INTERNACIONAL --- Ao vivo: Russos atacam cidades ao sul da Ucrânia; Kremlin diz que está pronto para nova negociação

 

Ao vivo: Russos atacam cidades ao sul da Ucrânia; Kremlin diz que está pronto para nova negociação

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Da CNN

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A Rússia prossegue com os ataques contra a Ucrânia nesta quarta-feira (2) – assista ao vivo acima a cobertura especial da CNN. O Ministério da Defesa russo anunciou que as forças armadas tomaram a cidade de Kherson – autoridades ucranianas, no entanto, rebateram e afirmaram que ainda estão no controle da região, que fica ao sul.

Também nesta quarta-feira (2), o Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia, mas que não sabe se as autoridades ucranianas aparecerão. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na terça-feira que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.

Ainda nesta quarta, o departamento de polícia regional de Kharkiv e a Universidade Nacional de Kharkiv foram alvo de um ataque militar, de acordo com o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia e imagens geolocalizadas pela CNN. O conselho da cidade de Mariupol também disse que a cidade ao sul estava sob controle ucraniano, mas travada em batalhas com tropas russas.

Na terça-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou o fechamento do espaço aéreo americano para a Rússia – isolando ainda mais o país de Vladimir Putin.

Destaques das últimas 24 horas

Rússia se diz pronta para segunda rodada de negociações com Ucrânia

Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia nesta quarta-feira (2), mas não está claro se as autoridades ucranianas aparecerão.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que havia informações contraditórias sobre as negociações. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na terça-feira (1º) que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov / 18/02/2022 Sputnik/Sergey Guneev/Kremlin via Reuters

Biden fecha espaço aéreo americano e diz que Putin está isolado

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, na terça-feira (1º), em seu primeiro discurso de Estado da União, o fechamento do espaço aéreo do país para a Rússia. “Esta noite estou anunciando que nos juntaremos aos nossos aliados para fechar o espaço aéreo americano para todos os voos russos – isolando ainda mais a Rússia – e adicionando um aperto adicional – em sua economia. O rublo perdeu 30% de seu valor”, afirmou Biden.

Segundo Biden, as forças dos EUA não estão indo à Europa para lutar na guerra da Ucrânia, mas sim defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso o presidente russo, Vladimir Putin, decida avançar para o Oeste.

“Acabar com nossa história”

Em novo vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (2), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”. “O Kremlin não vai tomar nosso país com bombas e ataque aéreos”, declarou Zelesnky.

O líder ucraniano voltou a repetir que a resposta do Ocidente não é suficiente, pedindo mais apoio internacional, incluindo suporte à tentativa da Ucrânia de ingressar na União Europeia. “Não é hora de ser neutro”, declarou ele.

Na terça-feira (1º), em entrevista exclusiva à CNN, Zelesnky disse que “todo mundo tem que parar de lutar e voltar ao ponto de onde começou cinco, seis dias atrás”.

Aposta de US$ 1 trilhão para acabar com economia russa

O Ocidente respondeu à invasão russa à Ucrânia com uma série de sanções. A mais recente delas tem o intuito de desencadear uma crise bancária, sobrecarregar as defesas financeiras de Moscou e levar a economia russa a uma profunda recessão.

Nunca na história uma economia com a importância mundial da Rússia foi alvo de sanções desse nível, segundo analistas que afirmam haver agora um alto risco de a Rússia enfrentar uma crise financeira que leve seus maiores bancos à beira do colapso.

A coalizão está tentando impedir o Banco Central da Rússia de vender dólares e outras moedas estrangeiras para defender o rublo e sua economia. No total, quase US$ 1 trilhão em ativos russos foram congelados por sanções.

Vendedor conta notas de rublos em mercado de Omsk, Rússia / Alexey Malgavko/Reuters

Tribunal de Haia realizará audiências sobre acusações de genocídio na Ucrânia

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, realizará audiências públicas a partir da próxima segunda-feira (7) sobre as acusações de genocídio na Ucrânia.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (1º), o CIJ disse que audiências públicas serão realizadas na segunda e na terça-feira (8) sobre “o caso sobre alegações de genocídio sob a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (Ucrânia versus Federação Russa)”.

