INTERNACIONAL --- Ao vivo: Russos atacam cidades ao sul da Ucrânia; Kremlin diz que está pronto para nova negociação
Ao vivo: Russos atacam cidades ao sul da Ucrânia; Kremlin diz que está pronto para nova negociação
Siga as principais informações da guerra na Ucrânia
A Rússia prossegue com os ataques contra a Ucrânia nesta quarta-feira (2) – assista ao vivo acima a cobertura especial da CNN. O Ministério da Defesa russo anunciou que as forças armadas tomaram a cidade de Kherson – autoridades ucranianas, no entanto, rebateram e afirmaram que ainda estão no controle da região, que fica ao sul.
Também nesta quarta-feira (2), o Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia, mas que não sabe se as autoridades ucranianas aparecerão. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na terça-feira que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.
Ainda nesta quarta, o departamento de polícia regional de Kharkiv e a Universidade Nacional de Kharkiv foram alvo de um ataque militar, de acordo com o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia e imagens geolocalizadas pela CNN. O conselho da cidade de Mariupol também disse que a cidade ao sul estava sob controle ucraniano, mas travada em batalhas com tropas russas.
Na terça-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou o fechamento do espaço aéreo americano para a Rússia – isolando ainda mais o país de Vladimir Putin.
Destaques das últimas 24 horas
- Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (2), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”
- Kremlin diz que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia nesta quarta
- O departamento de polícia regional de Kharkiv e a Universidade Nacional de Kharkiv foram alvo de um ataque militar nesta quarta
- O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as forças armadas do país tomaram a cidade de Kherson, no sul da Ucrânia – autoridades ucranianas negam
- Na terça-feira (1º), Biden anunciou o fechamento do espaço aéreo americano para a Rússia e disse que Vladimir Putin está ainda mais isolado
Rússia se diz pronta para segunda rodada de negociações com Ucrânia
O Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia nesta quarta-feira (2), mas não está claro se as autoridades ucranianas aparecerão.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que havia informações contraditórias sobre as negociações. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na terça-feira (1º) que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.

Biden fecha espaço aéreo americano e diz que Putin está isolado
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, na terça-feira (1º), em seu primeiro discurso de Estado da União, o fechamento do espaço aéreo do país para a Rússia. “Esta noite estou anunciando que nos juntaremos aos nossos aliados para fechar o espaço aéreo americano para todos os voos russos – isolando ainda mais a Rússia – e adicionando um aperto adicional – em sua economia. O rublo perdeu 30% de seu valor”, afirmou Biden.
Segundo Biden, as forças dos EUA não estão indo à Europa para lutar na guerra da Ucrânia, mas sim defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso o presidente russo, Vladimir Putin, decida avançar para o Oeste.
“Acabar com nossa história”
Em novo vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (2), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”. “O Kremlin não vai tomar nosso país com bombas e ataque aéreos”, declarou Zelesnky.
O líder ucraniano voltou a repetir que a resposta do Ocidente não é suficiente, pedindo mais apoio internacional, incluindo suporte à tentativa da Ucrânia de ingressar na União Europeia. “Não é hora de ser neutro”, declarou ele.
Na terça-feira (1º), em entrevista exclusiva à CNN, Zelesnky disse que “todo mundo tem que parar de lutar e voltar ao ponto de onde começou cinco, seis dias atrás”.
Aposta de US$ 1 trilhão para acabar com economia russa
O Ocidente respondeu à invasão russa à Ucrânia com uma série de sanções. A mais recente delas tem o intuito de desencadear uma crise bancária, sobrecarregar as defesas financeiras de Moscou e levar a economia russa a uma profunda recessão.
Nunca na história uma economia com a importância mundial da Rússia foi alvo de sanções desse nível, segundo analistas que afirmam haver agora um alto risco de a Rússia enfrentar uma crise financeira que leve seus maiores bancos à beira do colapso.
A coalizão está tentando impedir o Banco Central da Rússia de vender dólares e outras moedas estrangeiras para defender o rublo e sua economia. No total, quase US$ 1 trilhão em ativos russos foram congelados por sanções.

