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14 de set. de 2020

Ex-blog do Cesar Maia completa 15 anos de atividade







Não poderia deixar de cumprimentar Cesar Maia pela passagem dos 15 anos do seu ex-blog, cujo qual acompanho desde o início!!!

Vida longa ao ex-prefeito do Rio de Janeiro e ao Mecanismo de Comunicação Social.

Aqui, um acúmulo do que já repercutimos dessa fonte, sempre devidamente autorizada.

Vamos em frente!!!

6 de mar. de 2019

ESCOLAS DE SAMBA! Artigo de Cesar Maia para Folha de S.Paulo em 13/02/2010.

ESCOLAS DE SAMBA!

Artigo de Cesar Maia para Folha de S.Paulo em 13/02/2010.

As rodas de samba do Rio, no início dos anos 30, eram discriminadas como caso de polícia, por estarem dentro de favelas e pela proximidade com o jogo do bicho. O plano Agache (arquiteto francês que cunhou "urbanismo") para o Rio (1928-32) considerava as favelas provisórias.

Pedro Ernesto (1931-36) foi o primeiro prefeito a subir uma favela. E institucionalizou as rodas de samba. A legislação não permitia subsidiá-las. Pedro Ernesto pediu que todas elas mudassem o nome para uma nomenclatura comum: Grêmio Recreativo Escola de Samba…. A adoção do termo "escola" permitiu a Pedro Ernesto subsidiá-las, e elas passaram a contar com recursos públicos para o seu desenvolvimento. O primeiro desfile oficial, com julgamento, foi em 1935.

Vencido pela Portela, teve como porta-bandeira uma menina prodígio: Dodô. Dodô faleceu em 2015, com 95 anos.

Os desfiles nos carnavais eram basicamente uma apresentação da classe média, com os corsos, os ranchos e as alegorias. O Carnaval incluía enorme diversidade de expressões, como o frevo, o maracatu, as pessoas fantasiadas nas ruas, os blocos de sujos, o concurso de fantasias, os bailes nos clubes e nos teatros…

No início dos anos 60, com a entrada da equipe de Fernando Pamplona no Salgueiro, iniciou-se um processo de radical transformação dos desfiles. O samba enredo era sincopado, os passistas desfilavam soltos, sem alas agrupadas, não havia carros alegóricos, os destaques desfilavam no chão…

A partir daí, as demais expressões do Carnaval começaram a ser incorporadas às escolas de samba e foram desaparecendo. Assim foi com os superblocos (Bafo da Onça, Cacique de Ramos), que rivalizavam com as "escolas". Corsos, ranchos, fantasias de luxo e alegorias passaram a integrar os grandes carros alegóricos. Os enredos históricos foram abertos.

As "escolas" passaram a desfilar como ópera popular (alas e seus carros como atos, coro dos que desfilam, os atos móveis, apresentados na frente da plateia num auditório latitudinal).

Com a ascensão de Joãozinho Trinta (da equipe de Pamplona, depois na Beija Flor), as "escolas" ganham a característica que têm hoje. As alas desfilam agrupadas como blocos. O samba-enredo passa a ser samba-marcha. E se invertem os papéis. Antes, os corsos, onde o povo olhava a classe média desfilar. Agora desfila o povo, e a classe média assiste.

A venda de ingressos, nos dois dias de desfile e das campeãs, equivale a três anos de venda de ingressos no estádio de futebol brasileiro que mais fatura.
Ex-Blog do Cesar Maia
Cesar Maia
 
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26 de out. de 2018

PRIVACIDADE E COMUNICAÇÃO EM MASSA! - POR CESAR MAIA



       
(Pablo Ortellado, professor do curso de gestão de políticas públicas da USP, doutor em filosofia - Folha de S.Paulo, 23) 1. WhatsApp ficará marcado por seu papel na provável eleição de 2018. O uso do WhatsApp foi um dos temas centrais das eleições. Se sua relevância política já tinha se evidenciado no referendo para a paz na Colômbia em 2016 e nas eleições presidenciais no México, em julho deste ano, foi nas eleições brasileiras que ganhou centralidade.

