Blog do Capitão Fernando - Um espaço para a discussão do Brasil.
Contatos:
Whatsapp: (51) 986388430 --- blogdocapitaofernando@gmail.com --- Instagram @blogdocapitaofernando
A Argentina concluiu formalmente sua saída da Organização Mundial da Saúde em 17 de março, uma medida anunciada pelo governo de Javier Milei um ano antes e agora confirmada pelo Secretário de Relações Econômicas Internacionais, Pablo Quirno. Em sua declaração, Quirno afirmou que o país continuará promovendo a cooperação na área da saúde por meio de canais bilaterais e regionais, ao mesmo tempo em que salvaguarda integralmente sua soberania sobre as políticas de saúde pública.
China espera que Argentina estabeleça negociações frutíferas com o país de Xi Jinping - Reprodução
O governo da China decidiu suspender o financiamento de US$ 6,5 bilhões (R$ 31,6 bilhões) a partir de linha de swap cambial para a Argentina, parte de um acordo entre o então presidente argentino Alberto Fernández e seu homólogo chinês, Xi Jinping. Parte desse valor seria utilizado para pagar as dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A decisão, divulgada nesta terça-feira (19/12) pela agência norte-americana REDD Intelligence, citando fontes do governo argentino, coincide com a posse presidencial de Javier Milei, que já afirmou em outras ocasiões que romperia relações com a “ditadura comunista” da China.
Segundo os meios de comunicação argentinos, o acordo permanecerá congelado até que o governo argentino estabeleça negociações frutíferas com a China. Na semana passada, Milei voltou atrás em suas convicções anticomunistas eenviou uma carta a Xi, solicitando renovação do swap cambialcom Pequim.
Outro ponto é que a China espera que a Argentina esclareça sua posição sobre Taiwan, de acordo com a mídia argentina.
A decisão teve impacto diplomático, o embaixador chinês em Buenos Aires, Wang Wei, foi convocado pelo seu governo e voltará a Pequim para apresentar um relatório sobre como está projetada a relação com o presidente Milei e como será a relação econômica e política entre a Argentina e China.
De acordo com a mídia local argentina, Wang viaja nesta quarta-feira (20/12) com possível data de retorno em janeiro. A representação do governo argentino em Pequim é chefiada por uma diplomata com o posto de secretária, Valeria Varone.
Milei ainda não indicou embaixador para Pequim. A demora em nomeações diplomáticas gerou desconforto na China, que se soma a uma série de declarações públicas ofensivas ao governo chinês.
A chanceler Mondino também já emitiu uma série de declarações duras contra o governo chinês.
MILEI LIDERA, MAS PESQUISAS INDICAM 2º TURNO NA ARGENTINA!
(Poder360, 27) O candidato à Presidência da Argentina Javier Milei lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições argentinas de 22 de outubro. No entanto, o levantamento da Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires indica que o nome do novo chefe da Casa Rosada só será decidido em 19 de novembro, data marcada para eventual 2º turno.
MILEI LIDERA, MAS PESQUISAS INDICAM 2º TURNO NA ARGENTINA!
(Poder360, 27) O candidato à Presidência da Argentina Javier Milei lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições argentinas de 22 de outubro. No entanto, o levantamento da Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires indica que o nome do novo chefe da Casa Rosada só será decidido em 19 de novembro, data marcada para eventual 2º turno.
Na pesquisa, o candidato de direita aparece com 38,5% das intenções de votos válidos. Sergio Massa, candidato governista e atual ministro da Economia, vem na sequência, com 32,3%. A pesquisa entrevistou por telefone 4.623 argentinos de 16 a 17 de agosto.
Em outro levantamento, feito pela CB Consultora, Milei também aparece em 1º, mas com uma intenção de votos menor (32,3%). Massa também continua em 2º, com 32,3%. Patricia Bullrich aparece com 25,3% das intenções de voto.
Os dados foram obtidos a partir de um levantamento on-line com 4.340 pessoas. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa também contabilizou os indecisos, que somam 5,4%, e eleitores que pretendem votar branco ou nulo (3,2%).
No mesmo levantamento, a empresa também analisou a percepção dos eleitores sobre os candidatos. Javier Milei é aprovado por 44,5% dos entrevistados. Outros 45,6% desaprovam o candidato de direita.
O ministro da Economia, Sergio Massa, é desaprovado por 39,5% dos argentinos. A aprovação é de 26,1%.