Tribunal de Haia realizará audiências sobre acusações de genocídio na Ucrânia
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, realizará audiências públicas a partir da próxima segunda-feira (7) sobre as acusações de genocídio na Ucrânia.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (1º), o CIJ disse que audiências públicas serão realizadas na segunda e na terça-feira (8) sobre “o caso sobre alegações de genocídio sob a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (Ucrânia versus Federação Russa)”.
Em seu pedido de instauração de processos contra a Rússia, a Ucrânia disse que o país presidido por Vladimir Putin “alegou falsamente que ocorreram atos de genocídio” nas regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, acrescentando que a Rússia posteriormente declarou e implementou uma “operação militar especial” contra a Ucrânia, de acordo com o comunicado.
Fotos – Guerra da Rússia contra a Ucrânia
1 de 76Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
2 de 76Diversas explosões foram registradas na Ucrânia após invasão de tropas russas na madrugada de quinta-feira (24)
Crédito: Ministério do Interior da Ucrânia
3 de 76Fumaça sai da região que abriga o Ministério da Defesa da Ucrânia em Kiev
Crédito: Reuters
4 de 76Engarrafamento registrado em Kiev, capital da Ucrânia
Crédito: Reprodução/Reuters
5 de 76Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convoca cidadãos para luta armada e pede doações de sangue nesta quinta-feira (24)
Crédito: CNN / Reprodução
6 de 76Moradores de Kiev deixam a cidade após ataques de mísseis das forças armadas russas e de Belarus, em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia
Crédito: Getty Images
7 de 76Tanques em Mariupol após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão da Ucrânia
Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria
8 de 76Tanques entram em Mariupol após presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar invasão da Ucrânia
Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria
9 de 76Longa fila de carros em Kiev, tentando sair da Ucrânia, na manhã desta quinta (24)
Crédito: Reuters
10 de 76Espaço aéreo na Ucrânia foi completamente fechado após invasão de tropas russas no país
Crédito: CNN / Reprodução
11 de 76Pesssoas esperam trens em estação enquanto tentam deixar Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, após a Rússia iniciar um ataque em larga escala ao país
Crédito: Getty Images
12 de 76Estrutura danificada por um míssil em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia. Explosão ocorreu devido a um ataque em larga escala realizada pela Rússia
Crédito: Chris McGrath/Getty Images
13 de 76Civis de Donetsk e Luhansk, regiões com predominância de separatistas russos, em Donbass, estão se instalando em campos em Rostov, na Rússia, após a evacuação da região em 21 de fevereiro de 2022
Crédito: Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
14 de 76Pessoas esperam ônibus em rodoviária em tentativa de deixar Kiev, a capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. A Rússia iniciou um ataque à Ucrânia, e expolosões vêm sendo relatadas em diversas regiões do país
Crédito: Pierre Crom/Getty Images
15 de 76Caminhões do exército russo passam por um posto policial em Armyansk, no norte da Crimeia, em 24 de fevereiro de 2022, após operação militar na Ucrânia
Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images
16 de 76Veículos militares deixam a cidade de Armyansk, no norte da Crimeia, após ataque russo na Ucrânia
Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images
17 de 76Tanque militar ucraniano próximo da escadaria Potenkin, no centro de Odessa, na Ucrânia, após operação militar russa em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images
18 de 76Veículos militares após operação militar da Rússia, em Kramatorsk, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, no que foi classificado como maior ataque militar entre países da Europa desde a Segunda Guerra Mundial
Crédito: Aytac Unal/Anadolu Agency via Getty Images
19 de 76O bispo da Eparquia Católica Ucraniana da Sagrada Família de Londres junta-se a protesto realizado por ucranianos contra a invasão russa em Downing Street, no centro de Londres, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Yui Mok/PA Images via Getty Images
20 de 76Protesto em Berlim na Alemanha em apoio aos ucranianos e pedindo o fim da operação militar russa no país, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via Getty Images
