Já o número de vítimas fatais em todo o país alcança a 8 cidadãos brasileiros, num período que vai desde antes do golpe de estado até muitos meses depois, incluindo duas vítimas raptadas no exterior do Chile pela Operação Condor. No audiovisual pode assistir-se biografias de Nilton Rosa da Silva, Wanio José de Mattos, Jane Vanini, Tulio Quintiliano Cardoso, Nelson de Souza Kohl, Luiz Carlos de Almeida, Maria Regina Marcondes Pinto e Jorge Alberto Basso. Estes compatriotas nossos deixaram seu sangue e vida no Chile, por isto comungam a honra e o direito de participar dos memoriais em que o Chile democrático e humanista celebra seus mártires.

Neste dia em que se rememora a brutalidade mas se faz com muito maior empenho o elogio da resistência e solidariedade, dizemos: Nunca Mais!

Porto Alegre, 10 de setembro de 2019.

11/09/2019 por  Comitê Carlos de Ré da Verdade e Justiça do RS

17 de out. de 2018

A BELIGERÂNCIA DE EVO MORALES NA DERROTA EM HAIA PARA O CHILE!

A BELIGERÂNCIA DE EVO MORALES NA DERROTA EM HAIA PARA O CHILE!

(O Globo, 13) Único caminho que resta ao presidente boliviano é cumprir sentença da Corte

Evo Morales, presidente da Bolívia, parece ter perdido o rumo depois de ser derrotado pelo Chile na Corte Internacional de Justiça. No início do mês, em sentença definitiva, a Corte de Haia negou a reivindicação do governo da Bolívia para obrigar o Chile a negociar uma “saída soberana” ao Oceano Pacífico. Inconformado, Morales passou a atacar o tribunal, considerando-o “parcial” e “contraditório”. Até aí, é esperneio de perdedor. O problema é que o presidente da Bolívia foi muito além. Passou a qualificar o Chile, publicamente, como “invasor”. O tom de beligerância é absolutamente impróprio, absurdo, porque é característico daquilo que causa ou está numa guerra. “Não é possível que a Corte beneficie os invasores”, disse, referindo-se a uma tomada de território “para saquear seus recursos naturais”.

Morales é um ex-líder sindical dos plantadores de coca festejado por forças políticas da esquerda sulamericana desde o seu alinhamento político e financeiro à Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na década passada. Folclórico, é capaz de discursar sobre a natureza dos terremotos como “consequência de políticas neoliberais” .

Está no terceiro mandato e em plena campanha pelo quarto período consecutivo no poder, na eleição do ano que vem. Transformou a saída para o mar em bandeira políticoeleitoral, evocando a disputa de mais de um século com o Chile. No final do século XIX, a Bolívia tinha uma fronteira oriental que se estendia ao Pacífico, com 400 quilômetros de costa. Entre 1879 e 1884, os bolivianos, unidos aos peruanos, guerrearam contra os chilenos. A derrota militar custou à Bolívia a perda do acesso ao mar, selada em 1904 num acordo que redefiniu a fronteira boliviano-chilena. A Bolívia pediu a intervenção da Corte de Haia, em 2013. Argumentou que o Chile teria violado “a obrigação de negociar” um acordo sobre a “saída soberana” para o Pacífico. O Chile retrucou com a “legitimidade e vigência” do acordo de 1904, não admitindo qualquer compromisso de cessão territorial. Ressaltou que, se a tese boliviana fosse acolhida, nenhum tratado internacional estaria assegurado.

A sentença do tribunal internacional a favor do Chile deixou Morales sem o seu principal trunfo para a quarta eleição consecutiva.

Ele tem todo o direito de espernear pela causa perdida. Porém, sob nenhuma circunstância, deve-se aceitar que, numa alucinação de candidato, o presidente da Bolívia acene com beligerância ao país vizinho. Cumprir a sentença de Haia é o único caminho que lhe resta.