2. Independente de quão decisiva foi a sua contribuição, o WhatsApp ficará marcado por seu papel na provável eleição de 2018.assim como o Facebook ficou marcado por seu papel na eleição de Donald Trump. Como o WhatsApp permite a constituição de redes privadas criptografadas, ele se mostrou uma ferramenta muito adequada para campanhas de desinformação, na qual grupos políticos disparam mensagens maliciosas para difusão em massa sob um véu de sigilo.

3. Isso é possível porque as fortes proteções de privacidade do WhatsApp, criadas para proteger a comunicação interpessoal, estão sendo utilizadas para a difusão em massa. Dessa maneira, é possível difundir mentiras e distorções para milhões de usuários sem que a comunicação possa ser notada por terceiros e, portanto, sem que haja o contraditório e sem que seja possível identificar os autores.

4. É preciso separar conceitualmente uma ferramenta de mensagens como o WhatsApp de plataformas de mídias sociais como o Facebook. As mídias sociais se caracterizam por oferecer ao usuário uma conta na qual pode produzir conteúdo e compartilhá-lo com uma rede de contatos. Em contrapartida, o usuário pode ler tudo aquilo que foi publicado pelos contatos que selecionou. Ela tem assim o que o sociólogo Manuel Castells definiu como um formato de comunicação “um-muitos-muitos-um”.

5. Segundo Castells, as ferramentas de comunicação interpessoal, como os aplicativos de mensagem, tem uma outra forma, “um-um”. Na forma, não são muito diferentes de um telefone. O WhatsApp, que é originalmente uma ferramenta de comunicação interpessoal, oferece também funções de comunicação de massa, os grupos de conversação.

6. É justamente essa dimensão de comunicação de massa que está sendo explorada pelas campanhas políticas maliciosas. Elas estão se aproveitando dos dispositivos de privacidade para promover campanhas de desinformação secretas, estimulando reencaminhamentos sucessivos de mensagens sujas entre grupos de conversação interligados.

7. A privacidade forte implementada pelo WhatsApp deve ser louvada e foi implementada como reação às denúncias de Edward Snowden, quando se descobriu que o governo dos Estados Unidos monitorava conversas de usuários.  Quando aplicado à difusão em massa, porém, aquilo que era virtude se converte em vício.

25 de out. de 2018

CESAR MAIA: ENTREVISTA AO ESTADO DE S.PAULO SOBRE AS ELEIÇÕES 2018!




1. Estado de SP: Como o senhor explica a derrota de sua candidatura ao Senado? O senhor esteve à frente nas pesquisas de intenção de voto praticamente durante toda a campanha... Alguns analistas dizem que o apoio de Bolsonaro a Arolde de Oliveira teria sido a principal razão desta derrota. Várias outras lideranças tradicionais da política brasileira também acabaram sendo derrotadas. Como o senhor analisa esse quadro?

Cesar Maia: A regionalização do voto no Rio é assim há muitas décadas. Perdi na Baixada e São Gonçalo. Nas pesquisas anteriores Lindbergh vencia aí e a diferença era pela margem de erro. Arolde venceu aí e por uma diferença global inferior a 1%. Em cada Estado há uma explicação. Aqui no Rio para o Senado a impulsão presidencial não explica a diferença entre segundo e terceiro. A evangélica sim para aquelas regiões. 
 
2. ESP: O apoio da família Bolsonaro nos últimos dias da campanha também foi considerado crucial para o crescimento vertiginoso do candidato Wilson Witzel – que surpreendeu todo mundo, inclusive os institutos de pesquisa -- e acabou chegando em primeiro lugar, à frente do candidato do DEM, Eduardo Paes, que, até a véspera das eleições, aparecia dez pontos à frente do segundo colocado (que nem era Witzel!). O senhor atribui essa vitória ao apoio de Bolsonaro?

