E ontem (01/11) a perseguição teve capítulos dignos de histórias para contar para o meu (futuro) netinho, daqueles que, se contar ninguém acredita!
De verdade pessoal, nem mesmo eu, um capitão do Exército, experiente, digamos um velho capitão .... volto a repetir: nem eu acreditei!
Simplesmente, eu parei o carro em um lugar, ontem à noite, em Charqueadas/RS e ele apreceu em outro lugar!
Eu me lembro muito-muito bem, que ao chegar na cidade, próximo ao meu destino, ví uma vaga antes do posto de gasolina
à esquerda, inclusive bem ao lado de 2 cones. Neste local estacionei o meu carro e sofri para conseguir sair do automóvel, mesmo eu sendo magro, face ao pouco espaço entre o meu e o do lado.
Lembro-me perfeitamente desta cena!
Beleza, saí do carro e fui a pé assistir a um showzaço de um amigo, Janquiel, que tocou musica gaudéria no Bar/Restaurante Paredão ontem a noite e de lá eu pretendia ir para Porto Alegre/RS, para pegar uma baladaça com um outro amigo. Entretanto, como o troço estava tri-bom em Charqueadas/RS, talvez por ser véspera de Feriado de Finados (02/1), muito provavelmente teria festa legal em qualquer lugar do mundo, então resolvi ficar por Charqueadas/RS mesmo. Ainda no Paredão, encontrei, muito embora só de longe, o meu comandante de OM que também estava nesse barzinho, acompanhado de um tenente. Eu o ví, mas ele não me viu, pelo menos aparentemente. Ví também vários agentes, que eu já os havia identificado por ocasião da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul/RS.
OBS: não estou dizendo que meu comandante, muito menos que o tenente estavam me "perseguindo", apenas estou dizendo que eles estavam no mesmo local que eu, o tal Bar Paredão, no mesmo horário. Tampouco digo que eles estavam junto com os agentes!
Pois bem, do barzinho Paredão eu fui, também a pé, para o Clube Tiradentes, que fica do outro lado da rua.
Até aí, tudo numa boa, fiquei lá no Clube Tiradentes um pouco, pois quando eu entrei quase já estava terminando a festa, a chamada "quinteira", que ocorre todas as quintas feiras e por ser dia de semana, termina cedo. Como era véspera de feriado, havia uma próxima balada, o Mahalo, que também fica em Charqueadas/RS, para onde praticamente todos seguiriam após a festa terminar no Tiradentes.
E assim eu também fiz, saí do Tiradentes e ainda no saguão de entrada do clube, simplesmente não avistei o meu carro, que deveria estar estacionado do outro lado da rua, onde eu então deixei ele bem bonitinho, conforme descrição do começo, antes de ir para o Paredão. Pensei, roubaram meu carro! Pensei em chamar a Brigada Militar, mas o que aconteceu neste momento? Simplesmente, pasmem, o meu carro estava estacionado bem na frente do Clube Tiradentes, bem na saída, num lugar que, inclusive é proibido estacionar! Ou seja, "meu carro foi trocado de lugar!"
Pensei cá comigo, pára lá, o troço chegou a níveis de alto profissionalismo, mas assim, coisa de profissionais-profissionais, que eu não sei identidificar quem exatamente, se agentes do Estado, se privados, se com motivação política, ou outra.
Deixo bem claro: Não acuso absolutamente ninguém, não acuso o Exército Brasileiro, não acuso nenhum grupo ou companhia! Simplesmente deixo aqui registrado um fato: meu carro simplesmente "trocou" de lugar sozinho!
Seria isso um recado?
Venho também relatar aqui que o meu carro passou a ficar praticamente sem freio!
Entrei no carro, fui para o Mahalo e no caminho parei num posto de gasolina para colocar fluído de freio, porém não muito adiantou, porém minimizou o problema do freio.
Assim, prezados amigos, amigas, se por algum acaso aparecer na capa do jornal alguma manchete do tipo: Capitão do Exército é preso com 200 toneloadas de drogas, ou algo do gênero, pode saber que é coisa montada e feita por profissionais, profissionais-profissionais, tudo com fundo de perseguição de natureza política.
Volto a repetir: não estou aqui acusando ninguém!
Depois da festa do Mahalo, enfim, fui embora para minha humilde residência!
Minha residência na cidade de General Câmara/RS. Foto arquivo pessoal Cap Fernando
Pois é, camaradas, contando ninguém acredita!
Já pedi socorro, ajuda, auxilio, todos os nomes que vcs possam imaginar, a diversas autoridades. Em caso de não cessarem essa perseguição de natureza política contra minha pessoa, terei que tomar a medida extrema de futuramente requerer um asilo político.
Fotos meramente ilustrativas. Arquivo pessoal Capitão Fernando.
