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22 de mai. de 2024

Liberdade de Expressa só no dos outros ... Coreia do Sul proíbe música da Coreia do Norte que viralizou no TikTok

Há setores da Direita que carregam uma hipocrisia sem tamanho em seu DNA:

-Na Ditadura Militar, no Brasil e em todo o Cone Sul, simplesmente censuraram, torturaram, fecharam, proibiram a atividade da Livre Imprensa ...

Recentemente ... 


-Prenderam o jornalista Assange e tenta extraditá-lo para os EUA;
-Proibiran o TikTok nos EUA;

E agora ...

Liberdade de Expressa só no dos outros ...    Coréia do Sul proíbe música da Coreia do Norte que viralizou no TikTok.


Sinceramente, eu não ví nenhum "patriote" esbravejar "Liberdade" em suas lacrações nas redes sociais ...











Coreia do Sul proíbe música da Coreia do Norte que viralizou no TikTok; entenda

Canção exalta Kim Jong-un como “um grande líder e um pai amigável”

Líder norte-coreano, Kim Jong-un
Líder norte-coreano, Kim Jong-unKorean Central News Agency/Korea News Service/AP/FILE

Kathleen MagramoGawon Baeda CNN

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Uma música de propaganda norte-coreana exaltando Kim Jong-un como “um grande líder e um pai amigável” viralizou no TikTok, com mashups (mistura de duas ou mais músicas) e danças acumulando milhões de visualizações.

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Assim, a Coreia do Sul proibiu a canção devido à “guerra psicológica”.

O regulador de mídia de Seul anunciou na segunda-feira (20) que estava bloqueando o acesso a versões de “Friendly Father” (“Pai Amigável”, em tradução para o português), a propaganda que se tornou um sucesso improvável nas redes sociais.

A música foi lançada em abril durante um concerto noturno para marcar a conclusão de um projeto habitacional na capital Pyongyang, de acordo com a Agência Central de Notícias Coreana, uma empresa estatal norte-coreana.

A letra elogia Kim, que é líder da terceira geração de uma das nações mais autocráticas do mundo, e o videoclipe retrata os norte-coreanos cantando com entusiasmo a canção orquestral, proclamando que Kim “cuida de nós com carinho.”

Embora a propaganda da Coreia do Norte não seja novidade, a diferença é que desta vez “Friendly Father” foi postada no TikTok, aplicativo cujo proprietário é a gigante chinesa ByteDance.

A música se tornou viral depois que criadores de conteúdo de todo o mundo a usaram para fazer suas próprias edições do videoclipe, adicionando danças e legendas pouco sérias aos seus próprios clipes na plataforma, gerando mais de 2 milhões de visualizações.

Mas ela não foi necessariamente propaganda para Pyongyang.

“Esta não é a Geração Z declarando subitamente lealdade ao regime. Eles estão rindo do regime e não com o regime”, avaliou Alexandra Leonzini, acadêmica da Universidade de Cambridge que conduz pesquisas sobre a música norte-coreana.

Mesmo assim, autoridades de segurança sul-coreanas criticaram as paródias.

A Comissão de Padrões de Comunicações da Coreia decidiu bloquear 29 vídeos da música, seguindo um pedido do Serviço Nacional de Inteligência de Seul. Entretanto, algumas versões da música no YouTube ainda estavam acessíveis aos usuários na Coreia do Sul nesta quarta-feira (22).

“O vídeo é um conteúdo típico ligado à guerra psicológica contra a Coreia do Sul, uma vez que foi publicado num canal operado para se conectar com o mundo exterior e focado principalmente em idolatrar e glorificar unilateralmente Kim”, afirmou o regulador em comunicado.

Nova estratégia de propaganda

A proibição não foi uma surpresa, uma vez que a Lei de Segurança Nacional do país bloqueia o acesso aos sites e meios de comunicação do governo da Coreia do Norte, restringindo a exposição ao regime autocrático de Kim Jong-un e penalizando comportamentos que promovam o país.

Mais de 90% das canções de propaganda norte-coreanas são sobre idolatrar o seu líder e “Friendly Father” não é diferente, pontuou Ha Seung-hee, professora visitante de estudos da Coreia do Norte na Universidade Dongguk.

Entretanto, a música mais recente mostra uma melhoria na produção e poderá sinalizar uma nova estratégia de propaganda para o país.

“Os videoclipes da Coreia do Norte costumavam mostrar a natureza e o cenário, como algo que você veria em um karaokê com legendas, mas agora isso mudou”, ponderou Ha, acrescentando que “Friendly Father” parece ter usado melhor coreografia e edição de vídeo.