CM: Os sinais que ele se aproximaria e poderia ultrapassar Paes eram nítidos nos últimos dias ou até um pouco antes.  As pesquisas medem opinião pública. Na Inglaterra nos anos 30 se diferenciava sentimento popular de opinião pública. Sentimento Popular é uma reação mais ou menos difusa das pessoas aos fatos. Na Universidade de Sussex (Mass Observation - MO), Madge e Harrison desenvolveram este sistema e em 1938 para a política e para a guerra. Churchill tomou suas primeiras decisões assim. Veja o filme O destino de uma nação que disputou o último Oscar. 
 
3. ESP: Já na terça-feira, em campanha, Eduardo Paes se declarou neutro em relação à corrida presidencial para, em seguida, tecer vários elogios a Jair Bolsonaro. Disputar os eleitores de Bolsonaro é a estratégia para virar o jogo e conseguir uma vitória?

CM: Só conhecendo as pesquisas nas quais ele se baseou. 

4. ESP: Qual o peso real dos evangélicos nessa disputa eleitoral?

CM: As Igrejas evangélicas tiveram pela primeira vez um peso maior que a católica nessas eleições no Rio. Seu ativismo e adaptação às regras do TRE, as diferenciou é muito. O vice de Witzel é vereador católico militante, mas isso nunca foi usado, pelos fatos e cenários. 
 
5. ESP: Como o senhor avalia o impacto das Fake News na vitória de Bolsonaro? Muitos especialistas em comunicação dizem que as redes de WhatsApp da família e a disseminação de notícias falsas em progressão geométrica teriam sido cruciais para a vitória. Mais do que nenhum outro candidato, ele (que tinha pouquíssimo tempo na TV) dominou a nova mídia, usando-a a seu favor.

CM: Não creio. Essa é uma visão ingênua das redes sociais. Escrevi na terça feira que os analistas estavam se esquecendo da Lava Jato na mesma dinâmica da operação Mãos Limpas e com o mesmo impacto no parlamento. A tentativa de assassinato alterou a exposição dele na mídia que ficou muito maior que o tempo de TV eleitoral que ele não tinha, mudou o quadro das pesquisas. A vitimização sempre foi um significativo fator na decisão de voto. 
 
6. ESP: Como o DEM se posiciona na disputa presidencial? E o senhor, pessoalmente?

CM: O DEM abriu para seus militantes e diretórios essa decisão. Aguardo a posição de nosso candidato a governador. 
 
7. ESP: O senhor considera que a eleição de Bolsonaro pode ser um risco real à democracia?

CM: De forma alguma. Isso é uma besteira enorme ou completo desconhecimento das instituições pós constituinte já testadas em vários momentos. 
 
8. ESP: Em análise publicada em seu blog, o senhor compara o que está acontecendo no Brasil hoje ao que ocorreu na Itália alguns anos atrás, durante a operação Mãos Limpas, e a subsequente eleição de Berlusconi. Qual a relação entre tais operações contra a corrupção e o surgimento de lideranças da extrema-direita?

CM: A relação não é ideológica. O impacto percebido nas ruas pelo “sentimento popular” atingiu todos o espectro político. Mas favoreceu mais aos que estavam incólumes a fatos contaminadores.  
 
9. ESP: No caso da Itália, no entanto, o regime é parlamentarista.  Como fica essa situação no caso do Brasil, que é presidencialista, diante de uma possível eleição de Bolsonaro?

CM: Na operação Mãos Limpas no parlamentarismo mudaram os personagens e a nominata dos partidos, mas a estabilidade parlamentar se manteve mesmo que oscilando as maiorias. Num presidencialismo vertical como o nosso o efeito da Operação Lava Jato se não for entendido pelos vencedores atribuindo-se causas, pode gerar um impasse legislativo. Isso vai depender -se for o caso- do entendimento do presidente. 
 
10. ESP: O senhor acredita ser possível a criação de uma grande frente democrática ligada à candidatura de Fernando Haddad? Com Fernando Henrique, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, entre outros? O senhor participaria? Quais seriam as chances de essa aliança ser bem sucedida?