 
 

14 de set. de 2018

Confira a entrevista com MARTA HARNECKERE, sobre o Golpe que derrubou Salvador Allende, no Chile

Confira a entrevista com MARTA HARNECKERE, sobre o Golpe que derrubou Salvador Allende, no Chile, em 11 setembro de1973.
Vejam o que disse quem viveu intensamente todo aquele períiodo do governo popular. Leia matéria

21 de out. de 2016

Defesa & Segurança: Exército Brasileiro testa o Orus FT 100, um VANT de fabricação nacional, para Segurança das Fronteiras.


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Defesa & Segurança:

Exército Brasileiro testa o Orus FT 100, um VANT de fabricação nacional, para Segurança das Fronteiras. Saiba mais.












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24 de set. de 2015

Disputa Chile - Bolívia. A Corte Interamericana de Justiça decide a favor da Bolívia. Países terão que negociar saída para o mar para a Bolívia.

A população comemora o fracasso das portas Palácio do Governo.  Foto: Anjo Guarachi
A população comemora o fracasso das portas Palácio do Governo. Foto: Anjo Guarachi

"Por 14 votos a dois, o Tribunal de Justiça rejeita a exceção preliminar suscitada pela República do Chile", diz parte da sentença que foi lida esta manhã pelo Presidente do Tribunal Internacional Ronny Abraham.


Razão Digital / B. Montero / La Paz






 Calvície Nunca Mais




Bolívia comemorou. A Corte Internacional de Justiça (ICJ) em Haia rejeitou hoje a objecção suscitada pelo Chile, com 14 votos a favor e dois contra, a competência para abordar a reivindicação marítima.
"Por 14 votos a dois, o Tribunal de Justiça rejeita a exceção preliminar suscitada pela República do Chile ... falha que é competente, com base no artigo 31 do Pacto de Bogotá, para satisfazer o pedido feito pelo Estado Plurinacional da Bolívia 24 abril 2013 ", diz parte da sentença que foi lida esta manhã pelo Presidente do Tribunal Internacional Ronny Abraham.
Esse artigo estipula que os signatários do Pacto reconhecem a jurisdição da CIJ, em todas as disputas legais relativas "qualquer questão de direito internacional", "A existência de qualquer fato que, se comprovado, constitua uma violação de uma obrigação internacional "e" A natureza ou extensão da reparação a ser feita para a violação de uma obrigação internacional ".
Os juízes que votaram a favor da demanda chilena foram o italiano Giorgio Gaja e canadense Louise Arbour, o último juiz ad hoc representando Chile.Aqueles que indeferiu a reclamação e decidiu continuar com o tratamento de demanda boliviana são: Ronny Abraham (Egipto), Abdulqawi Ahmed Yusuf (Somália), Hisashi Owada (Japão), Peter Tomka (Eslováquia), Mohamed Bennouna (Marrocos), Antônio Augusto Cançado Trindade (Brasil), Christopher Greenwood (Reino Unido), Xue Hanqin (China), Joan E. Donoghue (EUA), Julia Sebuntinde (Uganda), Dalveer Bhandari (Índia), Patrick Lipton Robinson (Jamaica) Kirill Gevorgian (Rússia ) e Ives Daudet (França).
A notícia foi recebida com júbilo no país, onde a população começou a comemorar, enquanto o agente de Haia Bolívia e ex-presidente, Eduardo Rodriguez Veltzé, disse que a decisão "confirma o espírito dos tratados e acordos que tiveram entre os Estados para resolver suas disputas pacificamente. "

1 de jun. de 2014

Política latino-americana é debatida em encontro internacional no Estado do RS, com apoio da ONU.