Em seu pedido de instauração de processos contra a Rússia, a Ucrânia disse que o país presidido por Vladimir Putin “alegou falsamente que ocorreram atos de genocídio” nas regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, acrescentando que a Rússia posteriormente declarou e implementou uma “operação militar especial” contra a Ucrânia, de acordo com o comunicado.

Fotos – Guerra da Rússia contra a Ucrânia

Parlamento Europeu recomenda dar à Ucrânia status de candidato à União Europeia

O Parlamento Europeu adotou uma resolução na terça-feira pedindo às instituições da União Europeia “que trabalhem para conceder” à Ucrânia o status de país candidato à adesão ao bloco, disse em comunicado.

A resolução, que também exige que a União Europeia imponha “sanções mais duras” à Rússia, foi votada a favor por 637 membros do Parlamento Europeu (MPE).

Ela também condenou “nos termos mais fortes possíveis a invasão ilegal da Ucrânia pela Rússia e exige que o Kremlin encerre todas as atividades militares no país”.

Os membros do Parlamento enfatizaram que as sanções financeiras do bloco contra a Rússia devem ir mais longe, afirmando que “todos os bancos russos devem ser bloqueados do sistema financeiro europeu e a Rússia deve ser banida do sistema Swift”.

Soldados ucranianos hasteiam bandeira nacional / Serhii Hudak/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images

“Devemos ajudar a Ucrânia a se defender do seu agressor”, diz ministra da Alemanha

Annalena Baerbock, ministra de Relações Exteriores da Alemanha, em reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que “devemos ajudar a Ucrânia a se defender do seu agressor”. Desde quinta-feira (24), a Rússia invade o território ucraniano usando forças aéreas e terrestres.

Ela declara que o que está “em jogo é vida ou a morte do povo ucraniano, a segurança da Europa e a carta da ONU”. Annalena diz que a guerra russa marca uma nova realidade mundial e pede para que todos os embaixadores tomem decisões responsáveis.

“A Alemanha está ciente da sua responsabilidade histórica, e é por isso que buscaremos sempre  soluções pacíficas. Quando enfrentamos um ataque, devemos agir de forma responsável”, afirma. “Devemos estar disposto a questionar nossas atitudes passadas”.

Brasil negocia moderação em nova resolução do Conselho de Segurança

O Brasil negocia com outros países que integram o Conselho de Segurança da ONU uma moderação dos termos do projeto de resolução apresentado pela França e pelo México sobre ajuda humanitária à Ucrânia, segundo fontes do governo.

A avaliação inicial é que da forma como está colocado o projeto há grande chance de a Rússia novamente vetá-lo, tornando ineficaz o esforço do colegiado. A ideia brasileira é que pelo menos se consiga uma abstenção da Rússia.

Para tanto, seria preciso alterar alguns dos trechos que, na percepção de negociadores brasileiros, acabam por agredir os russos, eliminando qualquer possibilidade de a proposta ser aprovada.

Precisamos de posição mais forte do Brasil, diz representante da Ucrânia em Brasília

O encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia em Brasília, Anatoliy Tkach, afirmou nesta terça-feira que precisam de uma posição mais forte do Brasil sobre a guerra. “Nós gostaríamos de posição mais forte do Brasil, posição de apoio, de condenação da Rússia”.

Anatoliy Tkach disse ainda que não entende como seria uma posição de imparcialidade de um país sobre uma guerra, ao ser questionado sobre a fala do ministro de Relações Exteriores, Carlos França.

“Eu não sei o que é imparcialidade, nós agora sabemos quem é o agressor, não está escondendo. Por isso, a imparcialidade é a respeito do agressor, não sei. Não entendo como imparcialidade pode se aplicar nessa situação”.

Na ONU, Cuba e Venezuela culpam Otan por guerra na Ucrânia

Na contramão da maioria dos países, os discursos dos embaixadores de Cuba e da Venezuela neste segundo dia de sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) foram marcados por críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e aos Estados Unidos.

