3 de out de 2014

Ex-ministro Marco Aurélio Garcia mostra fragilidade das críticas contra discurso da presidenta na ONU

Marco Aurélio Garcia (Foto: José Cruz/ABr)
Em seu artigo “Dilma nas Nações Unidas: fatos e versões”, o assessor-chefe da Assessoria Especial de Política Internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, traz uma excelente resposta às críticas sobre o recente pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff na ONU. Essas críticas, sim, uma página feia da campanha eleitoral na parte conduzida pelos nossos jornalões.
Mas, vamos ao desmonte dessas críticas feito por Garcia. Ele, praticamente, esvazia cada uma delas, abordando a firmeza do governo brasileiro na ONU. Garcia lembra que a presidenta foi acusada de tentar “transformar a tribuna da Nações Unidas em palanque eleitoral”; criticada por recusar “chancelar a proposta de desmatamento zero no Brasil; e, acreditem se quiser, acusada de ter uma “atitude indulgente vis-à-vis com os bárbaros crimes do Estado Islâmico”.
Garcia vai fundo em cada resposta a essas acusações. Lembra, por exemplo, lembra que os temas “internos” abordados pela presidenta são questões globais e de maior relevância hoje no mundo, como “o enfrentamento local dos efeitos da crise econômica internacional, o combate à fome e às desigualdades, a defesa e a extensão dos direitos humanos”. Aponta que assuntos internos e externos são abordados pelos líderes em seus discursos na ONU e, aos que duvidam disso, pede para que leiam de Barack Obama, presidente dos EUA.
Já sobre a postura do Brasil em se recusar assinar a proposta de desmatamento zero, Garcia destaca o óbvio, “apesar de possuir a maior reserva florestal do planeta, o Brasil não foi convidado a participar da elaboração do texto”. Também aponta que as críticas feitas na imprensa brasileira omitiram nossas vitórias nessa luta contra o desmatamento, como o fato de o termos reduzido 79% nos últimos 10 anos.
Quanto à acusação de ser indulgente com o terrorismo –  francamente… – Garcia aponta que “só a profunda má fé pode atribuir ao discurso da Presidenta da República qualquer indulgência em relação a essa seita, menos ainda a disposição de dissuadir os terroristas pelo “diálogo”.
Cliquem aqui e leiam a íntegra do artigo.