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O Desafio das Férias Escolares de Julho: Como Conciliar Trabalho, Educação e Família?
O mês de julho chegou e, com ele, um cenário que se repete anualmente em milhares de lares brasileiros: o início das férias escolares. Para os pais e responsáveis que trabalham, esse período traz à tona um grande desafio logístico e emocional: como manter as entregas profissionais em dia com as crianças em casa?
A busca pelo "equilíbrio perfeito" muitas vezes se mostra uma ilusão que gera apenas culpa e ansiedade. Especialistas em Recursos Humanos e desenvolvimento infantil apontam que o segredo não está em tentar ser perfeito em tudo, mas sim em usar a organização estratégica e, acima de tudo, acionar a rede de apoio.
Criar uma rotina equilibrada para os pequenos não exige grandes orçamentos ou passeios caros de luxo. Na verdade, as crianças precisam de coisas simples e essenciais: tempo de qualidade, contato com a criatividade (como brincar com tintas, massinhas ou ler um livro) e a convivência com outras crianças.
Unir forças com a comunidade — sejam vizinhos, familiares, amigos ou os pais dos colegas de escola para revezar os cuidados — é uma das formas mais inteligentes e saudáveis de passar por este período. O planejamento coletivo e a divisão justa de tarefas entre pais e mães tornam a jornada muito mais leve para toda a família.
E na sua casa, como tem sido a dinâmica para conciliar as férias escolares com a rotina de trabalho?
Ex-ministro Milton Ribeiro é preso em operação da PF
Mandado de prisão preventiva foi expedido na operação "Acesso Pago", que investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do FNDE
O mandado de prisão preventiva expedido contra Milton Ribeiro cita os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.
O juiz federal Renato Borelli determinou que o ex-ministro seja levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e que a audiência de custódia seja realizada ainda nesta quarta (22) durante a tarde.
Além do mandado contra o ministro, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e outros quatro mandados de prisão, distribuídos pelos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Além disso, há medidas cautelares, como a proibição de contatos entre investigados e envolvidos.
“O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal”, informou a PF.
“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados”, informou a PF em nota.
Os policiais basearam a investigação em documentos, depoimentos e no “relatório final da investigação preliminar sumária” da Controladoria-Geral da União (CGU).
“Foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, afirma a PF.
A CNN tenta contato com a defesa do ex-ministro, mas ainda não houve retorno.
Em nota, o Ministério da Educação diz que colabora com todas as instâncias de investigação que envolvem a gestão anterior da pasta. “No sentido de esclarecer todas as questões, o MEC reforça que continua contribuindo com os órgãos de controle para que os fatos sejam esclarecidos com a maior brevidade possível. O MEC ressalta que o Governo Federal não compactua com qualquer ato irregular e o continuará a colaborar com as investigações”, diz o comunicado.
Entenda as denúncias que derrubaram Milton Ribeiro do MEC
Em um áudio obtido pelo jornal “Folha de S.Paulo” e em reportagens do “O Estado de S. Paulo”, Ribeiro é envolvido no que seria um esquema de favorecimento a pastores na pasta.
Em uma conversa gravada, o ministro afirma que recebeu um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a liberação de verbas da pasta fosse direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federal.
Na gravação, Ribeiro diz que se trata de “um pedido especial do presidente da República”. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o ministro na conversa com prefeitos e outros dois pastores, segundo o jornal.
Ribeiro continua: “Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar.”
Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são os citados nos áudios. Segundo o jornal, os dois religiosos têm negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras em creches, escolas e compra de equipamentos de tecnologia.
Na conversa vazada, o ministro de Bolsonaro indica que, com a liberação de recursos, pode haver uma contrapartida.
“O apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção de igrejas”. Nos áudios, não fica claro a forma como esse apoio se daria.
No ano passado, para poupar as emendas parlamentares de um corte maior, o governo promoveu um bloqueio de R$ 9,2 bilhões de despesas de ministérios e estatais que atinge principalmente a Educação.
Na carta, Ribeiro diz que sua vida “sofreu uma grande transformação” desde a divulgação de reportagem que o implicavam em um esquema de favorecimento a pastores dentro do MEC.
Bolsonaro me mandou entregar FNDE para o Centrão, diz Weintraub à CNN.
Ex-ministro disse ter entregado à Polícia Federal e ao Ministério Público uma série de documentos que podem comprovar ou revelar indícios de irregularidades na Educação.
Ministro da Educação do Brasil renuncia após denúncias de irregularidades
2022-03-29 14:50:26丨portuguese.xinhuanet.com
Brasília, 28 mar (Xinhua) -- O Ministro da Educação do Brasil, Milton Ribeiro, entregou nesta segunda-feira ao presidente Jair Bolsonaro seu pedido de exoneração do cargo, pressionado por denúncias de haver favorecido pastores evangélicos na liberação de fundos do ministério.
A saída de Ribeiro foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União e se anunciou que o atual secretário executivo da pasta, Víctor Godoy Veiga, ocupará o posto de ministro.
Em sua carta de renúncia, Ribeiro se defendeu afirmando que "nunca praticou um único ato na gestão da pasta que não tenha sido guiado pela correção, fique nenhuma incerteza sobre minha conduta e a do governo federal" e pediu "uma investigação completa".
A existência de um "gabinete paralelo" formado por pastores que controlariam os fundos e a agenda do ministério foi revelada pelo jornal O Estado de São Paulo na semana passada.
Por sua vez, o jornal Folha de São Paulo divulgou um áudio no qual Ribeiro disse que a liberação de fundos seguiria a orientação de dois pastores.
Os pastores aos quais se refere o áudio são Gilmar Santos e Arilton Moura, que não tem cargos no governo, mas participaram de várias reuniões com autoridades nos últimos anos.
Um prefeito do estado do Maranhão (norte) disse ao Estado de São Paulo que Moura pediu "um quilo de ouro" em troca de receber fundos para seu município.
Pastor presbiteriano e professor, Milton Ribeiro, que assumiu o cargo em julho de 2020, foi o quarto ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro.
Sus antecessores foram Ricardo Vélez Rodríguez, que permaneceu no cargo de janeiro a abril de 2019, Abraham Weintraub, entre abril de 2019 e julho de 2020 e Carlos Decotelli, que renunciou apenas dois dias depois de ter sido designado, em meio a uma polêmica com relação a seu currículo.
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Senador Romário (PL/RJ) diz que ministro da Educação fez falas "imbecis" sobre alunos com deficiência.
O ex-craque Romário, senador pelo PL do Rio de Janeiro, criticou o ministro da Educação por ter afirmado que alunos com deficiência "atrapalham" o ensino dos demais estudantes