O embaixador cubano na ONU, Pedro Luis Pedroso Cuesta, condenou as sanções impostas contra a Rússia e acusou a Otan de agir com “hipocrisia” na condução da guerra com a Ucrânia.

“Cuba rejeita essa hipocrisia e esse duplo padrão na postura da Otan. Em 1999, houve uma agressão à Iugoslávia e os países da Europa não evitaram a grande perda de vidas por razões geopolíticas. Os Estados Unidos usaram a força em várias ocasiões em países soberanos para alterar regimes, interferindo na política interna de outros países”, disse o embaixador cubano.

Trinta dos 31 jogadores brasileiros da primeira divisão saíram da Ucrânia

Quase uma semana após o início do ataque russo à Ucrânia, 30 dos 31 jogadores brasileiros que atuam na primeira divisão do futebol ucraniano já conseguiram sair do país. Esse número leva em conta o brasileiro naturalizado ucraniano Junior Moraes, do Shakhtar Donetsk.

Dos 16 clubes que disputam o campeonato ucraniano, 11 contam com brasileiros: Shakhtar Donetsk, Dínamo de Kiev, Dnipro, Rukh Vynnyky, Kolos Kovalivka, Vorskla, Chornomorets, Metalist 1925, Inhulets Petrove, Zorya Lugansk e PFK Lviv.

Ministros das Finanças do G7 esperam acordo por mais medidas para isolar Rússia

O Grupo dos Sete espera um acordo nos próximos dias sobre possíveis sanções adicionais para isolar a Rússia por sua invasão à Ucrânia, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, após conversas nesta terça-feira (1).

“Queremos isolar a Rússia política, financeira e economicamente”, disse Christian Lindner a repórteres após uma reunião virtual com as autoridades financeiras do G7, presidida pela Alemanha.

“Tivemos uma conversa sobre a implementação das atuais sanções e também trocamos propostas sobre quais medidas adicionais podem ser tomadas”, disse Lindner, acrescentando: “Nos próximos dias, haverá um acordo sobre isso”.

Google remove mídia estatal russa de recursos de notícias

Google, da Alphabet Inc, confirmou nesta terça-feira que removeu editoras russas financiadas pelo Estado, como a RT, de seus recursos relacionados a notícias, incluindo a ferramenta de busca Google News, após a invasão russa de Ucrânia e várias sanções contra a Rússia.

Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, disse na terça-feira em um post no blog que “nesta crise extraordinária, estamos tomando medidas extraordinárias para impedir a disseminação de desinformação e interromper campanhas de desinformação online”.

Já a Apple disse nesta terça-feira (1º) que interrompeu todas as vendas de produtos na Rússia em resposta à invasão russa da Ucrânia.

“Estamos profundamente preocupados com a invasão russa da Ucrânia e estamos com todas as pessoas que estão sofrendo como resultado da violência”, disse a Apple em comunicado.

Na ONU, Hungria condena invasão da Ucrânia e diz que receberá refugiados

Em reunião emergencial da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece desde segunda-feira (28), Zsuzsanna Horváth, embaixadora da Hungria – país vizinho da Ucrânia, região invadida pela Rússia desde quinta-feira (24) – afirmou que condena a invasão russa ao território ucraniano e diz que receberá refugiados.

“Em resposta a crise humanitária, a Hungria está pronta para receber refugiados”. Zsuzsanna disse que muitos países pediram “nossa ajuda” e, com isso, estão criando um corredor humanitário para a entrada daqueles que estão fugindo da Ucrânia e não têm vistos.

A embaixadora informou que pretendem colocar os refugiados em aeroportos mais próximos para realizarem viagens a outros países.

Ataques aéreos em Kiev atingiram memorial do Holocausto, diz autoridade ucraniana

Ataques aéreos que atingiram Kiev nesta terça-feira (1º) atingiram o Memorial do Holocausto Babyn Yar em Kiev, de acordo com o chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak.

O memorial está localizado perto da Torre de TV de Kiev, que também foi danificada na terça-feira.

O jornalista Matthew Chance, da CNN, estava entrevistando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando Yermak avisou Zelensky que o memorial do Holocausto foi atingido. A troca entre Yermak e Zelensky foi registrada por uma câmera da CNN.

