1 de ago. de 2012

Exército vê risco de segurança no setor energético

Exército vê risco de segurança no setor energético

Relatório encaminhado à presidente Dilma Rousseff aponta mais de 13 mil pontos vulneráveis a ataques


BRASÍLIA. O apagão da defesa brasileira se estende ao setor de infraestrutura energética.

Levantamento elaborado pelo Exército Brasileiro, que embasou a apresentação de um projeto de investimentos à presidente Dilma Rousseff na semana passada, mostra que o país tem 13,3 mil pontos de infraestrutura crítica, a grande maioria deles sem qualquer tipo de monitoramento por forças de segurança. O mapeamento do Exército identifica os 689 pontos - usinas hidrelétricas, nucleares, termelétricas, refinarias, linhas de transmissão, gasodutos e portos - mais vulneráveis a ataques, mantidos sob sigilo por se tratar de informações decisivas para a segurança nacional.

Hoje, apenas 371 dos chamados pontos sensíveis são monitorados permanentemente pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), subordinado à Presidência da República. Diante desse quadro, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, detalhou a Dilma o Projeto Proteger, que investirá R$ 9,6 bilhões, em 12 anos, no monitoramento permanente dos 13,3 mil pontos de infraestrutura no país.