Na Argentina, para ser eleito em 1º turno, o candidato deve:
- receber, ao menos, 45% dos votos válidos; - ou ter, pelo menos, 40% dos votos com 10 pontos percentuais de vantagem em relação ao 2º colocado.
Milei liderou as eleições primárias –realizadas em 14 de agosto– com 30,06% dos votos. O percentual é insuficiente para eleger-se no 1º turno. Massa conquistou 21,4% dos votos e ficou em 2º.
No entanto, o cenário nas eleições gerais pode ser diferente. Apenas 68,5% da população argentina compareceu às primárias. Foi a menor adesão desde que o sistema de prévias foi criado.
O jornal Clarín estima que o número de votos dos eleitores que não compareceram nas primárias e possivelmente votarão em 22 de outubro pode chegar a quase 2 milhões. A participação deve subir 5 p.p. em relação às prévias.
(Helio Beltrão, presidente do instituto Mises Brasil – Folha de SP, 19) É assustador como a paixão pelo populismo —identificado em particular com o caudilho e general Perón e mais recentemente com o kirchnerismo— tenha arrasado o glorioso passado econômico da Argentina.
Cunhada por uma brilhante Constituição —promulgada em 1853 e inspirada por liberais—, poucas décadas depois despontou no século 20 como um dos países mais ricos do mundo. Hoje, um século mais tarde, o país tem 50% da população na pobreza e uma inflação que pode fechar o ano acima de 80%. O que ocorre e como afeta o Brasil?
O povo argentino nutre uma espécie de insanidade continuada, de idolatria a salvadores da pátria que empurrem soluções de cima para baixo. No laboratório de testes de políticas públicas, a Argentina figura como o maior fracasso mundial, com mais de cem anos de declínio.
Desde pelo menos os anos 1940, os políticos argentinos adotam políticas tóxicas ao empreendedor, à poupança, à propriedade privada, à moeda, e à ética do trabalho, o exato oposto ao que fizeram os países que mais prosperaram. O kirchnerismo dobrou a aposta.
O Brasil, rodeado por países governados pela esquerda carnívora, tem DNA parecido. Por longos períodos adotamos o intervencionismo e políticas de cunho socialista. Corremos o risco de tomar o mesmo caminho novamente, portanto é preciso entender o que ocorre nos pampas. Toda atenção é pouca ao "efeito Orloff": "Eu sou você amanhã".
O "hoje" da Argentina é tenebroso. O decadente governo de Alberto Fernández assinou um acordo de US$ 44 bilhões com o FMI. Apesar do selo do Fundo, o título soberano ("bond") em dólares, que vence em 2030, o AL30, está rendendo 50% ao ano ao investidor que encarar o risco. A taxa surrealista indica altíssima probabilidade de mais um calote (default), o nono de sua história.
A inflação está descontrolada: o banco central segue financiando o governo com dinheiro criado do nada. Ato contínuo, tenta enxugar a liquidez emitindo títulos seus (os Leliq) e lançando operações similares às compromissadas que conhecemos aqui. Mas a operação-enxuga é uma bomba-relógio, com pouca toalha e muita liquidez. O frágil represamento dessa enorme liquidez, de quase duas vezes o tamanho da base monetária, vaza continuamente com o pagamento de juros altíssimos, que aumenta a massa monetária e a inflação. O iPhone 13 Pro topo de linha já é encontrado por mais de 1.000.000 (1 milhão) de pesos, por exemplo, e um óleo de cozinha sai mais caro que a cédula mais alta, de 1.000 pesos.
Na política, a oposição já lidera nas pesquisas para presidente. O kirchnerismo ("Frente de Todos") despencou, pontuando abaixo da aliança JxC ("Juntos por el Cambio") de Macri, Larreta e do liberal López Murphy, e empatando com a novidade da terceira via, o "Avanza Libertad", dos libertários Javier Milei e José Luis Espert (que buscam agregar os conservadores em seu apoio).
Os argentinos estão fartos da mesmice da alternância entre o peronismo kirchnerista e o socialismo vegetariano da UCR e aliados (que fracassaram no governo Macri em mudar a agenda econômica e combater os privilégios).
Javier Milei, que lidera em algumas pesquisas, tem mérito ao demonstrar didaticamente, há tempos, que as políticas inflacionárias, de Estado grande, e antinegócios são prejudiciais aos pobres e à prosperidade.
