| A BELIGERÂNCIA DE EVO MORALES NA DERROTA EM HAIA PARA O CHILE! (O Globo, 13) Único caminho que resta ao presidente boliviano é cumprir sentença da Corte Evo Morales, presidente da Bolívia, parece ter perdido o rumo depois de ser derrotado pelo Chile na Corte Internacional de Justiça. No início do mês, em sentença definitiva, a Corte de Haia negou a reivindicação do governo da Bolívia para obrigar o Chile a negociar uma “saída soberana” ao Oceano Pacífico. Inconformado, Morales passou a atacar o tribunal, considerando-o “parcial” e “contraditório”. Até aí, é esperneio de perdedor. O problema é que o presidente da Bolívia foi muito além. Passou a qualificar o Chile, publicamente, como “invasor”. O tom de beligerância é absolutamente impróprio, absurdo, porque é característico daquilo que causa ou está numa guerra. “Não é possível que a Corte beneficie os invasores”, disse, referindo-se a uma tomada de território “para saquear seus recursos naturais”. Morales é um ex-líder sindical dos plantadores de coca festejado por forças políticas da esquerda sulamericana desde o seu alinhamento político e financeiro à Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na década passada. Folclórico, é capaz de discursar sobre a natureza dos terremotos como “consequência de políticas neoliberais” . Está no terceiro mandato e em plena campanha pelo quarto período consecutivo no poder, na eleição do ano que vem. Transformou a saída para o mar em bandeira políticoeleitoral, evocando a disputa de mais de um século com o Chile. No final do século XIX, a Bolívia tinha uma fronteira oriental que se estendia ao Pacífico, com 400 quilômetros de costa. Entre 1879 e 1884, os bolivianos, unidos aos peruanos, guerrearam contra os chilenos. A derrota militar custou à Bolívia a perda do acesso ao mar, selada em 1904 num acordo que redefiniu a fronteira boliviano-chilena. A Bolívia pediu a intervenção da Corte de Haia, em 2013. Argumentou que o Chile teria violado “a obrigação de negociar” um acordo sobre a “saída soberana” para o Pacífico. O Chile retrucou com a “legitimidade e vigência” do acordo de 1904, não admitindo qualquer compromisso de cessão territorial. Ressaltou que, se a tese boliviana fosse acolhida, nenhum tratado internacional estaria assegurado. A sentença do tribunal internacional a favor do Chile deixou Morales sem o seu principal trunfo para a quarta eleição consecutiva. Ele tem todo o direito de espernear pela causa perdida. Porém, sob nenhuma circunstância, deve-se aceitar que, numa alucinação de candidato, o presidente da Bolívia acene com beligerância ao país vizinho. Cumprir a sentença de Haia é o único caminho que lhe resta. |
MercoPress - 20/05/2026
Good morning! Welcome to the 05/20/2026 edition . Top News: Chile: Security and Spokesperson ministers fall in first cabinet reshuffle of Kast's government Chilean President José Antonio Kast on Tuesday carried out the first cabinet reshuffle of his administration and removed from their posts the Security Minister, Trinidad Steinert, and the Government Spokesperson, Mara Sedini, in a reorganization that amounts to the fastest ministerial adjustment in Chile since the return to democracy in 1990. The decision comes just over two months after the inauguration of the far-right president, against a backdrop of falling presidential approval to around 40% and an increase in public disapproval to 60%. Read on » The European Union unblocks tariff deal with United States after ten months of negotiation Negotiators from the European Parliament, the Council of the European Union, and the European Commission reached a provisional agreement in the early hours of Wednesday on the final text of...
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