6 de jul de 2015

Valter Pomar: Impasse político é estrutural e não vamos sair dele sem algum tipo de ruptura.

Companheiro Valter Pomar. Foto perfil VP em uma rede social.
Valter Pomar, ex-membro do Diretório Nacional do PT e integrante da corrente Articulação de Esquerda, deu uma entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos sobre o impasse estrutural em que o Brasil se encontra, tanto na relação do Brasil com o capitalismo internacional quanto na relação entre as classes sociais no Brasil.
Não é um impasse novo, diz ele, está presente na vida política brasileira desde pelo menos os anos 70, mas agora recrudesceu, por conta da crise financeira internacional e das reformas estruturais que o país ainda não fez. “De certa forma, voltamos aos dilemas do final dos anos 1970 e dos anos 1980, quando estava claro que o país precisava fazer escolhas de longo prazo, entre diferentes vias de desenvolvimento”, diz ele.
Pomar também analisa a situação do PT diante da crise política e os resultados do 5º Congresso do partido — negativos, diz ele, “não tanto pelo que foi decidido, mas principalmente pelo que deixou de ser decidido. A posição que prevaleceu no 5º Congresso não é propriamente uma posição, uma estratégia, mas um agregado de distintas e contraditórias posturas”. “O resultado prático do imobilismo do PT é que o maior partido da esquerda brasileira, o Partido da presidenta Dilma, o partido do ex-presidente Lula, escolheu ficar numa posição fundamentalmente passiva, no exato momento em que a direita está em plena ofensiva”, avalia.
Para ele, “não vamos sair deste nó sem algum tipo de ruptura. Setores da esquerda defendem uma ruptura democrática, via convocação de uma Assembleia Constituinte. Setores da direita defendem uma ruptura golpista, que pode assumir diferentes formas: o impeachment, a criminalização do PT, o parlamentarismo de fato e de direito, etc.”. Pomar considera urgente organizar uma frente democrática e popular, coesionando os setores de esquerda, democráticos e populares que votaram em Dilma no segundo turno de 2014. Veja aqui a íntegra da entrevista. Créditos Blog do Zé / Blog do Capitão Fernando