Governo colombiano e guerrilha começam debate sobre drogas ilícitas
Sergio Alejandro Gómez
Sergio Alejandro Gómez
AS delegações do governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), começaram, na quinta-feira, 28 de novembro, em Havana, os debates sobre a solução ao problema das drogas ilícitas, o terceiro ponto que se aborda, após terem conseguido acordos no tema agrário e a participação política.
O líder guerrilheiro Iván Márquez demandou que seja examinado o problema das drogas ilícitas do início do fenômeno. |
Da direita para a esquerda, Nigeria Rentería, Humberto de la Calle, María Paulina Riveros e Sergio Jaramillo, entrando o Palácio das Convenções de Havana, sede habitual dos diálogos de paz. |
“As posições das FARC-EP têm sido historicamente claras respeito ao narcotráfico”, explicou o líder guerrilheiro Iván Márquez, após chegar ao Palácio das Convenções, da capital cubana.
A esse respeito, citou a declaração emitida, há 20 anos, na 8ª Conferência Nacional de Guerrilheiros. O décimo ponto desse texto refere que a solução do fenômeno de produção, comercialização e consumo de narcóticos e alucinógenos, entendido perante tudo como um grave problema social que não pode ser tratado pela via militar, requer de acordos com a participação da comunidade nacional e internacional e o compromisso das grandes potências, como principais fontes da demanda mundial dos entorpecentes.
Pediu, da mesma forma, abordar a análise desta problemática do princípio, para entender a evolução histórica do fenômeno, seu alcance, os atores envolvidos e beneficiados.
A delegação governamental, por seu lado, não ofereceu comentários nesse dia. Contudo, em Bogotá, a capital colombiana, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle e chefe da representação de Santos, disse na quarta-feira, 27, que não existia melhor palco para impulsionar as iniciativas para combater o narcotráfico que o do fim do conflito.
Na própria quinta-feira, 28, chegaram pela primeira vez à capital cubana, Nigeria Rentería e María Paulina Riveros, as duas novas integrantes da delegação do governo, nomeadas recentemente por Santos.
Riveros, advogada especializada em temas dos direitos humanos, substituição de culturas ilícitas, vítimas e aspectos territoriais, é a representante plenipotenciária que substitui o ex-diretor da Associação de Empresários da Colômbia, Luis Carlos Villegas, quem foi nomeado embaixador nos Estados Unidos.
Rentería, por seu lado, se desempenha como Alta Conselheira Presidencial para a Equidade da Mulher e trabalhará agora como assessora da delegação em linha direta com Bogotá.
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