A 8º Reunião Alternativa Latino-Americana reúne até este domingo (1º), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para debater o papel da participação popular na construção da democracia nos países da América Latina. O grupo que está em Porto Alegre é formado por 26 pessoas de 11 países, para discutir e propor, durante três dias, conteúdos e definições nas relações latino-americanas.
O debate neste sábado (31), com o governador Tarso Genro, incluiu temas como o cenário político do continente, o protagonismo do cidadão, questões do Direito Internacional e Econômico, e a situação das conjunturas nacionais envolvendo os países que compõem o bloco, através da visão progressista de conjunto de território. "Somos estudiosos políticos, queremos compreender e pensar políticas futuras fundamentadas no conceito de bloco, de conjunto para a América Latina", explicou o ministro de Relações Exteriores da Guatemala, Fernando Carrera.
Representando a Colômbia, o ex-secretário de Governo e atual porta-voz do Movimento Progressista do país, Antônio Navarro Wolft, destacou as semelhanças das dificuldades que atingem os países do bloco. "São problemas comuns. Estamos buscando um modelo latino-americano com reflexos práticos. Pensamos numa convivência social e produtiva com uma reorganização de classes viável no contexto das relações internacionais já estabelecidas. Achamos que algumas soluções aplicadas pelo Brasil são ricas e servem como exemplo, desde que respeitada a particularidade de cada um," disse.
De acordo com o deputado federal distrital do México Armando Piter, as reflexões do encontro demonstram "aflições de irmãos". "São modelos políticos que influenciam o crescimento dos países e seus povos. São desafios difíceis e conservadores, que para superá-los passam por uma integração progressista e forte do bloco".

Reformas 
Ao participar do evento na tarde de sábado, no painel sobre o Brasil, o governador Tarso Genro defendeu as reformas Política e Tributária para a construção de uma nova configuração do sistema federativo no país. "A reestruturação das classes sociais no Brasil foi feita com programas de inclusão social, produtivo, educacional, de fomento, e de forma modelar", destacou, citando como exemplo o Bolsa Família. "A questão agora é a Reforma Política, pois a composição parlamentar reflete uma deformação genética do país." Sobre a Reforma Tributária, o governador enfatizou que a ação é urgente e necessária. "Precisamos ajustar de forma sustentável e justa a questão dos tributos e recursos no arranjo federativo", concluiu.


Protagonismo gaúcho 
Segundo o coordenador da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais do Governo do Estado, Tarson Nuñez, a recepção de um evento deste porte sinaliza a representatividade política do Rio Grande do Sul. "O Estado hoje se consolida como referência e polo de inovação política e de diálogo sobre novos modelos de desenvolvimento alternativos, uma vez que esse grupo é plural, ecumênico, de forças políticas heterogênias", observou.

O evento é promovido pelo Alternativa Latino-Americana, fórum criado em 2010 pela Fundação Chile21, com apoio do Pnud. Entre as autoridades presentes na Capital, também estão o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, o ex-ministro das Relações Exteriores do México, Jorge Castañeda, e o ex-ministro da Economia do Chile, Carlos Ominami. A próxima Reunião Alternativa Latino-Americana está prevista para setembro no México. Texto: Anamaria Bessil 

2 de abr. de 2014

Comandante do Exército participa de solenidade de passagem de comando do Exército do Chile

Santiago do Chile – Em evento presidido pelo mandatário chileno, Sr. Sebastián Piñera, o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, participou da solenidade de passagem de comando do Exército do Chile, ocorrida no dia 9 de março, na Escuela Militar del General Bernardo O'Higgins. O General de Exército Juan Miguel Fuente-Alba Poblete transmitiu o cargo ao General de Exército Humberto Oviedo Arriagada.
O Gen Enzo visitou, ainda, a Aditância do Exército, onde pôde conhecer as atividades desenvolvidas e receber a apresentação dos militares brasileiros em missão naquele país. Posteriormente, participou de uma reunião com o Embaixador Brasileiro, Sr Georges Lamazière.

