Brasil intensifica busca por novos mercados enquanto mantém negociações com os EUA após novas tarifas
Brasil intensifica busca por novos mercados enquanto mantém negociações com os EUA após novas tarifas
Rio de Janeiro, 17 jul (Xinhua) -- O governo brasileiro afirmou nesta sexta-feira que manterá as negociações com os Estados Unidos para tentar reverter as novas tarifas impostas pelo governo americano, ao mesmo tempo que intensifica os esforços para abrir novos mercados e reduzir sua dependência do mercado americano.
Em declarações à emissora GloboNews, o vice-presidente e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil "não abandonou a mesa de negociações" e observou que as conversas com as autoridades americanas continuaram até a semana passada. Ele explicou que os contatos "sempre foram mais gerais", mas o governo continuará priorizando o diálogo como principal forma de resolver a disputa comercial.
Alckmin enfatizou que a estratégia do Brasil combina a busca por uma solução negociada com Washington e o fortalecimento das relações comerciais com outros parceiros internacionais.
Nesse contexto, ele observou que o Brasil está expandindo sua presença em novos mercados, com atenção especial à União Europeia, aos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), à Ásia Central e a outros parceiros com alto potencial de crescimento, além de avançar nas negociações comerciais do Mercosul com a Índia, o Japão e o Canadá.
Alckmin disse que o Brasil continuará expandindo sua integração internacional para reduzir sua dependência de um único mercado e fortalecer a resiliência de seu comércio exterior diante das mudanças no cenário global.
O vice-presidente reiterou que o governo continuará negociando com Washington para ampliar a lista de produtos isentos das novas tarifas e preservar a relação comercial bilateral, embora tenha insistido que a diversificação de mercado é uma política estratégica para o desenvolvimento econômico do país e não uma resposta temporária às medidas adotadas pelos Estados Unidos.
Créditos Agência Xinhua

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