1 de jun de 2014

Patrulha do Exército espanca morador na Comunidade da Maré - Palavrões tipo: "vagabundo", "chorão", "vacilão", "não é homem, não?", seu "merda", são usadas contra um detido no local. IPM foi instaurado para apurar os fatos.

Um adolescente foi agredido com tapas no rosto, depois de ser detido por militares da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Complexo da Maré, no início de maio. A agressão durou pelo menos 57 segundos e foi registrada em um vídeo. A denúncia foi enviada ao EXTRA por um leitor, através do WhatsApp do jornal (21996441263 e 21998099952).
Nesta quinta-feira, a assessoria da Força de Pacificação anunciou ter aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso e revelou já ter identificado um sargento como um dos autores da agressão.
No vídeo, o rapaz, que é acusado de estar usando drogas, aparece sentado num local onde há capim, próximo a uma calçada, e ao lado de uma garrafa. O militar inicia o interrogatório perguntando se o jovem é maior de idade, e, em seguida, desfere o primeiro tapa no rosto da vítima.
“Você é maior de idade? Fica usando estas m.”, grita o sargento.


O detido começa a chorar, mas o castigo imposto pelos militares passa a ser mais violento. Um deles volta a agredir o rapaz com tapas. O gesto se repete ainda mais três vezes. “Para de chorar, rapaz! Tá de sacanagem? Vai ficar chorando agora? “ pergunta o militar.
Ao ser agredido pela última vez no vídeo, o adolescente que estava sentado cai no chão e coloca as mãos na cabeça, provavelmente para tentar evitar novas agressões.
Procurado pelo EXTRA, nesta quinta-feira, o major Olavo Kruchak, assessor de imprensa da Força de Pacificação, disse que o Exército não compactua com desvios de conduta e que repudia este tipo de ação. Em nota , ele revelou que o sargento foi afastado do patrulhamento da Maré e está atuando em atividades administrativas. Após o fim das investigações, ele ficará à disposição da Justiça Militar, que julgará o caso.
Ainda segundo a nota, o IPM está sendo presidido por um major, que tem 60 dias de prazo para concluir as investigações.


A Força de Pacificação disse que ainda apura o dia e o local exato da Maré, onde ocorreu a agressão. Os nomes do sargento e da vítima não foram revelados . Abaixo, segue a nota completa da Força de Pacificação.
“ A respeito do vídeo veiculado pela imprensa, o Comando da Força de Pacificação Maré esclarece o seguinte:
Após tomar conhecimento dos atos mostrados no vídeo em questão, prontamente, o Comando da Força de Pacificação Maré determinou que fosse iniciada a apuração desses fatos.
O militar foi identificado rapidamente e um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as circunstâncias em que se deram os fatos. Por se tratar, possivelmente, de um crime militar, o Comando da Força de Pacificação Maré determinou que a situação fosse totalmente esclarecida, com o máximo de rigor possível. Um Oficial Superior foi designado como encarregado deste IPM, que tem um prazo de até 60 dias para o seu término.
Importante ressaltar que a Força de Pacificação repudia veementemente este tipo de ação, assim como qualquer desvio de conduta, por estar totalmente em desacordo com o Estado Democrático de Direito, com as leis vigentes e com as regras de engajamento estabelecidas para a operação, segundo as quais a força até poderá ser empregada ao se efetuar uma prisão ou apreensão, porém a mínima necessária, dentro dos princípios da proporcionalidade e progressividade.
O militar foi afastado de suas funções e após o término do inquérito, poderá ficar à disposição da Justiça Militar para os trâmites legais.” 
Créditos Jornal EXTRA.





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