9 de jun de 2015

Parceria política de Dilma e Eduardo Paes gera bons dividendos a projetos do Exército no Rio de Janeiro. Parte da Vila Militar será vendida para a prefeitura, que em contrapartida vai construir PNR´s para desafogar fila de espera para Oficiais e Sargentos.

Parque Olímpico em obras (Foto: divulgação)
Parque Olímpico em obras (Foto: divulgação)

As Olimpíadas de 2016 no Rio forçaram o Exército a acelerar o processo já iniciado de ir em direção à fronteira do país. O mais recente passo dessa marcha é o anúncio do Comando da Força em vender parte da Vila Militar, em Deodoro. Serão três áreas entre terra e benfeitorias, que juntas somam 90 mil metros quadrados. O interessado é a Prefeitura do Rio, que vai adquirir o terreno para implantar o corredor expresso Transolímpica. A via irá atender moradores da região e o público dos jogos, que acontecerão nas instalações militares. O acordo entre município e União é de R$ 43 milhões.
O recurso com a venda do terreno será usado para obras de recomposição das instalações afetadas pela via expressa ou na construção de outros imóveis em qualquer unidade da Federação, de acordo com o Plano de Reestruturação Imobiliária do Exército, aprovado pela Diretoria de Obras Militares. As frações da área negociada devem ser vendidas a preço de mercado, atendendo às necessidades da Força, para não acarretar prejuízos patrimoniais ao acervo imobiliário. Ainda assim é um bom negócio ao município. O trajeto da Transolímpica passaria por inúmeras casas, e fontes militares dizem que o valor com as desapropriações de cada imóvel seria bem maior. Assim, houve acordo para concretizar a transação. O recurso obtido com a alienação deve ser incorporado ao Fundo do Exército, tendo como favorecido a 1ª Região Militar.
Em contrapartida, o município vai usar outros 28 mil metros quadrados da Vila Militar para a construção de moradia de praças e oficiais (Próprio Nacional Residencial – PNR), que vai ajudar a desafogar um pouco a fila de espera de praças e oficiais por um imóvel, que pode se arrastar até cinco anos. Avaliado em R$ 9 milhões, o terreno das futuras casas foi negociado contratualmente por R$ 13 milhões, mediante permuta. As edificações serão construídas em forma de prédio. Os projetos básicos e cronograma físico-financeiro deverão ser elaborados e executados pelo Município do Rio. A alienação da área faz parte do Plano Estratégico do Exército, que pretende construir novas unidades habitacionais. O Dia / Blog do Capitão Fernando