CM: Não acredito. A pulverização político-parlamentar nessa eleição mostra que -digamos- os blocos serão reconstruídos no parlamento e não na campanha presidencial. As “mensagens” das campanhas é que serão fundamentais.  Por exemplo. No Rio todos pensavam que o tema era a segurança pública e desemprego, e não foi. 

17 de out. de 2018

SEGUNDO TURNO 2018! O QUE OCORREU NO PRIMEIRO TURNO E POR QUÊ!

Política:
Segundo turno 2018! O que ocorreu no 1° turno e por quê!
Artigo de opinião de Cesar Maia (DEM/RJ). Saiba mais!
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Créditos

Ex-Blog do Cesar Maia
Cesar Maia
 
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SEGUNDO TURNO 2018! O QUE OCORREU NO PRIMEIRO TURNO E POR QUÊ! 










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24 de abr. de 2018

ENTREVISTA DE CESAR MAIA SOBRE AS ELEIÇÕES NO RIO!


ENTREVISTA DE CESAR MAIA SOBRE AS ELEIÇÕES NO RIO!

(Fernanda Krakovics - Globo, 22) 1. Em janeiro deste ano o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), descartou a possibilidade de o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes se filiar ao DEM, afirmando que o partido era “muito pequeno” para ele e Cesar Maia. Três meses depois, contrariando essa constatação, Paes trocou o PMDB pelo DEM, com o objetivo de disputar o governo do estado. Cesar, que atualmente é vereador, diz que a reviravolta foi possível só porque ele resolveu sair de cena. O pai de Rodrigo Maia afirma que não se opôs à volta de seu ex-afilhado e atual desafeto a seu berço político, mas também não participou das negociações conduzidas pelo filho. E anuncia que não concorrerá a nenhum cargo nestas eleições. Ele era cotado para disputar o governo ou o Senado.

2. — Eu transferi o poder de decisão para o partido e não há necessidade nenhuma de reconciliação. Eu não tenho rancor de ninguém, o tempo passa e a gente vai levando — disse Cesar, que recebeu O GLOBO, na tarde da última quinta-feira, no gabinete da liderança do DEM na Câmara Municipal 

3. Ele reagiu com indignação, no entanto, ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice em uma chapa encabeçada por Paes: — É o cachorro que abana o rabo ou o rabo que abana o cachorro? Não tem sentido isso. Fui prefeito três vezes e deputado federal duas vezes. Como podem pensar que eu vou pegar carona em uma candidatura?

4. Procurado pelo GLOBO para falar sobre sua filiação ao DEM e a relação com Cesar Maia, Paes não respondeu.

5. Paes começou na política na Juventude Cesar Maia e participou da primeira campanha de seu mentor para a Prefeitura do Rio, em 1992. Após a vitória, foi nomeado subprefeito da Barra e Jacarepaguá. Os dois começaram a se distanciar dez anos depois, quando Paes deixou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na segunda gestão de Cesar, para disputar novo mandato de deputado federal. E trocou o PFL pelo PSDB. Mas o rompimento definitivo veio em 2008, quando Paes se elegeu prefeito fazendo duras críticas à administração Cesar Maia.

6. — Na campanha de 2008 era natural que ele me criticasse, eu estava desgastado. Mas a partir daí... Ele nasceu do meu útero, veio na minha cadeirinha de balanço, o que eu esperava era que, passada a eleição, ele, vitorioso, tivesse a nobreza de esquecer o derrotado. O derrotado não é para ser atacado depois da eleição, mas houve continuidade até 2016. A Cidade da Música, por exemplo, não precisava ir para a primeira página do GLOBO. Faz auditoria, mas não precisa vocalizar — diz Cesar.