As duas forças de oposição têm uma oportunidade única de se aliar nas próximas eleições e escantear o kirchnerismo de uma vez por todas. Será excelente para a Argentina, e para o Brasil.
A Seleção Brasileira não conseguiu o bi. Neste sábado, a Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0, no Maracanã, e conquistou a Copa América. Com gol marcado por Di María, os argentinos controlaram as ações da partida e seguraram o time comandado por Tite.
O Brasil foi muito bem marcado na primeira etapa e não conseguiu criar, fazendo com que Martínez atuasse tranquilo. A Argentina foi eficiente e marcou o seu gol com Di María, aproveitando falha de Renan Lodi, que não conseguiu cortar a bola. Assim, a Seleção foi para o vestiário sem ter levado perigo no ataque.
Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações
Argentina vence o Brasil e é campeã da Copa América
Foto: Ricardo Moraes
A Seleção Brasileira voltou melhor do intervalo, marcando um gol anulado por impedimento e criando outra chance, desperdiçada por Richarlison. No entanto, a partir de então, a Argentina conseguiu se defender de maneira sólida, amarrou a partida e garantiu a vitória.
Este foi o 15º título de Copa América conquistado pela Argentina, que igualou o Uruguai como o país com mais conquistas do torneio. Foi também o primeiro troféu que Lionel Messi levantou pela sua seleção.
Argentina vence o Brasil no Maracanã e conquista a Copa América
Foto: Ricardo Moraes / Reuters
O jogo - Os primeiros minutos no Maracanã foram de muita disputa física, erros de passe e tensão, com os times encontrando dificuldade para criar. A primeira finalização foi do Brasil, com Richarlison. Neymar recebeu lançamento e ajeitou para o atacante, que bateu, viu a bola desviar e parar em Martínez.
No entanto, foi a Argentina que marcou. Aos 21 minutos, De Paul fez belo lançamento para Di Maria. Renan Lodi não conseguiu cortar a bola, e o jogador do PSG encobriu Ederson para abrir o placar. Na sequência, Messi arrancou do meio-campo, passou pela marcação e finalizou à direita do gol.
Argentina vence o Brasil e é campeã da Copa América
Foto: Ricardo Moraes / Reuters
PUBLICIDADE
Segundo tempo
Aos sete minutos da etapa final, Richarlison chegou a balançar as redes, porém estava impedido no início da jogada. Na sequência, o atacante voltou a ter uma oportunidade, recebendo passe de Neymar. O camisa 7 encheu o pé e parou em defesa de Martínez.
Neymar seguiu driblando e comandando as ações ofensivas, sendo parado com faltas. O camisa 10 encontrou Paquetá dentro da área, mas o meio-campista isolou a bola. Depois, Vinicius Jr partiu para a jogada individual, serviu Gabigol, e o atacante do Flamengo chutou para fora, com desvio.
Gabigol teve nova chance, dessa vez pegando rebote dentro da área e exigindo defesa de Martínez. Na reta final da partida, a Seleção Brasileira passou a apostar em cruzamentos, que foram neutralizados pela defesa argentina. De Paul quase marcou o segundo dos argentinos, ficando na cara de Ederson e desperdiçando. Após o apito final, os visitantes voltaram a conquistar um título depois de 28 anos.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 0 X 1 ARGENTINA
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 10 de julho de 2021, sábado
Hora: 21h (de Brasília)
Árbitro: Esteban Ostojich (URU)
Assistentes: Carlos Barreiro (URU) e Martín Soppi (URU)
VAR: Andrés Cunha (URU)
Cartões amarelos: Fred, Renan Lodi, Paquetá (Brasil); Paredes, Lo Celso, De Paul, Otamendi (Argentina)
GOLS
Argentina: Di María (21 minutos do 1º tempo)
BRASIL: Ederson, Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Renan Lodi (Emerson); Casemiro, Fred (Roberto Firmino) e Lucas Paquetá (Gabigol); Éverton Cebolinha (Vinicius Jr), Neymar e Richarlison
Técnico: Tite
ARGENTINA: Emiliano Martínez; Montiel, Otamendi, Romero (Pezzela) e Acuña; Paredes (Guido Rodríguez), Lo Celso (Tagliafico), De Paul, Di María (Palacios); Messi e Lautaro Martínez (Nico González)