O governo federal noticiou o programa "Mais Médicos", ouvindo o clamor popular das recentes manifestações. Basicamente, as medidas são: o recrutamento de médicos estrangeiros, para os casos de não preenchimento de vagas por médicos brasileiros e o período de 2 anos de serviços ao SUS, para obtenção do diploma de médico.
Ocorre que o aparato de saúde das FFAA se utiliza de muitos médicos recém formados, os mesmos do público-alvo desse programa do Governo Federal. Há a previsão legal de se fazer uma espécie de troca da época do aluno de medicina servir ao Serviço Militar Obrigatório. Eles podem adiar esse período, não servindo como soldado aos 19 anos de idade, mas sim servindo às FFAA, já como oficial, na condição de médico-militar.
Assim, se o serviço de 2 anos ao SUS, uma espécie de Serviço Civil Obrigatório, chegar a valer como Serviço Militar Obrigatório, haverá uma consequência direta nessa forma de recrutamento de médicos, utilizada pelas FFAA.
Muito possivelmente teremos mais vagas para o concurso público nacional da Escola de Saúde do Exército e das congêneres das forças singulares. Outra consequência que pode vir a acontecer, seria um concurso público para admissão de médicos, algo parecido como ocorre com a EsAEx, com outros profissionais de nível superior de outras especialidades.
Suposições e mais suposições, não se preocupem! Tenham certeza de que as FFAA saberão encontrar a melhor solução, para o caso em apreço!