21 de 76Pessoas fazem filas para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos com medo dos ataques russos em Odessa, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images
22 de 76Mulher chora após entrar na Polônica, na fronteira entre o país e a Ucrânia, após bombardeio russo. Espera-se que o conflito crie uma onda de refugiados ucranianos que buscarão asilo na Polônia
Crédito: Dominika Zarzycka/NurPhoto via Getty Images
23 de 76Primeiros imigrantes ucranianos começam a entrar na Polônia, após ataque russo no país
Crédito: NurPhoto via Getty Images
24 de 76Foguetes militares cruzam o céu durante entrada de repórter da CNN na Rússia
Crédito: CNN
25 de 76Pessoas formam filas nos supermercados em Kiev, Ucrânia, com medo do desabastecimento devido aos ataques russos no país, que já mataram mais de 40 soldados ucranianos
Crédito: Future Publishing via Getty Images
26 de 76Carros fazem fila em um posto de gasolina em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Future Publishing via Getty Images
27 de 76Metrô de Kharkiv virou abrigo improvisado, como flagrou equipe de CNN
Crédito: CNN
28 de 76Um foguete foi registrado dentro de um apartamento após bombardeio de tropas russas em Piatykhatky, Kharkiv, nordeste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Future Publishing via Getty ImagVyacheslav Madiyevskyy/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images
29 de 76Bombeiros ucranianos chegam para resgatar cidadãos após ataque aéreo atingir um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
30 de 76Um apartamento danificiado após um ataque aéreo russo em um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
31 de 76Militares jogam itens em um incêndio do lado de fora de um prédio de inteligência em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Chris McGrath/Getty Images
32 de 76Avião militar dos EUA decola de base aérea em Ramstein, no estado alemão de Renânia-Palatinado, em 24 de fevereiro de 2022. Otan está fortalecendo suas tropas orientais.
Crédito: dpa/picture alliance via Getty Images
33 de 76Fumaça escura sobe de um aeroporto militar, em Chuguyev, perto de Kiev, segunda maior cidade da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito:
34 de 76Posto de controle na região de Kiev danificado por disparos de artilharia
Crédito: 24/02/2022 Serviço de Imprensa do Serviço de Guarda Ucraniano/Divulgação via REUTERS
35 de 76Bombeiros tentam apagar incêndio em prédio residencial na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022
Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
36 de 76Manifestantes protestam em Berlim contra invsão da Ucrânia pela Rússia
Crédito: 24/02/2022REUTERS/Christian Mang
37 de 76Helicópteros militares russos durante voo-teste na região de Rostov
Crédito: 19/01/2022REUTERS/Sergey Pivovarov
38 de 76Bombeiros chegam para apagar fogo em edifício de apartamentos em Chuhuiv no leste da Ucrânia
Crédito: Justin Yau/Sipa USA via Reuters - 24.fev.22
39 de 76Equipes de resgate no local de queda de avião das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev
Crédito: 24/02/2022Serviço de Imprensa do Serviço de Emergências da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
40 de 76Centenas de moradores de um prédio residencial danificado por um míssil se reúnem em um abrigo antibomba no porão de uma escola em Kiev, em 25 de fevereiro de 2022.
Crédito: Getty Images
41 de 76Uma criança brinca no parquinho enquanto civis são vistos do lado de fora de um prédio residencial da região de Kiev, atingido durante intervenção militar russa, em 25 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
42 de 76Guardas de fronteira ucranianos que serviam no ponto de passagem de Chongar e entregaram suas armas, em 25 de fevereiro de 2022.
Crédito: FSB/TASS via Getty Images
43 de 76Um homem olha pela janela de um apartamento danificado em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev.
Crédito: Getty Images
44 de 76Um homem caminha com seu cachorro na frente de um bloco residencial danificado por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev.
Crédito: Getty Images
45 de 76Um quarto queimado e danificado de um apartamento é visto em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal em 25 de fevereiro de 2022 em Kiev.
Crédito: Getty Images
46 de 76Ucraniano recolhe seus pertences após o quarto ser danificado por um míssil, em Kiev, 25 de fevereiro de 2022.
