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22 de out. de 2024

16 de abr. de 2022

Rússia pede ajuda ao Brasil para evitar expulsão do FMI e Banco Mundial

 

Rússia pede ajuda ao Brasil para evitar expulsão do FMI e Banco Mundial

Ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, escreveu carta ao ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes

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Logo do FMI12/10/2018. REUTERS/Johannes P. Christo

Anthony BoadleRodrigo Vigada Reuters

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Rússia encaminhou um pedido de apoio do governo brasileiro no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial e no G20 após sofrer sanções por nações ocidentais diante da invasão à Ucrânia, segundo carta obtida pela Reuters.

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, escreveu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo o “apoio do Brasil para evitar acusações políticas e tentativas de discriminação em instituições financeiras internacionais e fóruns multilaterais”.

“Nos bastidores, há um trabalho em andamento no FMI e no Banco Mundial para limitar ou até expulsar a Rússia do processo de tomada de decisão”, escreveu Siluanov.

A carta, que não faz menção à guerra na Ucrânia, é datada de 30 de março e foi transmitida a Guedes pelo embaixador da Rússia em Brasília na quarta-feira (14).

“Como você sabe, a Rússia está passando por um período desafiador de turbulência econômica e financeira causada por sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados”, disse o ministro russo.

Questionado sobre a carta, Erivaldo Gomes, secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia brasileiro, indicou que o governo brasileiro gostaria que a Rússia continuasse nas discussões em organismos multilaterais.

“Do ponto de vista do Brasil… manter o diálogo aberto é essencial”, disse. “Nossas pontes são os órgãos internacionais e nossa avaliação é que essas pontes precisam ser preservadas”.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse na semana passada, que os EUA não participariam de nenhuma reunião do G20 se a Rússia estivesse presente, citando a invasão.

Quase metade das reservas internacionais da Rússia foram congeladas e as transações de comércio exterior estão sendo bloqueadas, incluindo aquelas com parceiros econômicos de mercados emergentes, afirmou Siluanov.

“Os Estados Unidos e seus aliados estão promovendo uma política de isolamento da Rússia da comunidade internacional”, acrescentou.

Siluanov disse ainda que as sanções violam os princípios do acordo de Bretton-Woods, que criou o FMI e o Banco Mundial.

“Consideramos que a atual crise causada por sanções econômicas sem precedentes adotadas pelos países do G7 pode ter consequências duradouras, a menos que tomemos uma ação conjunta para resolvê-la”, escreveu ele a Guedes.

O presidente Jair Bolsonaro, que visitou Moscou poucos dias antes da invasão da Ucrânia, manteve o Brasil neutro na crise e não condenou a invasão, gerando críticas do governo dos Estados Unidos.

Bolsonaro expressou solidariedade à Rússia ao visitar o presidente Vladimir Putin no Kremlin em 16 de fevereiro, cerca de uma semana antes do início da invasão.

O chanceler brasileiro, Carlos França, disse em março que o Brasil se opõe à expulsão da Rússia do G20, conforme solicitado pelos Estados Unidos.

“O mais importante seria, neste momento, que todos esses fóruns –o G20, a OMC, a FAO– possam ter o funcionamento pleno. E para ter o funcionamento pleno, seria preciso que tivesse todos os países, inclusive a Rússia”, disse França em audiência no Senado em 25 de março.


Créditos CNN

19 de jan. de 2017

28 de mai. de 2014

BRICS: uma nova arquitetura de finanças. Bloco cria alternativas ao FMI e ao Banco Mundial.

Arquivo
Créditos Carta Maior


BRICS: uma nova arquitetura de finanças. Países do bloco criam um novo banco de desenvolvimento e literalmente criam alternativas aos clássicos FMI e Banco Mundial, dominados pelos EUA e União Européia. Interessante artigo do economista José Carlos Peliano, publicado originalmente na Carta Maior, disponível aqui


29 de out. de 2013

Fundo Monetário Internacional afirma em relatório que "Brasil crescerá sem gerar pressões inflacionária nos próximos anos". Notícia analisada.

O último relatório do FMI sobre a economia brasileira do FMI aponta grandes avanços da economia brasileira, os quais destaco:

  • "Brasil crescerá sem gerar pressões inflacionária nos próximos anos";
  • O "consumo interno" ainda deve ser o responsável pelo crescimento do país em 2013 e 2014. 
  • "A construção da infraestrutura vai levar tempo (...), mas um avanço decisivo nas concessões (incluindo o setor energético) deve impulsionar a confiança dos empresários e o investimento privado.

Aqui vemos a importância da política desenvolvida pelos presidentes Lula-Dilma, que desde 2002 para cá, estão baseando seus pilares macroeconômicos no controle da inflação, no estímulo ao consumo interno e na recomposição do poder de compra do salário mínimo, sempre com aumentos reais acima da inflação. Leia matéria completa