Noticio que o BLOG do Zé nos informa que:
"Está certa e merece ser reforçada por todos nós a decisão do líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), de cobrar explicações do Ministério da Defesa sobre o canto de apologia da violência entoado esta semana, durante treinamento, por soldados do 1º Batalhão do Exército, no Rio. O deputado comunicou o fato, também, à Comissão Nacional da Verdade, de quem se espera, no mínimo, uma cobrança de esclarecimentos das Forças Armadas.
O fato foi denunciado inicialmente pela coluna Panorama Político de O Globo e depois por vários outros veículos da mídia. Em sua representação ao Ministério da Defesa, o deputado Chico Alencar observou que o canto representa “ofensa e clara indução à violência”.
De acordo com a denúncia levantada pela mídia, 4ª feira desta semana soldados do 1º Batalhão (de Polícia) do Exército, da Rua Barão de Mesquita (rio de Janeiro) - este quartel foi prisão de presos políticos e centro de tortura nos anos 60/70, no auge da ditadura militar - corriam pela rua cantando: “Bate, espanca, quebra os ossos/ Bate até morrer”.
O instrutor então perguntava: “E a cabeça ?” Os soldados respondiam: “Arranca a cabeça e joga no mar”. No final o instrutor perguntava: “E quem faz isso?”. E os soldados respondiam: “É o Esquadrão Caveira”. Apologia da violência mais explícita, impossível. No requerimento ao Ministério da Defesa, Chico Alencar pediu “o fim imediato da entonação destes cantos em toda e qualquer unidade das Forças Armadas”.
PM do DF foi na mesma linha: exaltação à violência
Fez muito bem a Comissão de Direitos Humanos da Câmara ao divulgar nota de repúdio a este fato e à postagem no YouTube - supostamente por soldados da PM do Distrito Federal - de vídeos em que fazem apologia da violência e de excessos praticados praticados em operações policiais especiais. Este fato foi denunciado inicialmente pelo jornal Correio Braziliense.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara lembrou que a prática e exaltação dessa violência fere "acordos internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário” e pede explicações e a adoção das providências contra isto, inclusive porque estes fatos revelam a “existência de setores saudosistas da ditadura militar”.
Vejam, acima, a nota Problema grave, instrução nas Forças Armadas precisa mudar. "