Crédito: Getty Images
47 de 76Um edifício residencial é danificado por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
48 de 76Um veículo blindado circula no bairro de Zhuliany, em Kiev, durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
49 de 76Bombeiros trabalham em um prédio residencial atingido por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
50 de 76Uma visão do edifício danificado em Kiev, que foi atingido por um recente bombardeio durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
51 de 76Cidadãos ucranianos chegam à Romênia cruzando a fronteira de Siret, em 26 de fevereiro de 2022, depois que a Rússia lançou uma operação militar na Ucrânia.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
52 de 76Militares ucranianos chegam da ilha de Zmeiny, em 26 de fevereiro de 2022, após se renderem voluntariamente às tropas russas. Com certos procedimentos legais concluídos, eles serão enviados de volta para suas famílias na Ucrânia.
Crédito: Russian Defence Ministry/TASS
53 de 76O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursa uma mensagem em vídeo ao povo da Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Presidência da Ucrânia
54 de 76Um edifício residencial é danificado por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
55 de 76Um soldado ucraniano é visto atrás de pneus no bairro de Zhuliany, em Kiev, durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
56 de 76Bombeiros trabalham em um prédio residencial atingido por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
57 de 76Moradores do Dnipro se reúnem no Rocket Park para preparar coquetéis molotov no 4º dia desde o início dos ataques russos em larga escala no país, em Dnipro, Ucrânia, em 27 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
58 de 76Pessoas são fotografadas no posto de controle Uzhhorod-Vysne Nemecke na fronteira Ucrânia-Eslováquia, região de Zakarpattia, oeste da Ucrânia.
Crédito: Future Publishing via Getty Imag
59 de 76Pessoas são fotografadas no posto de controle Uzhhorod-Vysne Nemecke na fronteira Ucrânia-Eslováquia, região de Zakarpattia, oeste da Ucrânia.
Crédito: Future Publishing via Getty Imag
60 de 76As forças russas e os separatistas pró-russos assumem o controle da vila de Nikolaevka, região de Donetsk, Ucrânia em 27 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
61 de 76As forças russas e os separatistas pró-russos assumem o controle da vila de Nikolaevka, região de Donetsk, Ucrânia em 27 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
62 de 76As forças de segurança ucranianas nas ruas aumentam as medidas em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
63 de 76Reunião entre Rússia e Ucrânia por cessar-fogo é encerrada sem acordo
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
64 de 76Conversas entre Ucrânia e Rússia em Belarus
Crédito: Alexander Kryazhev/POOL/TASS via
65 de 76O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky faz um discurso em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
66 de 76Uma mulher passa por um prédio danificado em uma rua após o toque de recolher ser temporariamente suspenso em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
67 de 76Pessoas fazem longas filas nos supermercados após o toque de recolher ser temporariamente suspenso em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
68 de 76Membros das forças ucranianas inspecionam motoristas de carros procurando algo suspeito. As forças de segurança ucranianas aumentam as medidas em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
69 de 76Os militares ucranianos retiram a ajuda coletada da população para trazê-la à frente no 5º dia desde o início dos ataques russos em grande escala no país, em Dnipro, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
70 de 76Grupos de pessoas com seus pertences dormindo em cadeiras e no chão da estação de Przemysl, seis dias após o início dos ataques da Rússia à Ucrânia, em 1º de março de 2022, em Przemysl, Polônia. A estação de Przemysl tornou-se um refúgio seguro para milhares de pessoas fugindo da guerra que a Rússia lançou contra a Ucrânia.
Crédito: Europa Press via Getty Images
71 de 76Grupos de pessoas com seus pertences dormindo em cadeiras e no chão da estação de Przemysl, seis dias após o início dos ataques da Rússia à Ucrânia, em 1º de março de 2022, em Przemysl, Polônia. A estação de Przemysl tornou-se um refúgio seguro para milhares de pessoas fugindo da guerra que a Rússia lançou contra a Ucrânia.
Crédito: Europa Press via Getty Images
72 de 76Ataque com mísseis do exército russo em Kharkiv, Ucrânia, em 01 de março de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
73 de 76Danos causados ao gabinete do governador de Kharkiv após o ataque com mísseis do exército russo em Kharkiv, Ucrânia, em 01 de março de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
74 de 76Danos causados ao gabinete do governador de Kharkiv após o ataque com mísseis do exército russo em Kharkiv, Ucrânia, em 01 de março de 2022.
Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
75 de 76Consequências das hostilidades do exército russo em Bucha, região de Kiev, norte da Ucrânia.
Crédito: Vasyl Molchan/Ukrinform/Future Publishing via Getty Images
76 de 76Soldados são vistos atrás de pilhas de areia usadas para bloquear uma estrada na capital ucraniana, Kiev, em meio a ataques russos em 01 de março de 2022
Crédito: Aytac Unal/Anadolu Agency via Getty Images
Parlamento Europeu recomenda dar à Ucrânia status de candidato à União Europeia
O Parlamento Europeu adotou uma resolução na terça-feira pedindo às instituições da União Europeia “que trabalhem para conceder” à Ucrânia o status de país candidato à adesão ao bloco, disse em comunicado.
A resolução, que também exige que a União Europeia imponha “sanções mais duras” à Rússia, foi votada a favor por 637 membros do Parlamento Europeu (MPE).
Ela também condenou “nos termos mais fortes possíveis a invasão ilegal da Ucrânia pela Rússia e exige que o Kremlin encerre todas as atividades militares no país”.
Os membros do Parlamento enfatizaram que as sanções financeiras do bloco contra a Rússia devem ir mais longe, afirmando que “todos os bancos russos devem ser bloqueados do sistema financeiro europeu e a Rússia deve ser banida do sistema Swift”.

“Devemos ajudar a Ucrânia a se defender do seu agressor”, diz ministra da Alemanha
Annalena Baerbock, ministra de Relações Exteriores da Alemanha, em reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que “devemos ajudar a Ucrânia a se defender do seu agressor”. Desde quinta-feira (24), a Rússia invade o território ucraniano usando forças aéreas e terrestres.
Ela declara que o que está “em jogo é vida ou a morte do povo ucraniano, a segurança da Europa e a carta da ONU”. Annalena diz que a guerra russa marca uma nova realidade mundial e pede para que todos os embaixadores tomem decisões responsáveis.
“A Alemanha está ciente da sua responsabilidade histórica, e é por isso que buscaremos sempre soluções pacíficas. Quando enfrentamos um ataque, devemos agir de forma responsável”, afirma. “Devemos estar disposto a questionar nossas atitudes passadas”.
Brasil negocia moderação em nova resolução do Conselho de Segurança
O Brasil negocia com outros países que integram o Conselho de Segurança da ONU uma moderação dos termos do projeto de resolução apresentado pela França e pelo México sobre ajuda humanitária à Ucrânia, segundo fontes do governo.
A avaliação inicial é que da forma como está colocado o projeto há grande chance de a Rússia novamente vetá-lo, tornando ineficaz o esforço do colegiado. A ideia brasileira é que pelo menos se consiga uma abstenção da Rússia.
Para tanto, seria preciso alterar alguns dos trechos que, na percepção de negociadores brasileiros, acabam por agredir os russos, eliminando qualquer possibilidade de a proposta ser aprovada.
Precisamos de posição mais forte do Brasil, diz representante da Ucrânia em Brasília
O encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia em Brasília, Anatoliy Tkach, afirmou nesta terça-feira que precisam de uma posição mais forte do Brasil sobre a guerra. “Nós gostaríamos de posição mais forte do Brasil, posição de apoio, de condenação da Rússia”.
Anatoliy Tkach disse ainda que não entende como seria uma posição de imparcialidade de um país sobre uma guerra, ao ser questionado sobre a fala do ministro de Relações Exteriores, Carlos França.
“Eu não sei o que é imparcialidade, nós agora sabemos quem é o agressor, não está escondendo. Por isso, a imparcialidade é a respeito do agressor, não sei. Não entendo como imparcialidade pode se aplicar nessa situação”.
Na ONU, Cuba e Venezuela culpam Otan por guerra na Ucrânia
Na contramão da maioria dos países, os discursos dos embaixadores de Cuba e da Venezuela neste segundo dia de sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) foram marcados por críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e aos Estados Unidos.
O embaixador cubano na ONU, Pedro Luis Pedroso Cuesta, condenou as sanções impostas contra a Rússia e acusou a Otan de agir com “hipocrisia” na condução da guerra com a Ucrânia.