Rússia tenta impedir fuga de empresas ocidentais

O presidente russo, Vladimir Putin, está tentando conter o fluxo de empresas ocidentais fugindo do país após sua decisão de travar guerra contra a Ucrânia.

Os controles de capital projetados para impedir o êxodo foram anunciados pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, segundo informaram as agências de notícias estatais TASS e RIA na terça-feira.

As empresas ocidentais estavam tomando decisões por causa da “pressão política”, ele contou, e seriam impedidas de vender ativos russos até que a pressão diminua.

“Para ajudar as empresas a tomar decisões embasadas, um projeto de decreto presidencial foi preparado com restrições temporárias à saída de ativos russos”, afirmou Mishustin. “Esperamos que aqueles que investiram em nosso país possam continuar trabalhando aqui”.

China lamenta mortes na Ucrânia e não reconhece invasão russa

China disse que “lamenta” as baixas na Ucrânia e chamou a situação atual de “indesejável”, continuando a se recusar a reconhecer a ação militar da Rússia como “uma invasão”.

“A segurança das vidas e propriedades dos civis deve ser efetivamente garantida e, em particular, as crises humanitárias em larga escala devem ser evitadas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, em uma coletiva nesta terça-feira.

“A situação atual é indesejável para nós”, disse Wang, acrescentando que é “imperativo” que todas as partes exerçam a “restrição necessária” para evitar uma exacerbação da situação na Ucrânia.

No entanto, a China continuou a evitar perguntas sobre chamar a atividade da Rússia na Ucrânia de “invasão”, reiterando que o conflito tem uma “história e realidade complicadas” e que apoia “todos os esforços diplomáticos” para resolver o conflito.

Visa e Mastercard bloqueiam instituições financeiras russas após sanções

As empresas de cartões de pagamento dos EUA Visa e Mastercard bloquearam várias instituições financeiras russas de sua rede, cumprindo as sanções do governo impostas pela invasão da Ucrânia por Moscou.

A Visa disse na segunda-feira (28) que está tomando medidas imediatas para garantir o cumprimento das sanções aplicáveis, acrescentando que doará US$ 2 milhões para ajuda humanitária. A Mastercard também prometeu contribuir com US$ 2 milhões.

“Continuaremos a trabalhar com os reguladores nos próximos dias para cumprir totalmente nossas obrigações de conformidade à medida que evoluem”, disse a Mastercard em comunicado separado na segunda-feira.

Cannes decide banir Rússia da edição do festival em 2022 por guerra na Ucrânia

O festival de cinema de Cannes afirmou em um comunicado nesta terça-feira (1º) que banirá delegações oficiais da Rússia de seu festival em 2022, a menos que o conflito na Ucrânia termine.

O comunicado acrescentou que o festival admitiria delegações russas apenas se o conflito na Ucrânia terminar de uma maneira aceitável para o povo ucraniano.

Os organizadores do festival, no entanto, saudaram a coragem do povo na Rússia que se arriscou em protestos contra a agressão e a invasão contra a Ucrânia.

Estudantes estrangeiros que fogem da Ucrânia enfrentam racismo e segregação

À medida que a invasão russa da Ucrânia continua, estudantes estrangeiros que tentam deixar o país dizem que estão sofrendo racismo por parte das forças de segurança ucranianas e funcionários da fronteira.

Uma estudante de medicina africana disse à CNN que ela e outros estrangeiros foram obrigados a descer do ônibus de transporte público em um posto de controle entre a fronteira da Ucrânia e da Polônia.

Eles foram orientados a ficar de lado enquanto o ônibus partia com apenas cidadãos ucranianos a bordo, afirma ela.

Rússia cobra retirada de armas nucleares dos EUA na Europa

Durante um discurso gravado exibido na Conferência sobre Desarmamento em Genebra, na Suíça, o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, cobrou nesta terça que os Estados Unidos retirem suas armas nucleares de países da Europa.