11 de mar. de 2014

Dilma se reunirá com Bachelet, após posse da nova presidenta do Chile


 

A presidente Dilma Rousseff tem uma reunião marcada para esta terça-feira (11) com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet. 
Cabe salientar que a mandatária venceu as eleições com quase 70% dos votos. Leia matéria


3 de fev. de 2014

Comandante do Exército do Chile visita o Exército Brasileiro


Brasília – O Comandante do Exército do Chile, General de Ejercito Juan Miguel Fuente-Alba Poblete, visitou o Quartel-General do Exército (QGEx),  no dia 13 de janeiro. Acompanhado pela escolta de honra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, o Comandante do Exército do Chile recebeu as honras militares na Avenida Guararapes, da Guarda de Honra do Batalhão da Guarda Presidencial e da Bateria Caiena do 32º Grupo de Artilharia de Campanha.

Em seguida, o chefe militar foi recebido no Salão Guararapes pelo Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, iniciando a sua visita ao QGEx.

A visita do comandante chileno objetivou fortalecer a relação de cordialidade e cooperação que existe entre as forças armadas dos dois países e possibilitou o intercâmbio de experiências. Créditos EB.

28 de out. de 2013

VISITA DA COMITIVA DO EXÉRCITO DO CHILE AO BRASIL

VISITA DA COMITIVA DO EXÉRCITO DO CHILE AO BRASIL
Uma comitiva do Exército do Chile, composta pelo Gen Div Daniel ARANCIBIA Clavel (Cmt COT), Cel Francisco RAPOSO Contardo (Asst Cmt COT), Cel Juan SILVA Gonzáles (Ad Mil Chile no Brasil) e TC Jaime CASTILLA Galindo (Ch Seç Avl Etta COT/Chile) veio ao Brasil com a finalidade de conhecer as atividades desenvolvidas por nosso Exército.
O cronograma inicial de atividades constou de visita ao Comando de Operações Especiais, ao COTER, bem como Centro de Defesa Cibernética. Créditos Exército







24 de jul. de 2013

Chile: Na corrida presidencial, Michelle Bachelet lidera pesquisdas. Direita rachada não se entende.

Aproximam-se as eleições presidenciais no Chile. A ex-presidente Michele Bachelet lidera as intenções de voto com folga considerável, o que analisamos um retorno da esquerda ao poder no 2º mais importante país da América do Sul.
A direita, que governa com números frios e pífios, sequer consegue ter um nome para lhes representar. O nome mais forte até então, o ex-ministro da Defesa Andrés Allamand abriu mão de concorrer à eleição presidencial para tentar a sorte no senado.
Pelo visto, em breve teremos mais uma país da América do Sul sendo governado por socialistas! Detalhes do jogo político no Chile

1 de nov. de 2012

Atletas militares brasileiros quebram recordes em competição sul-americana


O Brasil conquistou 03 medalhas de ouro, inclusive com quebra de record sulamericano, durante o XXI Festival Sul-Americano de Cadetes, encerrado no último domingo (28).  Os atletas brasileiros sagraram-se campeões na natação, no pentatlo militar e no tiro, além de obterem bons resultados em outras modalidades. 
O evento reuniu 646 atletas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Uruguai. As Forças Armadas brasileiras foram representadas por 68 esportistas, sendo 13 aspirantes da Escola Naval, 22 cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e 33 cadetes da Academia da Força Aérea (AFA). Leia matéria completa

3 de ago. de 2012

Militares brasileiros sabiam do golpe no Chile antes mesmo da eleição de Allende, conforme revelam documentos oficiais.

OLHA A VERDADE APARECENDO, CAMARADAS!

Um documento descoberto agora no Arquivo Nacional (graças à Lei do Acesso, que pôs fim ao sigilo eterno) e trazido a público pelo repórter Alex Rodrigues, da Agência Brasil, informa que meses antes das eleições presidenciais chilenas de 1970 os militares brasileiros já previam que as FFAAs reagiriam a uma eventual vitória de Salvador Allende, como de fato aconteceu em 1973.