7. Em 2012, Paes se reelegeu derrotando Rodrigo Maia, que chegou a chamá-lo de “ingrato”. Paes respondeu que eleição não era “terapia de grupo”. A reaproximação com Rodrigo — de quem Paes é padrinho de uma das filhas — começou em 2014, quando o DEM fez parte do “Aezão”, movimento para eleger o senador Aécio Neves (PSDB-MG) presidente da República, e Luiz Fernando Pezão (PMDB) governador do Rio.

8. Cesar, por sua vez, permaneceu crítico à administração de Paes, a quem já chamou de “Dudu Milícia”, e lançou um livreto intitulado “Ao povo carioca — Prefeitura do Rio 2009-2012: Um desastre estratégico e de gestão”.

9. Em 2016, apesar de ter disputado a reeleição para a Câmara Municipal na mesma coligação do candidato do PMDB à Prefeitura, Pedro Paulo, afilhado de Paes, Cesar não fez campanha para ele. — O Pedro Paulo criticava a minha administração. Eu votei no (Marcelo) Freixo (PSOL) no primeiro e no segundo turno. Minhas netas queriam votar no Freixo e diziam: “Meu pai (Rodrigo Maia) quer que eu vote no Pedro Paulo” — disse Cesar, em cuja casa moram duas filhas de Rodrigo, uma de 21 e outra de 23 anos.

10. Cesar disse que aceitaria gravar uma mensagem de apoio para eventual candidatura de Paes. No momento, o ex-peemedebista está inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral: — Eduardo agora é do partido, então me cabe cumprir o que o partido determinar. Se eu chegar em um lugar e o partido colocar uma câmera de televisão, colocar um texto no teleprompter (dispositivo para ler um texto na TV), eu vou ler. Ponto final.

11. Apesar disso, Cesar diz não poder afirmar se Paes seria um bom governador: — Não posso falar, não sei o que ele está pensando do estado. Tem que esperar para ver o que ele vai propor. Questionado se Paes foi um bom prefeito, responde que isso não tem importância na campanha para governador: — Eu já vi muitos bons prefeitos serem péssimos governadores. O Pezão foi um excelente prefeito de Piraí e estamos vendo o que está acontecendo.

12. No último dia 9, após participar de evento na Associação Comercial do Rio, Rodrigo Maia foi questionado se, desta vez, o pai faria campanha ou repetiria o comportamento de 2016. — Vamos construir para que desta vez tenha uma integração maior — disse o presidente da Câmara.

13. Cesar diz que não conversou com Paes durantes as negociações para filiação ao DEM nem depois. Segundo ele, os dois dialogaram “pouquíssimas” vezes depois do rompimento. Uma delas foi na campanha de 2014, quando Pezão e o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, teriam pedido para Cesar procurar Paes. O então prefeito, que na época era do PMDB, estava apoiando Carlos Lupi (PDT) para o Senado, quando o candidato da chapa peemedebista era Cesar. O encontro ocorreu na Gávea Pequena, residência oficial do prefeito do Rio. Outra ocasião foi em dezembro de 2016, quando Rodrigo levou Paes à casa de Cesar. Segundo o anfitrião, Paes disse que tinha tomado a decisão de disputar para governador em 2018 e queria ouvir sua opinião.

14. Paes deixou o PMDB na tentativa de se desvencilhar do desgaste do partido no estado, que está com suas principais lideranças presas, como o ex-governador Sérgio Cabral. Os peemedebistas também arcam com a falência do estado, administrado por eles nos últimos 15 anos.

15. Esta é a quinta mudança de partido de Paes, que já passou pelo PV, PFL, PTB, PSDB e PMDB. Antes de fechar com o DEM, o ex-prefeito considerou voltar para o PSDB e estava em negociações avançadas com o PP. Seu aliado preferencial, porém, era Rodrigo Maia, que testa seu nome para disputar a Presidência da República. Como presidente da Câmara, ele conseguiu aumentar a bancada federal de 21 para 44 deputados.

16. — O DEM virou um partido grande, não pode ver em cada deputado, cada vereador, o que o incomoda — disse Cesar, ao comentar a filiação de Paes.