Na Rússia, Putin em campanha dá força aos militares

A 14 dias das eleições presidenciais, premiê anuncia que pretende rearmar o país e superar o atraso tecnológico das Forças Armadas. Investimentos, segundo ele, vão fomentar a economia.



Na reta final da campanha eleitoral, o primeiro-ministro e presidenciável, Vladimir Putin, anunciou ontem que o país vai passar por um "rearmamento" sem precedentes e que o avanço de seu complexo militar-industrial será o foco do desenvolvimento nacional. A determinação política, que lembra as medidas do período em que a nação integrava a União Soviética (URSS, 1922-1991), mostra que uma ação prioritária do governo deve ser responder à instalação, feita pelos Estados Unidos e pela OTAN, de um escudo antimísseis na Europa.


"Temos que construir um novo Exército. Moderno, capaz de ser mobilizado a qualquer momento", escreveu o premiê.


A expectativa é que sejam entregues "400 mísseis balísticos modernos, oito submarinos estratégicos, 20 submarinos polivalentes, mais de 50 navios de superfície, cerca de 100 veículos espaciais militares, mais de 600 aviões modernos, mais de mil helicópteros e 28 baterias antiaéreas S-400", enumerou Putin, que passou os últimos quatro anos fora da presidência, ocupada pelo aliado Dmitri Medvedev, porque estava constitucionalmente impedido de governar pela terceira vez consecutiva. Ele garantiu que a renovação do complexo militar-industrial "se converterá em uma locomotiva para o desenvolvimento dos mais diversos setores", como o espacial, o "ciberespaço" e o de elaboração de armas com efeito "geofísico, por raios, ondas, genes, psicofísico".

A iniciativa divulgada ontem já vem sendo posta em prática. O governo da Rússia havia anunciado, em 2011, que gastaria cerca de 500 bilhões de euros (R$1,13 trilhão) em seu plano de modernização do Exército. Com isso, os militares tiveram seus salários praticamente triplicados em 1º de janeiro e, como ressaltou Putin em seu texto, o contingente será profissionalizado e reduzido, passando de 1 milhão de homens para apenas 145 mil recrutas em 2020.

(Publicado no Correio Braziliense, edição de hoje,21Fev2012)

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