“Cuba rejeita essa hipocrisia e esse duplo padrão na postura da Otan. Em 1999, houve uma agressão à Iugoslávia e os países da Europa não evitaram a grande perda de vidas por razões geopolíticas. Os Estados Unidos usaram a força em várias ocasiões em países soberanos para alterar regimes, interferindo na política interna de outros países”, disse o embaixador cubano.
Trinta dos 31 jogadores brasileiros da primeira divisão saíram da Ucrânia
Quase uma semana após o início do ataque russo à Ucrânia, 30 dos 31 jogadores brasileiros que atuam na primeira divisão do futebol ucraniano já conseguiram sair do país. Esse número leva em conta o brasileiro naturalizado ucraniano Junior Moraes, do Shakhtar Donetsk.
Dos 16 clubes que disputam o campeonato ucraniano, 11 contam com brasileiros: Shakhtar Donetsk, Dínamo de Kiev, Dnipro, Rukh Vynnyky, Kolos Kovalivka, Vorskla, Chornomorets, Metalist 1925, Inhulets Petrove, Zorya Lugansk e PFK Lviv.
Ministros das Finanças do G7 esperam acordo por mais medidas para isolar Rússia
O Grupo dos Sete espera um acordo nos próximos dias sobre possíveis sanções adicionais para isolar a Rússia por sua invasão à Ucrânia, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, após conversas nesta terça-feira (1).
“Queremos isolar a Rússia política, financeira e economicamente”, disse Christian Lindner a repórteres após uma reunião virtual com as autoridades financeiras do G7, presidida pela Alemanha.
“Tivemos uma conversa sobre a implementação das atuais sanções e também trocamos propostas sobre quais medidas adicionais podem ser tomadas”, disse Lindner, acrescentando: “Nos próximos dias, haverá um acordo sobre isso”.
Google remove mídia estatal russa de recursos de notícias
O Google, da Alphabet Inc, confirmou nesta terça-feira que removeu editoras russas financiadas pelo Estado, como a RT, de seus recursos relacionados a notícias, incluindo a ferramenta de busca Google News, após a invasão russa de Ucrânia e várias sanções contra a Rússia.
Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, disse na terça-feira em um post no blog que “nesta crise extraordinária, estamos tomando medidas extraordinárias para impedir a disseminação de desinformação e interromper campanhas de desinformação online”.
Já a Apple disse nesta terça-feira (1º) que interrompeu todas as vendas de produtos na Rússia em resposta à invasão russa da Ucrânia.
“Estamos profundamente preocupados com a invasão russa da Ucrânia e estamos com todas as pessoas que estão sofrendo como resultado da violência”, disse a Apple em comunicado.
Na ONU, Hungria condena invasão da Ucrânia e diz que receberá refugiados
Em reunião emergencial da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece desde segunda-feira (28), Zsuzsanna Horváth, embaixadora da Hungria – país vizinho da Ucrânia, região invadida pela Rússia desde quinta-feira (24) – afirmou que condena a invasão russa ao território ucraniano e diz que receberá refugiados.
“Em resposta a crise humanitária, a Hungria está pronta para receber refugiados”. Zsuzsanna disse que muitos países pediram “nossa ajuda” e, com isso, estão criando um corredor humanitário para a entrada daqueles que estão fugindo da Ucrânia e não têm vistos.
A embaixadora informou que pretendem colocar os refugiados em aeroportos mais próximos para realizarem viagens a outros países.
Ataques aéreos em Kiev atingiram memorial do Holocausto, diz autoridade ucraniana
Ataques aéreos que atingiram Kiev nesta terça-feira (1º) atingiram o Memorial do Holocausto Babyn Yar em Kiev, de acordo com o chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak.
O memorial está localizado perto da Torre de TV de Kiev, que também foi danificada na terça-feira.
O jornalista Matthew Chance, da CNN, estava entrevistando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando Yermak avisou Zelensky que o memorial do Holocausto foi atingido. A troca entre Yermak e Zelensky foi registrada por uma câmera da CNN.
Rússia tenta impedir fuga de empresas ocidentais
O presidente russo, Vladimir Putin, está tentando conter o fluxo de empresas ocidentais fugindo do país após sua decisão de travar guerra contra a Ucrânia.