Os documentos que estão vindo e continuarão a vir à tona só comprovarão a participação e o apoio da ditadura brasileira ao golpe militar no Chile, promovido pelos Estados Unidos e que o apoiaram abertamente. Está tudo documentado nos arquivos abertos, lá como aqui, agora. A diferença é que aqui, ao contrário do que aconteceu lá e dos demais países latino-americanos, os militares ficaram impunes até agora. E continuam a buscar a eternização da impunidade.
Outro ponto importante a notar na atualidade é que os EUA, a direita, os militares e a mídia conservadora não estão parados. Continuam se articulando para derrubar governos eleitos democraticamente que não se submetem aos seus interesses, como acabamos de assistir em Honduras e no Paraguai. Agora com novos métodos. Como tentaram aqui em 2005 e não conseguiram.

E sempre também com o apoio da mídia conservadora do continente. Que – não devemos nos esquecer jamais – apoiou de forma entusiástica o golpe sangrento de Pinochet, assim como o golpe civil-militar aqui no Brasil, em 1964. São os dois braços dos interesses dominantes: o braço armado e o braço midiático.

 
O que diz o documento

 
A presença do Chile socialista na OEA, diz o documento, era vista como ameaça à segurança continental. Nesse documento – um dos milhares elaborados pelo Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), extinto com a criação do Ministério da Defesa – confirma, assim, que a situação política interna do Chile ocupava a atenção dos militares e diplomatas brasileiros desde antes de Allende chegar ao poder pelo voto popular.
Os militares e diplomatas alegavam temer pela segurança da embaixada e dos representantes brasileiros que trabalhavam no país vizinho, onde a tensão política aumentava na medida em que cresciam as chances de ser eleito e empossado democraticamente um primeiro presidente socialista no continente.
“A situação (chilena) é muito grave face à conjuntura mundial e, principalmente, a da América Latina, se considerarmos os rumos que poderá tomar em setembro próximo, por ocasião das eleições presidenciais chilenas”, pondera o então cel. Luiz José Torres Marques. No documento, o cel. relata a superiores uma reunião realizada na embaixada brasileira no Chile, em maio de 1970, e da qual participaram todos os secretários e adidos militares da representação, além do embaixador Antônio Cândido da Câmara Canto. Este, depois de 1973, revelou-se notório colaborador do regime de Pinochet.
No documento esse cel. afirma que o candidato do Partido Nacional, o empresário e ex-presidente da República Jorge Alessandri (1958/1964), “um homem austero e digno”, era o preferido da “classe mais elevada da população chilena e daqueles que não desejam ver o comunismo implantado no país”. Para o brasileiro, se Alessandri vencesse as eleições por maioria absoluta, o Chile “continuaria com um governo democrático”.

 
O coronel, contudo, não descartava nem a hipótese de Alessandri vencer por maioria relativa e o Congresso acabar referendando a vitória de Allende, nem a de o socialista vencer por maioria relativa e terminar empossado. Em ambos os casos, concluía Marques, as prováveis consequências seriam as mesmas: a eclosão de um movimento militar a fim de impedir Allende de governar.

 
O cel. se queixa, ainda, que os representantes diplomáticos brasileiros em Santiago viviam em clima de insegurança e desconforto, que ele atribuia à presença de milhares de refugiados brasileiros que buscaram asilo político no Chile após o golpe militar de 1964 .


(Foto: Naúl Ojeda/Fundação Salvador Allende)

24 de jul. de 2012

Justiça do Chile descobre conta secreta de filha de Pinochet nos EUA

Fortuna pode chegar a 26 milhões de dólares. O Ministério Público do Chile anunciou nesta segunda-feira (23) que descobriu uma conta bancária não declarada em nome de sua filha mais velha, Inés Lucía Pinochet Hiriart, nos EUA. Leia matéria completa.