18 de dez de 2014

Dilma almoça com generais e diz que defesa e democracia andam juntas

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de apresentação de Oficiais-Generais promovidos ( Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)
Dilma em confraternização com comandantes militares Roberto Stuckert Filho

Em almoço com oficiais-generais generais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que defesa e democracia andam juntas. Ela destacou os investimentos do governo no fortalecimento das Forças Armadas e agradeceu o trabalho dos militares em eventos como a Copa do Mundo e no apoio às forças civis de segurança pública.
“No Brasil de hoje, defesa e democracia andam juntas. No Brasil que estamos construindo, defesa, desenvolvimento e democracia se reforçam mutuamente”, salientou, em discurso antes do almoço de confraternização com os militares, no Clube da Aeronáutica, em Brasília.
Segundo Dilma, o governo tem atuado em duas frentes para fortalecer as Forças Armadas: na valorização dos militares e na modernização dos equipamentos com investimentos em tecnologia. Como exemplos dessa política, a presidenta registrou a compra dos caças suecos para a Força Aérea, a recente inauguração de um estaleiro para fabricação de um submarino nuclear e a construção de um sistema integrado de monitoramento de fronteiras para o Exército. “Essas iniciativas expressam o compromisso do Estado brasileiro com a defesa de sua soberania e o desenvolvimento nacional de uma indústria de defesa”, ressaltou.
Ao lado do vice-presidente, Michel Temer, dos ministros da Defesa, Celso Amorim, do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira, e dos comandantes da Marinha, Aeronáutica e do Exército, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dilma agradeceu também aos militares pelo trabalho na proteção das fronteiras e na defesa da soberania do Brasil.
“As responsabilidades do Estado brasileiro por sua soberania são intransferíveis. Um país pacífico não pode ser confundido com um país indefeso. A dimensão das riquezas do nosso país exige que tenhamos capacidade para protegê-las de qualquer tipo de ameaça”, ponderou.
O ministro Celso Amorim agradeceu a confiança de Dilma por tê-lo convidado e mantido na pasta nos últimos quatro anos. Ele reconheceu que teve “momentos árduos” no governo, mas não citou quais. “Procurei, na medida de minhas forças, contribuir de maneira discreta e estabilizadora para a tarefa complexa, que é fazer com que as Forças atuem bem, em conjunto e que também se insiram, coordenadamente, no processo democrático que o Brasil está vivendo”.
Mais cedo, Dilma Rousseff participou da cerimônia de apresentação de 117 oficiais-generais promovidos este ano. Em nenhum dos dois eventos, a presidenta fez qualquer referência ao relatório da Comissão Nacional da Verdade, entregue a ela na última quarta-feira (10).
O documento, resultado de dois anos e sete meses de trabalho do grupo, inclui 377 agentes do Estado apontados como responsáveis por graves violações de direitos humanos durante a ditadura militar, entre eles os cinco generais que presidiram a República no período (1964-1985).