Os controles de capital projetados para impedir o êxodo foram anunciados pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, segundo informaram as agências de notícias estatais TASS e RIA na terça-feira.
As empresas ocidentais estavam tomando decisões por causa da “pressão política”, ele contou, e seriam impedidas de vender ativos russos até que a pressão diminua.
“Para ajudar as empresas a tomar decisões embasadas, um projeto de decreto presidencial foi preparado com restrições temporárias à saída de ativos russos”, afirmou Mishustin. “Esperamos que aqueles que investiram em nosso país possam continuar trabalhando aqui”.
China lamenta mortes na Ucrânia e não reconhece invasão russa
A China disse que “lamenta” as baixas na Ucrânia e chamou a situação atual de “indesejável”, continuando a se recusar a reconhecer a ação militar da Rússia como “uma invasão”.
“A segurança das vidas e propriedades dos civis deve ser efetivamente garantida e, em particular, as crises humanitárias em larga escala devem ser evitadas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, em uma coletiva nesta terça-feira.
“A situação atual é indesejável para nós”, disse Wang, acrescentando que é “imperativo” que todas as partes exerçam a “restrição necessária” para evitar uma exacerbação da situação na Ucrânia.
No entanto, a China continuou a evitar perguntas sobre chamar a atividade da Rússia na Ucrânia de “invasão”, reiterando que o conflito tem uma “história e realidade complicadas” e que apoia “todos os esforços diplomáticos” para resolver o conflito.
Visa e Mastercard bloqueiam instituições financeiras russas após sanções
As empresas de cartões de pagamento dos EUA Visa e Mastercard bloquearam várias instituições financeiras russas de sua rede, cumprindo as sanções do governo impostas pela invasão da Ucrânia por Moscou.
A Visa disse na segunda-feira (28) que está tomando medidas imediatas para garantir o cumprimento das sanções aplicáveis, acrescentando que doará US$ 2 milhões para ajuda humanitária. A Mastercard também prometeu contribuir com US$ 2 milhões.
“Continuaremos a trabalhar com os reguladores nos próximos dias para cumprir totalmente nossas obrigações de conformidade à medida que evoluem”, disse a Mastercard em comunicado separado na segunda-feira.
Cannes decide banir Rússia da edição do festival em 2022 por guerra na Ucrânia
O festival de cinema de Cannes afirmou em um comunicado nesta terça-feira (1º) que banirá delegações oficiais da Rússia de seu festival em 2022, a menos que o conflito na Ucrânia termine.
O comunicado acrescentou que o festival admitiria delegações russas apenas se o conflito na Ucrânia terminar de uma maneira aceitável para o povo ucraniano.
Os organizadores do festival, no entanto, saudaram a coragem do povo na Rússia que se arriscou em protestos contra a agressão e a invasão contra a Ucrânia.
Estudantes estrangeiros que fogem da Ucrânia enfrentam racismo e segregação
À medida que a invasão russa da Ucrânia continua, estudantes estrangeiros que tentam deixar o país dizem que estão sofrendo racismo por parte das forças de segurança ucranianas e funcionários da fronteira.
Uma estudante de medicina africana disse à CNN que ela e outros estrangeiros foram obrigados a descer do ônibus de transporte público em um posto de controle entre a fronteira da Ucrânia e da Polônia.
Eles foram orientados a ficar de lado enquanto o ônibus partia com apenas cidadãos ucranianos a bordo, afirma ela.
Rússia cobra retirada de armas nucleares dos EUA na Europa
Durante um discurso gravado exibido na Conferência sobre Desarmamento em Genebra, na Suíça, o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, cobrou nesta terça que os Estados Unidos retirem suas armas nucleares de países da Europa.
“É inaceitável para a Rússia que alguns países europeus sediem as armas nucleares americanas”, afirmou Lavrov. Ele também disse que o país está pronto para trabalhar com os EUA em uma “estabilidade estratégica”. O chanceler também destacou que a Ucrânia ainda possui tecnologia nuclear soviética, e que os russos “não podem falhar em responder a esse perigo”.
Lavrov deveria comparecer à sessão pessoalmente, mas a visita foi cancelada, após países europeus anunciarem o fechamento do espaço aéreo para os russos.
ONU registra 677 mil refugiados
A agência de Direitos Humanos das Nações Unidas informou nesta terça-feira (1º) que o conflito já matou pelo menos 136 civis, incluindo 13 crianças, além de ter deixado cerca de 400 feridos. Segundo a entidade no entanto, o número real de vítimas é provavelmente muito maior.
Ao mesmo tempo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) divulgou que cerca de 677 mil cidadãos ucranianos estão refugiados em países vizinhos em razão dos ataques.
De acordo com Filippo Grandi, dirigente da ACNUR, 150 mil pessoas deixaram o país somente nas últimas 24 horas.
Fotos – Refugiados deixam a Ucrânia por causa da guerra
1 de 7Refugiados da Ucrânia chegam a abrigo temporário em Korczowa, na Polônia
Crédito: Sean Gallup/Getty Images
2 de 7Refugiados choram e se abraçam após encontrar parentes do outro lado da fronteira da Ucrânia com a Polônia
Crédito: Attila Husejnow/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
3 de 7Pessoas esperam por refugiados em estação de trem nas proximidades da fronteira entre Rússia e Ucrânia
Crédito: Janos Kummer/Getty Images
4 de 7Refugiada ucraniana cruza a pé a fronteira da Ucrânia com a Polônia
Crédito: Attila Husejnow/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
5 de 7Refugiados acampam perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia
Crédito: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images
6 de 7Abrigo de refugiados ucranianos na Polônia
Crédito: Agnieszka Majchrowicz/Anadolu Agency via Getty Images
7 de 7Estação de trem na Polônia registra alto fluxo de refugiados vindos da Ucrânia
Crédito: Agnieszka Majchrowicz/Anadolu Agency via Getty Images
Mães e crianças se abrigam em porão de hospital em Kiev
No porão do Hospital Infantil Ohmatdyt, em Kiev, na Ucrânia, mães e bebês buscam conforto em camas improvisadas e cobertores dispostos em ambos os lados de um corredor de concreto.
Crianças mais velhas que estão muito debilitadas para ir para casa ou fugir da capital com suas famílias após a invasão da Ucrânia pela Rússia também estão se adaptando à vida sitiada, ficando longe de janelas e deitadas em corredores enquanto recebem tratamento intravenoso.
Ocidente e China condenam Rússia, isolada na ONU
Países do Ocidente e a China condenaram a invasão da Ucrânia pela Rússia em discursos realizados nesta segunda-feira (28) durante uma reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada pelo Conselho de Segurança da entidade no domingo (27).
Entre os países-membros, o embaixador da Ucrânia junto à ONU, Sergiy Kyslytsya, foi o primeiro escalado a falar. Ele condenou as ações do governo de Vladimir Putin e, durante sua fala, afirmou que as próprias Nações Unidas estão sob ameaça, caso a Ucrânia não resista ao enfrentamento militar.
“Se a Ucrânia não sobreviver, a paz tampouco sobreviverá. Se a Ucrânia não sobreviver, a ONU não sobreviverá. Não se iludam: se a Ucrânia não sobreviver, não será uma surpresa se a democracia ruir em seguida”, declarou o embaixador ucraniano. “A única parte culpada aqui é a Federação Russa”.
Em seu discurso, o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, sugeriu que o começo dos conflitos entre seu país e a Ucrânia estaria no não cumprimento de acordos previamente estabelecidos.
“A raiz das ações atuais está há muitos anos na sabotagem e na desobediência das obrigações”, afirmou. Nebenzya complementou considerando que “recentemente, houve em Kiev um acordo para reconsiderar e para que eles cumprissem aquilo que eles assinaram em 2015”.
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
- ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
- TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
- AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
- HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
- TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
- ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
*Com informações da CNN Internacional e da Agência Reuters, além de Giulia Alecrim, Vinícius Bernardes, Léo Lopes, Giovanna Galvani, Tiago Tortella, Renata Souza, Vinícius Tadeu, Henrique Melo, André Rigue e Fábio Munhoz, da CNN Brasil
Créditos CNN
Comentários