“É inaceitável para a Rússia que alguns países europeus sediem as armas nucleares americanas”, afirmou Lavrov. Ele também disse que o país está pronto para trabalhar com os EUA em uma “estabilidade estratégica”. O chanceler também destacou que a Ucrânia ainda possui tecnologia nuclear soviética, e que os russos “não podem falhar em responder a esse perigo”.

Lavrov deveria comparecer à sessão pessoalmente, mas a visita foi cancelada, após países europeus anunciarem o fechamento do espaço aéreo para os russos.

ONU registra 677 mil refugiados

A agência de Direitos Humanos das Nações Unidas informou nesta terça-feira (1º) que o conflito já matou pelo menos 136 civis, incluindo 13 crianças, além de ter deixado cerca de 400 feridos. Segundo a entidade no entanto, o número real de vítimas é provavelmente muito maior.

Ao mesmo tempo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) divulgou que cerca de 677 mil cidadãos ucranianos estão refugiados em países vizinhos em razão dos ataques.

De acordo com Filippo Grandi, dirigente da ACNUR, 150 mil pessoas deixaram o país somente nas últimas 24 horas.

Fotos – Refugiados deixam a Ucrânia por causa da guerra

Mães e crianças se abrigam em porão de hospital em Kiev

No porão do Hospital Infantil Ohmatdyt, em Kiev, na Ucrânia, mães e bebês buscam conforto em camas improvisadas e cobertores dispostos em ambos os lados de um corredor de concreto.

Crianças mais velhas que estão muito debilitadas para ir para casa ou fugir da capital com suas famílias após a invasão da Ucrânia pela Rússia também estão se adaptando à vida sitiada, ficando longe de janelas e deitadas em corredores enquanto recebem tratamento intravenoso.

Ocidente e China condenam Rússia, isolada na ONU

Países do Ocidente e a China condenaram a invasão da Ucrânia pela Rússia em discursos realizados nesta segunda-feira (28) durante uma reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada pelo Conselho de Segurança da entidade no domingo (27).

Entre os países-membros, o embaixador da Ucrânia junto à ONU, Sergiy Kyslytsya, foi o primeiro escalado a falar. Ele condenou as ações do governo de Vladimir Putin e, durante sua fala, afirmou que as próprias Nações Unidas estão sob ameaça, caso a Ucrânia não resista ao enfrentamento militar.

“Se a Ucrânia não sobreviver, a paz tampouco sobreviverá. Se a Ucrânia não sobreviver, a ONU não sobreviverá. Não se iludam: se a Ucrânia não sobreviver, não será uma surpresa se a democracia ruir em seguida”, declarou o embaixador ucraniano. “A única parte culpada aqui é a Federação Russa”.

Em seu discurso, o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, sugeriu que o começo dos conflitos entre seu país e a Ucrânia estaria no não cumprimento de acordos previamente estabelecidos.

“A raiz das ações atuais está há muitos anos na sabotagem e na desobediência das obrigações”, afirmou. Nebenzya complementou considerando que “recentemente, houve em Kiev um acordo para reconsiderar e para que eles cumprissem aquilo que eles assinaram em 2015”.

Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?

A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:

  • ORÇAMENTO MILITAR DE 2021

Ucrânia: U$ 4,1 bilhões

Rússia: US$ 45,3 bilhões

  • TROPAS ATIVAS

Ucrânia: 219 mil soldados

Rússia: 840 mil soldados

  • AERONAVES DE COMBATE

Ucrânia: 170

Rússia: 1.212

  • HELICÓPTEROS DE ATAQUE

Ucrânia: 170

Rússia: 997

  • TANQUES DE GUERRA

Ucrânia: 1.302

Rússia: 3.601

  • ARMAMENTO ANTIAÉREO

Ucrânia: 2.555

Rússia: 5.613

Resumo para entender o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.

O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS

Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

*Com informações da CNN Internacional e da Agência Reuters, além de Giulia Alecrim, Vinícius Bernardes, Léo Lopes, Giovanna Galvani, Tiago Tortella, Renata Souza, Vinícius Tadeu, Henrique Melo, André Rigue e Fábio Munhoz, da CNN Brasil 



Créditos CNN

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