25 de mar de 2014

Obama "pede pinico" - EUA precisam reconquistar confiança depois de espionagem da NSA, diz Obama

Crédito Reuters

Por Adrian Croft
HAIA, Holanda, 25 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que as agências de inteligência norte-americanas não estavam espionando cidadãos comuns, mas admitiu que levará tempo para reconquistar a confiança dos governos e do povo europeu, após as revelações sobre a extensa vigilância empreendida pelo país.
Os documentos divulgados pelo ex-prestador de serviços de inteligência Edward Snowden sobre a varredura feita nas atividades de monitoramento da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) desencadearam um debate nacional sobre os direitos de privacidade, mas também prejudicaram as relações com alguns governos europeus.
Obama disse que um dos objetivos de sua viagem à Europa nesta semana era tranquilizar os aliados, informando-os de que estava agindo para atender às preocupações deles ao limitar o alcance da coleta de dados.
"Estou confiante de que todos em nossas agências de inteligência operam na melhor das intenções e não estão bisbilhotando a privacidade dos cidadãos comuns holandeses, alemães, franceses ou norte-americanos", disse Obama a jornalistas, após uma reunião de cúpula sobre segurança nuclear em Haia.
No entanto, Obama afirmou reconhecer que "por causa dessas revelações, há um processo em andamento pelo qual teremos que reconquistar a confiança, não só dos governos, mas, sobretudo, dos cidadãos comuns, e isso não vai acontecer da noite para o dia".
Quando Obama iniciou a viagem à Europa na segunda-feira, um alto funcionário do governo disse que ele planejava pedir ao Congresso que acabasse com o grosso da coleta e armazenamento de registros de ligações telefônicas pela NSA, mas permitisse ao governo acessar, quando necessário, os "metadados", que lista milhares de telefonemas feitos nos EUA.
O presidente norte-americano disse estar confiante de que a mudança "nos permite fazer o que é necessário para lidar com os perigos de um ataque terrorista, mas fazer isso de uma forma que atenda a algumas das preocupações que as pessoas têm levantado".

"Estou ansioso para trabalhar com o Congresso para garantir que sigamos em frente e aprovemos a legislação que permita, de forma rápida, continuar com a atividade da aplicação eficaz da lei", disse ele.  Continuação...