22 de jun de 2015

Comitiva do Zimbábue conhece experiência brasileira em Serviço Militar

Brasília, 19/6/2015 – A experiência das Forças Armadas brasileiras com o alistamento militar obrigatório foi apresentada para comitiva do Zimbábue, na tarde desta sexta-feira (19), no auditório do Ministério da Defesa (MD). Na ocasião, os oficiais ficaram a par de como o processo de seleção é feito e das oportunidades dadas aos recrutas após o período em uma das organizações da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
No Brasil, o alistamento é previsto pela Constituição Federal. Os jovens do sexo masculino são obrigados a se apresentar a uma das 5.370 juntas de serviço militar espalhadas pelo país no ano em que completam 18 anos. Mulheres e eclesiásticos são dispensados da atividade, em tempos de paz, mas podem entrar na carreira por meio de concursos disponíveis nas Forças – de maneira voluntária.
Foto: Jorge Cardoso
O alistamento militar no Brasil é obrigatório aos jovens do sexo masculino no ano em que completam 18 anos
O alistamento militar no Brasil é obrigatório aos jovens do sexo masculino no ano em que completam 18 anos
Sobre o assunto, o gerente da sessão de Serviço Militar do MD, coronel Antônio Paulo Maciel, contou que todo ano cerca de 2 milhões de jovens são alistados. Desse total, 600 mil são selecionados para nova apresentação e exames, e somente 200 mil são distribuídos aos quartéis das três Forças Armadas.
O coronel abordou também, em sua apresentação, acerca do Projeto Soldado. A iniciativa prevê qualificação profissional para a inserção dos soldados no mercado de trabalho. A ideia é que esses jovens tenham capacitação para trabalhar em diversas áreas depois que saírem da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica.
“Nosso objetivo é o mercado regional. Ao longo de dez anos o projeto já beneficiou mais de 200 mil pessoas”, afirmou Maciel. Entre os cursos oferecidos estão panificação, mecânica, informática e carpintaria, além de outros. As aulas possuem total de 160 horas e abordam aspectos teóricos e práticos.
“Às vezes é melhor já ter uma capacitação técnica do que um diploma, no caso desses soldados, para entrar mais rápido no mercado. Depois, com emprego ele consegue dar um upgrade e cursar faculdade”, explicou.
Visita
O subchefe de Assuntos Internacionais do MD, general Décio Luís Schons, deu as boas-vindas aos estrangeiros, logo pela manhã. “Queremos trocar experiências com vocês e teremos a chance de discutir aspectos comuns”, sentenciou. Durante esta sexta-feira, os militares africanos assistiram a uma série de palestras no Ministério da Defesa.
Uma delas teve como foco o programa Mais Alimentos, do Governo Federal. A apresentação foi feita pelo representante da sessão de Assuntos Internacionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ricardo França. Ele contou que a iniciativa brasileira visa beneficiar os agricultores familiares, com créditos para compra de equipamentos, grãos, câmaras frigoríficas, veículos de carga, e mais. Além disso, determina que órgãos públicos como escolas, hospitais e presídios adquiram no mínimo 30% de seus alimentos de produtores familiares.
Foto: Tereza Sobreira
Programa Mais Alimentos, do governo federal, foi apresentado à comitiva estrangeira. Iniciativa provê crédito especial a agricultores familiares
Programa Mais Alimentos, do governo federal, foi apresentado à comitiva estrangeira. Iniciativa provê crédito especial a agricultores familiares
O Mais Alimentos possui modalidade nacional e internacional. No primeiro caso, são 647 indústrias participantes e a disponibilidade de 9.707 produtos. No segundo, a iniciativa auxilia diversas nações africanas com a comercialização de tratores produzidos no Brasil e entregues ao Zimbábue, Moçambique, Gana, Senegal e Quênia.
A comitiva estrangeira foi liderada pelo comandante da Faculdade de Defesa Nacional do Zimbábue, vice-marechal-do-ar Michael Tidzani Moyo. A equipe permanece no Brasil até o sábado (27) e irá percorrer as cidades do Rio de Janeiro e de São José dos Campos (SP). Nesses lugares vão conhecer a Escola Superior de Guerra (ESG), o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) e a fábrica da Embraer. 
Por Marina Rocha
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa