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16 de mai. de 2015

Entidade de Direitos Humanos denuncia testes de virgindade para mulheres militares na Indonésia



A ONG Human Rights Watch (HRW) solicitou nesta quinta-feira (14/05) ao Exército da Indonésia que interrompa a prática dos testes de virgindade com as mulheres que desejam integrar as Forças Armadas, denunciando uma prática "cruel, desumana e degradante".
A organização, que entrevistou várias militares, afirma que o exército realiza o chamado "teste dos dois dedos" para comprovar a virgindade das mulheres que desejam entrar para a vida militar ou casar com um militar.
"O exército deveria acabar de forma imediata com os testes de virgindade, contrários à proibição de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes prevista no direito internacional", afirma a ONG em um comunicado. No ano passado, a entidade já tinha acusado o país de fazer exames semelhantes em candidatas à polícia.
As Forças Armadas defendem a prática como uma forma de evitar que algumas mulheres "prejudiquem" o exército com seu comportamento, mas negou que o teste seja realizado com futuras mulheres de militares e também assegurando-se de que todas as candidatas estejam com boa saúde.
Segundo o jornal britânico The Guardian, um porta-voz do exército, Fuad Basya, disse que "é preciso verificar a mentalidade das candidatas. Se não forem virgens, são 'safadas' e se forem 'safadas', a mentalidade delas não é adequada".
Segundo o Guardian, Basya disse que esses testes são feitos há muito tempo para "ter certeza de que as candidatas, se não forem virgens, perderam a virgindade por "acidente".
O teste, conhecido como "Teste dos dois Dedos" tenta verificar se a paciente tem "familiaridade" com a atividade sexual.
A Indonésia é um país muito conservador e no ano passado, um projeto de se fazer exames escolares para "verificar" a virgindade das alunas em Java teve de ser descartado por conta da polêmica.
A HRW denunciou no ano passado práticas similares da polícia indonésia, que negou as acusações.
"Não quero recordar as experiências ruins. Foi humilhante", afirmou uma jovem de 19 anos, citada no relatório da ONG.

28 de abr. de 2015

Brasileiro Rodrigo Gularte é executado na Indonésia

Segundo imprensa local, execução de Gularte poderia ocorrer ainda neste mês (Foto: AFP)
Rodrigo Gularte. Foto: AFP

O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi executado na Indonésia hoje (28/04) por um pelotão de fuzilamento, após ter sido condenado por tráfico de drogas em 2005. A informação foi confirmada à rede britânica BBC pelo advogado do paranaense. Foi o 2° brasileiro executado naquele país somente neste ano de 2015. Leia matéria

Como a Indonésia executa os condenados à morte

Ricardo Gularte. Foto reprodução
A Indonésia deve executar por fuzilamento em breve um grupo de nove condenados à morte, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte, por crimes tráfico de drogas. 
As execuções provocaram críticas internacionais e tensões diplomáticas com Brasil, Austrália, Filipinas e Nigéria, que possuem cidadãos no corredor da morte. O presidente da Indonésia, Widodo, não concedeu clemência aos condenados, citando uma "emergência de drogas" no país.

COMO AS EXECUÇÕES ACONTECEM

Os prisioneiros são executados por um pelotão de fuzilamento, composto por 12 atiradores para cada condenado, entretanto somente 03 deles possuem munição em suas armas, de forma que não se sabe quem efetivamente matou o preso.
Os condenados são levados para celas isoladas 72 horas antes da execução. Os prisioneiros, que são vendados, têm a escolha de ficar em pé, ajoelhados ou sentados perante o pelotão de fuzilamento. Suas mãos e pés são amarrados. 
Depois da confirmação da morte, realizada por um médico, os corpos são limpos e entregues às famílias, que esperam do lado de fora do presídio durante a execução.
Créditos Terra

Praia, massagem e ecstasy: por que mercado das drogas prospera na Indonésia

O turista está aqui há apenas um dia, mas fala como se conhecesse bem a ilha: "É bem fácil conseguir drogas. Mas é preciso tomar cuidado", diz, numa conversa informal.
Bali é conhecida por sua beleza paradisíaca, atmosfera relaxante e grandes festas – e pela fama do fácil acesso a sexo e drogas. Uma mistura que faz com que muitos que chegam aqui se recusarem a ir embora. Leia matéria completa.

26 de abr. de 2015

Brasileiro condenado à morte na Indonésia pode ser executado a partir de 3ª feira

Rodrigo Muxfeldt Gularte

O brasileiro condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, recebeu notificação no início da tarde deste sábado, 25 (horário da Indonésia, madrugada no Brasil) de que será executado por fuzilamento a partir da próxima terça-feira, 28/04. Gularte foi preso em 2004 ao entrar no país com seis quilos de cocaína camuflados em pranchas de surfe. No ano seguinte, foi condenado à morte. Leia matéria

24 de abr. de 2015

Indonésia: Defesa de brasileiro tenta novo recurso em meio a iminência de execução

Arquivo de família
Rodrigo Muxfeld Gularte. Foto BBC
O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte foi preso em 2004 e condenado à morte, após tentar entrar na Indonésia com cocaína escondidas em pranchas de surfe. Ocorre que o réu foi diagnosticado com esquizofrenia, o que pode livrá-lo da pena capital.
A Indonésia convocou representantes das embaixadas cujos cidadãos estão no corredor da morte para uma reunião no sábado (25/04) na prisão de Nusakambangan, sito a 400km da capital Jakarta, ocasião em que a defesa entrará com novo recurso para contestar a condenação. Leia matéria.

8 de abr. de 2015

Tribunal da Indonésia rejeita último apelo de australianos

Juiz da Indonésia Ujang Abdullah anuncia sentença sobre australianos condenados à morte
Juiz da Indonésia anuncia sentença sobre australianos condenados à morte. Foto Reuters
Uma corte da Indonésia rejeitou nesta segunda-feira (06/04) o recurso de última hora de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas, mas advogados de defesa e promotores estavam divididos sobre os parâmetros legais restantes para evitar a execução por pelotão de fuzilamento. Leia matéria na página INTERNACIONAL do Blog do Capitão Fernando