“A Coreia do Norte não pretendia, mas, quer tenha sido o algoritmo ou qualquer outra coisa, o vídeo chamou a atenção e assim que Pyongyang descobrir que é eficaz poderá criar novos conteúdos através deste método”, advertiu Ha.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul estão isoladas uma da outra desde que a Guerra da Coreia, em 1953, terminou com um armistício.

Os dois lados ainda estão tecnicamente em guerra e se consideram hostis, mas ambos os governos buscam há muito tempo o objetivo de, um dia, se reunificarem.

Milhões de norte-coreanos vivem em condições de pobreza sob uma ditadura totalitária, que perdurou por mais de sete décadas, abrangendo três gerações da dinastia Kim.

O regime controla tudo, desde as rações alimentares, o acesso à educação e a atribuição de empregos, e as pessoas são frequentemente colocadas em campos de trabalho extenuantes.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

versão original

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Créditos CNN

 



24 de jan. de 2023

LIBERDADE DE IMPRENSA: PROTEGER JORNALISTAS AJUDA A DEMOCRACIA! (O Estado de SP, 23) - créditos Ex-Blog do César Maia

 

PROTEGER JORNALISTAS AJUDA A DEMOCRACIA!

(O Estado de SP, 23) É muito bem-vinda a iniciativa do Ministério da Justiça e da Segurança Pública de criar o primeiro Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas. Trata-se, antes de tudo, de uma ação em defesa da democracia. Só há jornalismo livre e independente – e, consequentemente, cidadãos bem informados para tomar decisões individuais e coletivas – se os jornalistas puderem sair às ruas e exercer o ofício com o destemor que ele requer. E sem jornalismo livre e independente não há que se falar em democracia.

No plano simbólico, a medida adotada pelo governo federal também é auspiciosa, pois representa uma mudança de atitude radical diante da imprensa profissional quando comparada ao governo anterior. O governo de Jair Bolsonaro foi o centro irradiador de hostilidades contra jornalistas no País, a começar pelos muitos ataques à liberdade de imprensa perpetrados pelo ex-presidente em pessoa. Ao longo dos últimos quatro anos, órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Advocacia-Geral da União, além do próprio Ministério da Justiça, em total desacordo com a Constituição, foram mobilizados por Bolsonaro para perseguir ou intimidar jornalistas que ousaram publicar o que lhe aborrecia.

A bem da verdade, a desqualificação do jornalismo profissional como principal mediador do debate público vem de muito tempo. Tampouco jornalistas passaram a ser agredidos física e moralmente de uma hora para outra – os repórteres perseguidos e ofendidos por petistas que o digam. Porém, é inegável diante das evidências que a hostilidade à imprensa profissional e aos jornalistas foi alçada a política de governo por Bolsonaro. Daí a boa nova que vem de Brasília.

Desde 2019, registrou-se recorde após recorde de ataques contra jornalistas no Brasil. Entre as vítimas da tentativa de golpe no dia 8 de janeiro estavam muitos jornalistas.

De acordo com dados apresentados no dia 19 passado pelo secretário nacional de Justiça e Segurança Pública, Augusto de Arruda Botelho, a quem o Observatório estará subordinado, “as agressões contra jornalistas vêm numa escala crescente de ataques à imprensa nos quatro últimos anos, e os números demonstram isso. Em 2019, foram 208 ataques. Em 2020, o número dobrou para 428. E, em 2021, o número continuou crescendo”.

O Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas terá a missão de acompanhar o andamento das apurações de todos os casos de agressão contra jornalistas e articulará, em âmbito nacional, as ações da PF, das polícias estaduais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para punir os agressores.

O secretário anunciou que ainda neste mês o Observatório será instalado, com a primeira reunião plenária entre representantes do governo federal, da PF, do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Ordem dos Advogados do Brasil e, claro, das empresas jornalísticas.

Este jornal espera que o envolvimento direto do governo federal coíba o aumento de agressões não só contra jornalistas, mas contra uma garantia fundamental da Constituição: a liberdade de imprensa. E que o Observatório tenha plena independência para atuar. Se há algo que une poderosos de todas as afiliações ideológico-partidárias é o incômodo diante de um jornalismo bem feito.


Créditos Ex-Blog do César maia

19 de abr. de 2020

As redações sob o ataque do coronavírus - artigo do The Intercept Brasil

Sábado, 18 de abril de 2020
As redações sob o ataque do coronavírus

Em meio às notícias sobre o impacto do novo coronavírus das últimas semanas, tem um punhado que imagino que passaram batidas por vocês, mas que apontam para um cenário muito ruim para a democracia dos próximos anos.
Vou resumir aqui:
.  o BuzzFeed Brasil pode fechar as portas por falta de dinheiro para manter sua operação.
. Nos EUA, a matriz do Buzzfeed cortou salários para evitar demissões.
. Emissoras com foco em esportes como ESPN norte-americana estão pedindo a jornalistas que abram mão de parte da remuneração.

. Por aqui, a rádio Bandeirantes, de São Paulo, suspendeu o contrato de seus comentaristas.
. A Abril, que já foi um dos maiores grupos de mídia do país antes de mergulhar em crise profunda, projeta que a pandemia irá dificultar a saída do atoleiro.
. As empresas de comunicação sediadas em São Paulo (as maiores do país, aí incluídos jornais como Folha, Estadão, Valor Econômico e as editoras Globo, Condé Nast e Caras) podem cortar os salários dos jornalistas em até 70%
A crise das empresas de mídia não é uma novidade que chegou com a pandemia. Ela começou há quase duas décadas, após o estouro da bolha da internet, e se aprofundou à medida que Facebook e Google ganharam força.
Você está lendo essa newsletter num e-mail, possivelmente fornecido pelo Google ou um de seus concorrentes menores, como o Yahoo!. No dia-a-dia, a maioria de nós se habituou a chegar a informações clicando em links no Facebook, no WhatsApp e no Instagram (todos eles de Mark Zuckerberg) ou seguindo indicações do Google ou do Twitter. Os gigantes do mundo virtual se tornaram um novo elo no caminho entre as empresas de mídia e seu público. E, como todo atravessador, mordem parte do dinheiro.
Os anúncios impressos que abarrotavam os cofres das editoras na exata proporção em que engordavam jornais de domingo e revistas semanais viraram fumaça (e com isso parte das publicações vem abandonando o papel na esperança de adiar o próprio fim). Hoje, até os sites de jornalões veiculam publicidade do Google. Que fica com boa parte do lucro.
A crise econômica decorrente do coronavírus – a mais grave desde a recessão pós-1929 – pode ter o efeito de uma bomba nuclear sobre um adversário já exaurido. A quebradeira não vai afetar só a mídia, claro. Mas quem já vinha se segurando como podia vai aguentar um tombo desses?
É aí que entra o risco à democracia. É mais fácil para um governo antidemocrático como de Jair Bolsonaro dobrar empresas de mídia em dificuldades financeiras. Um dos heróis dele, o húngaro Viktor Orbán, asfixiou os jornais independentes, que cobriam o governo com altivez. Em seguida, partidários do ditador os compraram. Para alinhá-los ao governo ou, simplesmente, fechá-los.
Bolsonaro odeia a imprensa. Odeia jornalistas porque eles não dizem o que ele quer. A crise pode ser a oportunidade para que gente como ele consiga que façam isso. Ou que simplesmente deixem de falar, por falta de condições de sobreviverem. Não é um problema unicamente brasileiro. Trump pensa igual – e não é burro como Bolsonaro. Há centenas de políticos assim mundo afora, sonhando com jornalistas e empresas de jornalismo fracos o suficiente a ponto de só conseguirem dizer amém.
Desde que chegou ao poder que Bolsonaro trabalha para enfraquecer o jornalismo brasileiro. O tosco secretário de Comunicação Fábio Wajngarten está irrigando os cofres de grupos de mídia alinhados – Record, SBT, CNN, Rede TV! Mas nem eles têm vida fácil: a Record, braço midiático da Igreja Universal do bispo Edir Macedo, pediu para a justiça suspender os pagamentos que deve em acordos trabalhistas.
Jornais, tevês, sites e jornalismo têm problemas? Claro! Mesmo as publicações das empresas sérias têm erros. Às vezes, avaliamos mal os caminhos a seguir – o exemplo da cobertura estilo fã-clube da Lava Jato é emblemático. 
Mas o mundo seria melhor sem jornalismo? Onde estaríamos acompanhando diariamente informações sobre a crise do coronavírus, o avanço da pandemia, as medidas necessárias para contê-la? Ainda: a crise de 1929 foi seguida pela ascensão do nazi-fascismo. E agora, como será o mundo pós-crise do coronavírus? É melhor vê-lo e tentar entendê-lo pelo filtro do jornalismo corajoso ou pelo discurso oficial?
O coronavírus pode causar um massacre também na imprensa. Mais um massacre que Bolsonaro quer comemorar.
Rafael Moro Martins
Editor Contribuinte Sênior
 

Créditos The Intercept recebido via newsletter